
Terapia de Casal após os Filhos: o que É e Como Funciona
A chegada de um filho reorganiza a rotina, os papéis e a dinâmica afetiva do casal de formas que poucos antecipam. Nem toda tensão nesse período indica crise — mas ignorá-la tem um custo.
A terapia para crenças limitantes trata das conclusões rígidas sobre si mesmo, sobre os outros e sobre o mundo que restringem escolhas sem serem examinadas.
A psicóloga ajuda a identificar essas conclusões, entender como se formaram e verificar, na prática, o quanto elas se sustentam hoje.
Nas sessões, o material são situações reais em que a crença aparece decidindo por você.
Escolha uma psicóloga nesta página e agende a primeira sessão, presencial na Chácara Santo Antônio ou por vídeo.
Crenças limitantes são conclusões estáveis, aprendidas ao longo da vida, que operam como se fossem fatos: “não sou capaz”, “se eu me expuser, serei rejeitado”, “preciso ser útil para ser aceito”, “dinheiro corrompe”, “relações sempre terminam mal”. Em psicologia clínica, correspondem ao que se descreve como crenças centrais — estruturas que organizam a interpretação da experiência.
Elas costumam ter origem razoável: foram conclusões adequadas ao contexto em que se formaram, geralmente na infância ou na adolescência. O problema aparece quando permanecem em vigor sobre uma vida que já não é aquela, filtrando informação de forma seletiva — o que confirma a crença é registrado, o que a contradiz é descartado.
O trabalho é conduzido em psicoterapia. Quando as crenças estão associadas a quadros clínicos — depressão, ansiedade social, transtornos alimentares —, o tratamento considera esse quadro, e pode haver indicação de avaliação médica em paralelo, com medicamentos prescritos por um psiquiatra. Não se trata de treinamento motivacional nem de repetição de frases positivas: crenças centrais não se alteram por afirmação.
Um aspecto pouco considerado é que crenças limitantes cumprem função. Concluir que não se é capaz dispensa a tentativa e, com ela, a possibilidade de fracasso público. Concluir que ninguém é confiável evita a exposição envolvida em depender de alguém. Concluir que não se merece reduz a frustração de pedir e não receber.
Isso explica por que a informação contrária costuma ser insuficiente para produzir mudança: revisar a crença significa abrir mão de uma proteção que vem funcionando há anos. Em terapia, esse ponto é tratado de forma explícita — identifica-se o que a conclusão evita, avalia-se o custo de manter essa proteção e constroem-se experiências que testem a previsão em situações reais, com tamanho compatível com o que você consegue sustentar.
Procure acompanhamento quando:
O material não é produzido por reflexão solitária: são os episódios do cotidiano trazidos ao encontro. A partir delas, identifica-se o momento exato em que a conclusão aparece, com que frase, e o que ela produziu — uma decisão adiada, um pedido não feito, uma oportunidade descartada.
Depois, o trabalho alterna exame e ação. Examinar significa reconstituir a origem da conclusão, verificar quais evidências a sustentam e quais foram descartadas. Agir significa combinar movimentos do tamanho do possível, que testem a previsão na prática e produzam informação nova.
É um trabalho gradual: conclusões antigas cedem por acúmulo de experiência, não por insight isolado. A frequência habitual é semanal, com sessões de 50 minutos a 1 hora. Atendemos adultos e adolescentes a partir de 14 anos, na Chácara Santo Antônio ou por vídeo.
Outras páginas do consultório que se cruzam com o tema:
Justamente por parecerem óbvias, elas não são acessadas por reflexão direta. O caminho é indireto: a partir de situações concretas, observa-se o que você concluiu, com que rapidez e quais alternativas nem chegaram a ser consideradas.
Frases absolutas — sempre, nunca, todo mundo, ninguém — costumam ser bons indicadores do ponto onde investigar.
São coisas diferentes. Aqui o trabalho é clínico, feito por psicólogas com CRP ativo, e considera a origem das conclusões, os quadros associados — como ansiedade e depressão — e o funcionamento emocional envolvido.
Não se trabalha com metas de desempenho nem com técnicas de motivação, e sim com exame das crenças e verificação delas em situações reais.
Pouco, quando usadas isoladamente. Crenças centrais foram construídas por anos de experiência e não são desfeitas por afirmação que as contradiz de frente — em geral a frase é descartada como falsa e, às vezes, aumenta o desconforto.
O que produz mudança é o acúmulo de experiências novas em situações reais, que é o que o tratamento organiza.
É. Conclusões sobre dinheiro — que prosperar é perigoso, que pedir mais é indevido, que sempre faltará — aparecem com frequência e produzem efeitos concretos em negociação salarial, precificação do próprio trabalho e decisões de investimento.
O trabalho examina a origem dessas conclusões e testa suas previsões em situações específicas.
É um resultado possível e útil. Nem toda conclusão é integralmente falsa: algumas descrevem riscos reais, e o trabalho passa a ser dimensioná-los em vez de eliminá-los.
A diferença é operacional: em vez de uma regra absoluta que impede qualquer tentativa, você passa a ter uma avaliação de risco que permite decidir caso a caso.
A sessão custa R$ 275, com duração de 50 minutos a 1 hora, no mesmo valor no presencial e por vídeo. O atendimento é particular, sem convênio; parte dos pacientes solicita reembolso ao plano de saúde quando há previsão de cobertura.
As sessões acontecem de segunda a sexta, das 7h às 22h, e o agendamento é feito aqui pelo site.
Conclusões antigas sobre si dificilmente são revistas sem alguém de fora examinando junto.
O atendimento é feito por psicólogas com CRP ativo, de segunda a sexta, das 7h às 22h.
Escolha um perfil nesta página para ver os horários, na Chácara Santo Antônio ou por vídeo.