
Depressão Exógena: Causas, Sintomas e Tratamento
A depressão exógena se desenvolve a partir de eventos externos — perdas, traumas, mudanças bruscas. Nem toda reação intensa a uma adversidade é passageira.
A terapia para distúrbios alimentares trata da relação com a comida e com o corpo, e dos comportamentos de restrição, compulsão e compensação que sustentam o quadro.
A psicóloga avalia a gravidade, identifica o que precisa de acompanhamento médico e nutricional em paralelo e conduz o trabalho psicológico sem foco em peso.
Nas sessões, entram as regras alimentares em vigor, o que acontece quando elas caem e a forma como você avalia o próprio corpo.
Escolha uma psicóloga nesta página e agende a primeira sessão, presencial na Chácara Santo Antônio ou por vídeo.
Na linguagem cotidiana fala-se em distúrbio alimentar; a classificação clínica usa o termo transtorno alimentar. A anorexia envolve restrição persistente, medo intenso de ganhar peso e alteração na percepção do próprio corpo. A bulimia combina episódios de compulsão com comportamentos compensatórios. O transtorno de compulsão alimentar envolve episódios recorrentes de perda de controle sem compensação regular.
Entre a alimentação sem sofrimento e o quadro fechado existe uma faixa ampla, com regras rígidas, culpa após comer, exercício usado como punição e pensamento constante sobre comida e peso. As causas são múltiplas: fatores genéticos, insatisfação corporal, história de dietas, traços de perfeccionismo, pressão estética e eventos de vida. Peso corporal não é critério isolado — quadros graves ocorrem em qualquer faixa.
Os sinais aparecem no comportamento e no estado emocional:
O tratamento é multiprofissional: psicoterapia, acompanhamento nutricional e avaliação médica, com medicamentos prescritos por um psiquiatra quando há indicação. Quadros com restrição importante, compensações frequentes ou alterações clínicas exigem acompanhamento médico desde o início — o trabalho psicológico não substitui a avaliação de saúde física.
Um mecanismo aparece com regularidade nesses quadros: a meta corporal muda de posição assim que é alcançada. O número que parecia suficiente é atingido, o alívio dura pouco e outro número é estabelecido. O mesmo acontece com as regras alimentares, que tendem a ficar progressivamente mais restritivas em vez de estabilizar.
A explicação clínica é que o desconforto não está no peso, e sim na autoavaliação, que passou a ser calculada quase exclusivamente por meio do corpo e da alimentação. Enquanto essa forma de avaliação permanece intacta, qualquer resultado alcançado é rapidamente descontado. Por isso o tratamento não é conduzido pela balança: o trabalho psicológico se volta para a régua e para a ampliação dos critérios pelos quais você se avalia.
Procure avaliação quando:
A primeira etapa é de levantamento: de que forma a comida organiza o seu dia, quais regras estão em vigor, qual é a reação quando alguma delas é quebrada, desde quando o quadro dura, que tratamentos já foram feitos e como está o funcionamento do corpo — sono, ciclo menstrual, disposição, exames recentes. Ninguém recebe rótulo diagnóstico ao fim de uma conversa.
Dessa avaliação sai uma proposta de trabalho e, quando indicado, a orientação para que outras frentes entrem junto. A psicóloga é explícita sobre a necessidade de avaliação médica quando há sinais clínicos, e o acompanhamento nutricional costuma correr em paralelo.
A frequência habitual é semanal, com sessões de 50 minutos a 1 hora. Nas sessões não há pesagem nem controle do que foi ingerido: o material é o comportamento, o contexto emocional e a relação com o corpo. Atendemos adultos e adolescentes a partir de 14 anos, na Chácara Santo Antônio ou por vídeo.
Outras páginas do consultório sobre este campo:
Pode. Peso não é critério isolado de diagnóstico, e quadros clinicamente relevantes ocorrem em qualquer faixa.
O que se avalia é o conjunto: presença de restrição, episódios de compulsão, comportamentos compensatórios, quanto tempo do dia é ocupado por pensamentos sobre comida e corpo, e o prejuízo produzido na vida social, no trabalho e na saúde.
Restrição prolongada tem efeito conhecido sobre a atenção: quanto maior a privação, maior a saliência do alimento — o pensamento sobre comida aumenta como consequência fisiológica, não como falha de foco.
Esse é um dos motivos pelos quais dietas sucessivas tendem a se tornar mais difíceis com o tempo. O trabalho começa por mapear o que está sendo restringido e com que rigidez.
Esse conjunto de sinais merece avaliação em prazo curto. Atendemos a partir dos 14 anos, e a abordagem costuma incluir avaliação médica em paralelo.
Confronto direto sobre comida tende a aumentar o segredo. O que ajuda é falar sobre o que você observou, sem diagnóstico, e propor a avaliação como cuidado.
Muda a prioridade. Vômito autoinduzido, uso de laxantes ou diuréticos, jejum prolongado e exercício compensatório têm repercussão clínica, e por isso o acompanhamento médico entra desde o início.
Do lado psicológico, o foco inicial é reduzir a frequência dessas compensações, trabalhando o que acontece imediatamente antes e depois delas.
Esse é um sinal que pede atenção imediata. O consultório não é serviço de urgência e não funciona 24 horas.
Em risco imediato, procure ajuda agora: o CVV atende pelo 188, 24 horas por dia e gratuitamente, o SAMU atende pelo 192 e o pronto-socorro é o recurso indicado em emergência. Fora dessas situações, o caminho é o acompanhamento continuado, e esses pensamentos devem ser ditos na sessão.
As sessões acontecem de segunda a sexta, das 7h às 22h: a primeira começa às 7h e a última às 21h, com duração de 50 minutos a 1 hora.
A disponibilidade varia por profissional e aparece na agenda de cada perfil aqui no site, incluindo os horários por vídeo. Para verificar antes quem tem agenda aberta, fale com a nossa secretaria, de segunda a sexta das 7h às 21h.
Não é preciso ter diagnóstico nem ter interrompido qualquer comportamento para procurar.
O atendimento é feito por psicólogas com CRP ativo, de segunda a sexta, das 7h às 22h.
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