Por Veluma Marzola
Psicóloga · CRP 06/124019
Publicado em 02/08/2019 · Atualizado em 15/07/2026
Culpa, tristeza e arrependimentos… Ou ainda uma decisão difícil a ser tomada. Todas essas situações podem gerar conflitos internos e causarsofrimento.
Lidar com conflitos internos pode se tornar um verdadeiro penhor em sua vida. Normalmente, acompanhados de questões morais, éticas, tabus e desejos incompreendidos, os conflitos existenciais podem levar pessoas bastante racionais a um consultório de psicologia, com sua saúde mental beirando a estafa.
Não são raros os casos de pessoas que chegam em consultórios buscando apoio para resolver conflitos internos de todas as magnitudes. As pessoas muitas vezes chegam à estafa, podendo serem acometidas por crises de pânico, estresse severo, distúrbios do sono, ansiedade, fobia social, entre outros transtornos.
Para Freud, os conflitos internos são criados e resolvidos por duas partes, uma que reconhece o desejo e a outra que luta contra para evitar se prejudicar. E o conflito deve ser resolvido o mais rápido possível sob pena de arcar com prejuízos com os quais não poderemos lidar.

Por isso, a sensação de urgência, imediatismo e crise que se instala na vida de uma pessoa que está enfrentando conflitos internos.
Nem sempretodas as consequências são reais e tangíveis. Outras tantas está em risco amoral, imagem e aquilo que a pessoa acredita ser e busca fazer os outrosacreditarem.
De acordo com psicólogos, o risco de ver sua imagem ser desconstruída promove uma série de dores e traz à tona traumas de infância, às vezes esquecidos ou escondidos, que foram cristalizados para evitar sofrimento, mas podem vir à tona com conflitos internos.
Passo a passo para resolver conflitos internos
Existemalgumas técnicas que podem ajudar a lidar com conflitos internos, as quaislistamos aqui, com o objetivo de ajudar nesse processo de autoconhecimento.
Caso não se sinta capaz de lidar sozinho com esses conflitos, procure ajuda de um profissional que com a ajuda da Terapia Cognitivo Comportamental irá facilitar e mediar a resolução desses conflitos para que não se tornem incapacitantes.
1) Reconhecendo e identificando o conflito
O primeiro passo para resolver um conflito interno é reconhecer e identificar tudo o que faz parte desse conflito e porque ele se estabeleceu em sua vida.
Considere a razão pela qual você considera isso um conflito, o que fere, quais partes em você reivindicam resoluções diferentes.
Dê nome às partes do conflito, isso irá facilitar o diálogo entre elas.
2) O desejo pretendido
Você deveentender o que faz parte do seu desejo e porque ele deve ser inibido.
O conflitoafeta sua vida pessoal, profissional, social? Qual a proporção que uma soluçãoconsiderada não apropriada pode trazer para sua vida?
Fazer certasperguntas a si mesmo irá elucidar questões de modo mais racional, trazendo maislucidez e certo distanciamento para a resolução de conflitos internos.
Entender demodo claro as partes do conflito o ajudará a considerar uma tomada de decisãoapoiada em prós e contras. Se achar necessário, faça uma lista e atribuavalores.
3) Entenda as partes inerentes ao conflito
Considere oque é mais importante para você. Qual consideração apontada por cada parte deveser elevada em grau de prioridade.
Do que você não pode abrir mão? Essas partes em você são capazes de reconhecer a importância de certos valores atribuídos a outra parte?
Ou os valores são fracos o suficiente para não serem considerados nesse conflito? Reflita e faça as partes buscarem um equilíbrio entre esses fatores.
4) Intenções positivas conflitantes
Considere a intenção de cada parte. Porque cada uma delas traz apontamentos que buscam de um modo ou outro evitar sofrimento.
Lá no fundo, quando precisamos solucionar um conflito, essa é a verdadeira intenção e as partes são meios de obter e se manter em segurança. Mas sob qual preço?
Considere asintenções positivas de cada parte, para entender qual delas tem mais força nahora de clamar por uma solução.
5) Estabeleça um acordo e um pacto entre as partes
Fazendo aspartes argumentarem entre si, e defender sua importância em sua vida e noconflito em questão será possível avaliar e fazer com que cada uma abra mãodaquilo que naquele momento não é tão importante para solucionar aquele problema.
Estabelecidoum acordo entre as partes, considere firmar um pacto, no qual cada parteconcorda em colaborar e contribuir com a solução não exercendo ou apresentandooutros argumentos após tomada a decisão.
Assim, elasnão irão recorrer a culpa, cobrança, sarcasmo depois que você decidir. E se ofizerem, você voltar ao acordo, de modo a encontrar um meio de atender todas aspartes e colaboração por longo prazo.
6) Sua decisão é ética e atende seus princípios morais
Chegou a horada decisão final. Nessa hora você avalia se todas as partes em você estão deacordo, se existe alguma parte insatisfeita e se o que foi decidido está deacordo com questões éticas e princípios morais.
Desde que hajaharmonia e que tanto suas crenças e valores sejam respeitados, você estarápronto para tomar uma decisão, caso contrário, reinicie o processo.
Como vimos, osofrimento dentro de nós pode vir de um embate interno. Entender o que motiva oconflito, cada uma das partes conflitantes e, principalmente, a nós mesmos, iráajudar a resolvê-lo. E, assim, a nossa vida se torna mais leve.
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Veluma MarzolaCRP 06/124019
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Consultas por vídeoA psicóloga Veluma é formada há mais de 10 anos e é especialista em Terapia Cognitivo Comportamental. Possui experiência em escuta e acolhimento em Terapia Individual e Terapia de Casal. Atende demandas como ansiedade generalizada, conflitos profissionais, amorosos e familiares, disfunção sexual...
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Autor: Psicóloga Veluma Marzola - CRP 06/124019Formação: A psicóloga Veluma é formada há mais de 10 anos e é especialista em Terapia Cognitivo Comportamental. Possui experiência em escuta e acolhimento em Terapia Individual e Terapia de Casal. Atende demandas como ansiedade generalizada, conflitos profissionais, amorosos e familiares, disfunção sexual...
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