Carência afetiva: você ama o outro ou apenas está carente?

Você ama o outro ou apenas está carente

Descubra os principais sinais da carência afetiva

Em tempos líquidos a carência afetiva se tornou um sintoma generalizado de uma geração que aprendeu que tudo é fácil e que não sabe ouvir não. Uma parcela significativa de pessoas demonstra estar sofrendo com isso, e poucos buscam ajuda e apoio psicológico.

Algumas pessoas se submetem a passam anos e anos ao lado de quem não as faz feliz. Como consequência disso, acabam tendo sua vida desperdiçada, em um círculo vicioso em busca de atenção e reconhecimento. Elas são estimuladas pelo instinto de recompensa. E muito disso, tem origem na infância. Pais super protetores, tolerantes, que não estabelecem limites a seus filhos, tendo como resultado a carência afetiva na vida adulta, pois entendemos que outros não estão aqui para nos bajular.

É nos relacionamentos que a carência provoca seus maiores danos. Assim mantemos relacionamento ruins, que não nos trazem satisfação, e nem sempre conseguimos perceber. Você se envolve com pessoas com quem não tem afinidade? Sente que o outro é negligente ou rude com você? Precisa de atenção e recorre a todo tipo de artifício para obtê-la?

Listamos abaixo alguns comportamentos que estão associados à carência afetiva. E é importante identificar esses comportamentos o quanto antes, para alcançar a plenitude e aceitação de quem você é e do seu verdadeiro valor.

Como a carência afetiva influencia minha vida?

A carência afetiva costuma ser discreta e se mascarar por meio de pequenas conquistas, que somadas, trazem vazio para nossas vidas. Buscamos nutrir esse espaço seja com contatos em excesso, seja com disciplina e rigor.

Algumas pessoas se voltam para relacionamento abusivos, e outras canalizam tudo no trabalho, academia, eventos sociais ou afins. Mas o certo é que nada disso traz felicidade, e o vazio no final do dia está sempre lá.

Complexo de inferioridade e a busca por recompensas

A carência afetiva nos faz acreditar que perdemos o valor para as pessoas, se elas não nos dão total atenção. E o cérebro é especialista em criar formas de compensar a baixa autoestima, criando situações para que você obtenha o afeto e, por conseguinte, a recompensa desejada.

O complexo de inferioridade passa por variações comportamentais. Ele vai desde sacrifícios condicionados – quando passamos a abrir mão do que gostamos para agradar os outros – até a somatização de emoções que podem resultar em quadros de enfermidade psicológicas e físicas.

Da carência afetiva à vitimização

É normal, quando estamos carentes, passarmos a tolerar coisas que nos fazem mal. No entanto, há um processo de projeção de nossas dores para o outro. Buscamos identificar culpados e personificar a dor.

Um não, uma palavra dura ou mesmo a falta de atenção podem provocar depressão e o afastamento. Passamos a não nos encarar no espelho, procurar defeitos para o outro não nos aceitar. Nos diminuímos e a baixa autoestima toma todo o espaço de nossa autoconfiança.

Carência afetiva e a máscara do amor

É muito como confundirmos carência afetiva com amor. Em diversos estágios de nossa vida isso pode acontecer. Nem sempre nos atraímos e estamos felizes com quem nos relacionamos.

E a carência faz com que nós nos auto enganemos até o ponto de aceitar relacionamentos abusivos, com medo da solidão e do abandono. Reproduzimos situações de desamor. E nos submetendo a isso, acreditamos que podemos nos sentir amados e recompensado por nossas escolhas.

Criar expectativas demais é receita básica da frustração

Depositamos no outro a expectativa de felicidade e final feliz. E o outro acaba nos decepcionando constantemente, pois nem conhece essas expectativas. Às vezes, nem nós conhecemos, pois é costuma ser algo mais profundo e não racional.

Isso faz com que se mantenha relações mesmo não estamos realmente satisfeitos com o que estamos vivendo. No entanto, isso é um erro. Superestimar o outro, esperar que ele supra nossa carência emocional, só nos traz sofrimento e frustração.

Esses são alguns sinais da carência afetiva. Se você se identificou com esses comportamentos, aconselhamos a falar com um psicólogo. Com esse apoio você irá reconhecer seu valor, desenvolvendo a autonomia. Contar com ajuda facilita autoconhecimento e você poderá retomar sua vida em busca da felicidade, com mais satisfação pessoal.

Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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