
Depressão Exógena: Causas, Sintomas e Tratamento
A depressão exógena se desenvolve a partir de eventos externos — perdas, traumas, mudanças bruscas. Nem toda reação intensa a uma adversidade é passageira.
A terapia para estresse pós-traumático tem como finalidade reduzir os sintomas que permanecem ativos depois de um evento de grande impacto e recuperar o que foi sendo evitado desde então.
A psicóloga trabalha o sono, os gatilhos que disparam as reações no presente, a evitação e as crenças de culpa que costumam se instalar após o ocorrido.
Nas sessões, o conteúdo mais difícil é abordado em partes combinadas com antecedência, no ritmo definido com você.
Escolha uma psicóloga nesta página e agende a primeira sessão, presencial na Chácara Santo Antônio ou por vídeo.
O transtorno de estresse pós-traumático é o quadro que se instala quando, semanas ou meses após um evento de grande impacto, o sistema de defesa do organismo continua operando como se a ameaça permanecesse. A origem varia: acidentes, violência, assalto, perdas abruptas, internações e procedimentos, situações prolongadas de ameaça ou humilhação.
Nem todo evento grave produz o quadro. A probabilidade aumenta com a intensidade e a duração da exposição, com a ausência de rede de apoio depois do ocorrido e com história prévia de outros traumas. A gravidade do quadro não é proporcional à gravidade aparente do evento — o que define o diagnóstico é o conjunto de sintomas presentes e o prejuízo que eles produzem.
Os sintomas costumam se organizar em quatro grupos, e variam de pessoa para pessoa:
O tratamento de primeira linha é a psicoterapia, com abordagens estruturadas para trauma. Em parte dos casos, associa-se medicação prescrita por um psiquiatra, sobretudo quando há sintomas depressivos importantes, insônia grave ou ansiedade intensa. O uso de álcool ou de outras substâncias para dormir ou suportar os sintomas é frequente e precisa entrar no plano de tratamento desde o início.
Diante de ameaça, o organismo dispõe de três respostas automáticas: lutar, fugir ou paralisar. A escolha entre elas não passa por deliberação — é executada em fração de segundo por circuitos de defesa que operam antes do raciocínio. A paralisia é tão fisiológica quanto as outras duas e ocorre com frequência em situações de ameaça extrema ou de impossibilidade de escapar.
Isso tem consequência clínica: parte relevante do sofrimento posterior não vem do evento, e sim da avaliação sobre a própria conduta — por que não gritei, por que não saí antes, por que não percebi. Essa avaliação é feita depois, com informação que não estava disponível no momento, e sustenta culpa e vergonha que costumam ser o principal obstáculo para procurar ajuda.
Procure acompanhamento psicológico quando:
O trabalho não começa pelo relato completo do ocorrido. As primeiras sessões cuidam do presente: sono, sobressaltos da semana, o que vem sendo evitado, uso de álcool ou medicação, rede de apoio disponível. Essa etapa serve para recuperar previsibilidade na rotina antes de qualquer aproximação do conteúdo mais difícil.
Quando o trabalho passa a incluir a memória do evento, ele é feito por partes combinadas com antecedência, com espaço no fim de cada sessão para retomar o chão antes de seguir o dia. Falar sobre o que aconteceu não é exigência de entrada: é um recurso do tratamento, usado quando e como fizer sentido.
A frequência habitual é semanal, com sessões de 50 minutos a 1 hora, ajustável nos períodos mais difíceis. Havendo indicação de avaliação médica, a psicóloga orienta o encaminhamento. O atendimento acontece na Chácara Santo Antônio ou por vídeo, formato que hoje concentra a maior parte dos nossos atendimentos.
Outros recortes que costumam se cruzar com este:
Pode. O que define o quadro é o conjunto de sintomas — revivência, evitação, hipervigilância e alterações de humor —, não a classificação do evento.
Situações prolongadas de ameaça, humilhação, adoecimento grave, perdas abruptas e experiências vividas em contexto de impotência produzem esse padrão com frequência. A avaliação verifica o que está presente hoje e o prejuízo atual.
Não. Lacunas e fragmentação de memória são comuns em situações de alta ativação e não impedem o trabalho.
O tratamento não depende de reconstituir a cena completa nem de confirmar detalhes: opera sobre os sintomas presentes, sobre os estímulos que disparam a reação hoje e sobre o que foi sendo evitado desde então.
Não. É possível iniciar o acompanhamento tratando apenas do presente — sono, sobressaltos, o que você deixou de fazer, como tem sido a semana.
A aproximação do conteúdo do evento, quando ocorre, é gradual, combinada antes e conduzida em partes. Evitar falar do assunto é sintoma do quadro, não obstáculo de acesso ao tratamento.
Não há prazo padrão. A duração depende do tempo decorrido, da extensão das evitações, da presença de outros quadros associados e da rede de apoio disponível.
O acompanhamento é avaliado por indicadores concretos: qualidade do sono, frequência das memórias intrusivas, situações retomadas e redução do estado de alerta.
Vale deixar claro o limite deste serviço: o consultório não é serviço de urgência e não funciona 24 horas.
Em risco imediato ou sofrimento agudo, procure ajuda naquele momento — o CVV atende pelo 188, 24 horas por dia e gratuitamente, o SAMU atende pelo 192 e o pronto-socorro é o recurso indicado em emergência. O acompanhamento psicológico é o cuidado continuado, e nele se constroem também os recursos para os momentos difíceis entre as sessões.
É. As sessões acontecem de segunda a sexta, das 7h às 22h, e a última começa às 21h.
A agenda real de cada psicóloga aparece no perfil correspondente aqui no site, com os horários livres das próximas semanas. Para ajuda na escolha, fale com a nossa secretaria, de segunda a sexta das 7h às 21h.
Procurar acompanhamento não depende de você conseguir relatar o episódio.
O atendimento é feito por psicólogas com CRP ativo, de segunda a sexta, das 7h às 22h.
Escolha um perfil nesta página para ver os horários, na Chácara Santo Antônio ou por vídeo.