Por Franciane Bortoli
Psicóloga · CRP 06/205788
Publicado em 26/07/2019 · Atualizado em 15/07/2026
Vício em compras: entenda como funciona
Considerada uma doença, o vício em compras é um distúrbio queprecisa ser tratado com ajuda de psicólogo para que não traga problemas aindamaiores à sua vida.
A cada dia, novos produtos são lançados no mercado e osprofissionais de marketing e publicidade trabalham incansavelmente para que ositens cheguem e despertem na mente humana o desejo pela aquisição. Porém, emalgumas pessoas isso não é necessário, pois farão a compra por mero impulso. Onome disso é vício em compras — ou oniomania — e é uma grave doença!.
Saberidentificar quando a pessoa torna-se um comprador compulsivo é o primeiro passopara buscar tratamento. Porém, até chegar a este reconhecimento, muitascomplicações já podem ter ocorrido antes, como o endividamento e problemassociais.
Para lhe auxiliar a identificar esta doença, preparamos este artigo em que explicamos o que é o vício em compras, os principais sintomas e como buscar o tratamento correto com psicólogos para evitar que o processo desencadeie problemas ainda maiores. Leia agora mesmo!
O que é vício em compras?

O ser humano é movido pelo desejo. A busca constante pelo prazer,pelo desejo ou sonho há milhares de anos movimenta a raça e a torna diferentedas demais espécies animais. E as compras geram este prazer no cérebro humano,de ter acesso a algo e que poderá chamar de seu. Seja pelo simples desejo depossuir ou de se diferenciar perante a sociedade.
Porém, quandoeste desejo de ter algo supera a necessidade e torna-se um impulso doentio,vira uma compulsão. No vício por compras a pessoa passa a sentir um desejoincontrolável de consumir sem ter objetivos ou necessidade, apenas a comprapela compra. O resultado posterior à aquisição é um sentimento de culpa e quecausa um enorme mal-estar, diante da visão de que cometeu algo errado.
É considerado um distúrbio
Como é algo que foge da vontade humana, o vício em compras é caracterizado como um distúrbio de impulso. Ele causa sofrimento ao paciente que sofre deste mal, tanto psicológico quanto físico, já que poderá trazer enormes prejuízos financeiros, dívidas, cobranças, e que inclusive poderão acarretar surgimento de outras doenças, como a depressão.
A compulsão por comprar costuma vir acompanhada de ansiedade e já pode ser fruto de uma depressão, quando são caracterizadas como uma comorbidade. Os momentos de vício são caracterizados por momentos de euforia ou de mania em pessoas com transtorno bipolar, mas não pode-se caracterizar como compulsão.
Além disso, o vícioem comprar pode estar ligado ou então transformar-se em outras compulsões, comopor comida, por jogos, por sexo, entre outros.
Uma doença recente
O vício emcompras foi considerada uma doença apenas na década de 1980. Atualmente, aindanão há estudos conclusivos que comprovem como surge esta doença, mas ela temalgumas possibilidades. Entre elas, está a relação com a históriacomportamental da família, que conta com outros distúrbios e falta de controledos impulsos.
Outro fatorestá ligado à genética, com pesquisas indicando que alterações nas enzimaschamadas de mao apresentam alto grau de gratificação e recompensa em seusportadores. Neste caso, as pessoas estão sempre buscando a sensação degratificação, que ocorre de forma intensa em seu organismo, gerando o víciodurante o ato de comprar algo.
Qual o tratamento indicado?
O vício emcompras deve ser tratado com auxílio de um profissional, como um psicólogo, quesaberá fazer o melhor diagnóstico e tratamento do paciente. Atualmente há,inclusive, diversas abordagens bastante eficazes que ajudam no tratamento.
Porém, é claro que o acompanhamento psicoterapêutico é uma das formas de terapia cognitiva-comportamental que apresentam a melhor eficácia. Além disso, é fundamental o apoio familiar para a superação do problema, compreendendo como uma doença e que precisa de tratamento, e não de preconceito ou críticas discriminatórias.
É fundamentalque o tratamento ensine o verdadeiro significado das compras, já que o portadorda doença seguirá comprando, mas terá que aprender a conviver com isso de formaque não o afete mais. Para isso, sugere-se que o paciente passe a obter a“recompensa” para o organismo de outras formas, principalmente com o afeto deoutras pessoas.
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Autor: Psicóloga Franciane Bortoli - CRP 06/205788Formação: A psicóloga Franciane Bortoli é especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, possui Formação em Terapia de Casal pelo Instituto Brasiliense de Análise de Comportamento e possui também Formação em Avaliação Psicológica...
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