Depressão e preconceito: como lidar com a discriminação

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Preconceito e Depressão

O preconceito contra a depressão deve ser combatido como qualquer outra discriminação

A depressão parece ser um transtorno psicológico moderno, só que não! A depressão é tão antiga quanto a humanidade. Porém, com o ritmo frenético e acelerado em que a nossa sociedade da informação se movimenta, parece não haver mais espaço para os comportamentos “ociosos”, “procrastinadores”, “sem iniciativa”.

São estas as ideias preconceituosas que a maioria das pessoas têm sobre a depressão. Neste texto, daremos um enfoque psicológico no sentido de desconstruir estes mitos.

Mito e verdade da depressão

Você com certeza já ouviu falar daquelas frases tradicionais de autoajuda como “você é capaz!”, “veja o sol lá fora brilhar!”, “saia dessa!”. Isso sem falar de outros tons mais agressivos, tal como se a pessoa que sofre de depressão estivesse propositalmente nesta condição. Mas isso não é verdade.

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Para começar, esses são um dos maiores problemas para quem tem depressão: a discriminação, por falta de conhecimento.

Quanto maior o estigma, maior será o medo, a ansiedade e a angústia que a pessoa sentirá.

Por exemplo, uma ansiedade pode desencadear um estado depressivo. Os pensamentos, acompanhados de sentimentos negativos costumam ser apresentados antes de desencadear o transtorno da depressão. Por isso, no começo, é bastante difícil diagnosticar e reconhecer os sintomas do transtorno. Eles são facilmente confundidos com indisposições, procrastinações, pensamentos negativos, insegurança e tristeza.

Formas de julgamento moral da pessoa doente acabam prejudicando o diagnóstico. E também piorando o problema. Tal fenômeno possui um nome: psicofobia. Psicofobia é o preconceito e discriminação por quem é afetado por algum transtorno psicoemocional.

>>> Veja também: Ele está sempre irritado? Pode ser depressão.

Tal preconceito é muito visível em nossa sociedade. É comum, por exemplo, vermos pessoas depressivas não procurando ajuda profissional. Elas não apenas temem a opinião dos outros como podem achar que não há nada de errado com elas – exceto a sua “falta de vontade” de fazer as coisas, sua “preguiça” etc.

Como resolver o estigma do preconceito

Quem sofre de depressão, seja ela de nível baixo ou alto, tem de lidar com o preconceito e o estigma que lhes cerca. Muitas vezes, este estigma ocorre dentro de casa, com familiares, no trabalho com colegas e até cônjuges. A depressão, como vimos, é uma doença muito grave e que possui um tratamento longo e difícil.

Em primeiro lugar, a informação é a principal arma contra o preconceito. A sua falta equivale à manutenção da psicofobia. Em segundo lugar, a depressão possui múltiplos fatores que geram o transtorno.

Formas de lidar com o preconceito

Além de lutar contra a doença, a pessoa ainda têm que lutar contra a intolerância. Se as pessoas estão tristes ou com depressão é porque algum sinal evidente merece ser observado com atenção. Quando isso ocorre, é necessário que haja compreensão, e principalmente afeto manifestado para a pessoa, não o contrário.

Todo preconceito é um tipo errado de pensamento que supõe algum fato que se desconhece. Portanto, o preconceito é combatido com mais informações a respeito de algo ou de alguém. Um preconceito atinge diretamente a autoestima de uma pessoa e que pode ter consequências graves na sua vida.

Para tanto, a busca por ajuda profissional é o meio mais adequado para começar um tratamento continuado. A depressão não é sinônimo de fraqueza, de falta de caráter, de preguiça. Ela deve ser considerada como uma doença, tão séria quanto qualquer outra.

Com estas informações em mãos, trate de observar os pré-julgamentos referentes às pessoas que são afetadas por este sofrimento. Infelizmente, as pessoas, ao contrário de procurar entender o processo da depressão de forma clínica, acabam por prejudicar a pessoa depressiva ainda mais.

Siga as orientações dos psicólogos que atendem diariamente casos de depressão e vítimas de preconceito. A depressão é uma doença dos novos tempos e já é tratada como questão de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde. No Brasil, segundo a OMS, cerca de 13 milhões de pessoas sofrem com a depressão, e os casos de suicídio têm aumentado.

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Autor: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)
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