Por Veluma Marzola
Psicóloga · CRP 06/124019
Publicado em 18/05/2019 · Atualizado em 18/06/2026
Você gostaria de saber o que mais prejudica: suprimir ou explodir de raiva? Leia o artigo e entenda cada uma dessas situações.
Quantas vezes você já ouviu falar que suprimir a raiva é bom para a mente? Assim como, há quem diga que não “engolir sapos” e explodir de raiva é melhor. Hoje sabe-se que a raiva pode ter diversas causas como problemas psicológicos, por exemplo.
Engolindo e silenciando emoções
Existem riscos em silenciar emoções? Diz um ditado que aquele que engole muito, no final acaba se afogando. É sabido que mesmo Freud alertava sobre os grandes perigos de silenciar as emoções para não serem reprimidas, pois, estas nunca morrem.
De fato, a repressão dos próprios sentimentos ou pensamentos, seja por motivos diversos como medo de enfrentar e ofender outras pessoas; de pensar que é incapaz; por fobias de traumas etc, em algum aspecto pode acabar causando danos a própria pessoa.

As emoções que vão se acumulando em silêncio serão os fantasmas que danificarão o corpo e a mente no futuro.
Se você não expressa o seu desconforto, as pessoas que causam este problema provavelmente não estarão cientes das consequências das atitudes delas para com você.
Em geral, as pessoas que têm tendência em silenciar suas emoções possuem maior risco de possuir tensão muscular, dor de cabeça, problemas gastrointestinais, dermatológicos ou outras doenças mais complexas.
O que fazer?
Assim, cabe reconhecer primeiramente que você está sendo vitimado e buscar reduzir os danos causados. É preciso encontrar um equilíbrio em sua vida.
Descobrir qual é o momento de silenciar e o momento em que é necessário abrir a boca para defender as suas necessidades, protegendo o seu equilíbrio emocional.
Lembre-se: emoções que são reprimidas podem se tornar transtornos psicológicos e até mesmo problemas psicossomáticos.
Explodir de raiva é a solução?
Sabe-se, também, que o estresse pode desencadear a produção de hormônios em estado acelerado, prejudicando células do corpo.
Por outro lado, quando a pessoa passa pela sensação de explodir de raiva, imediatamente é condicionada a um tipo de “alívio emocional”, que seria hormonal, pela quantidade de adrenalina que é jogada no sangue. Ou seja, expressar seus sentimentos é instintivamente fundamental para o seu bem-estar.
Com o tempo, considerou-se que ventilar os sentimentos e não guardá-los deveria ser feito com tudo, inclusive com a raiva. Como resultado, quando adultas, as pessoas passaram a não saber administrar de forma assertiva as suas emoções, pois, simplesmente começavam a explodir de raiva em todas as circunstâncias.
Este alívio emocional é fundamental para o bem-estar psicológico e físico de uma pessoa. Mas explodir de raiva quando se sente ofendida, confrontada, mesmo numa conversa discordante, não permitirá desenvolver relações interpessoais mais maduras e duradouras.
Gerenciando a raiva
A raiva é natural e faz parte da emoção humana. Explodir de raiva ou jogá-la para debaixo do tapete são duas formas opostas de encarar um problema interno. Você pode ter um surto de ataque de raiva em um momento ou ficar cozinhando sua raiva silenciosamente.
O controle da raiva pode estar na forma de expressar-se. Isso deve ser observado, especialmente quando se sabe que alguns instintos podem prejudicar a forma como você se comunica.
De acordo com os psicólogos, as pessoas que conseguem treinar a sua mente filtrando pensamentos negativos e controlando os estados emocionais, de extrema raiva ou apatia, poderão encontrar importantes formas de lidar com situações difíceis.
Essa forma de autocontrole reduz a quantidade de estresse que se experimenta em situações adversas, melhorando a função imunológica e, evidentemente, a sua saúde.
É papel do psicólogo ajudar para que a pessoa conheça a fundo as suas emoções e principalmente a sua causa. Se ela se vê como uma silenciadora ou uma detonadora de emoções, é provável que seja muito difícil controlar esses sentimentos.
Por isso, é essencial que você saiba identificar o que sente, a psicoterapia ajudará você diferenciando raiva de ação assertiva, autocontrole de repressão de emoções.
Se quiser saber mais sobre como tratar suas emoções sem extremos, leia também: 7 dicas para controlar a raiva.
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Autor: Psicóloga Veluma Marzola - CRP 06/124019Formação: A psicóloga Veluma é formada há mais de 10 anos e é especialista em Terapia Cognitivo Comportamental. Possui experiência em escuta e acolhimento em Terapia Individual e Terapia de Casal. Atende demandas como ansiedade generalizada, conflitos profissionais, amorosos e familiares, disfunção sexual...
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Uma coisa que faço quando sinto raiva, é não me “movimentar” no momento em que acontece. Permito-me pensar sobre o assunto e depois, com mais assertivade, expor de maneira mais tranquila
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