Por Veluma Marzola
Psicóloga · CRP 06/124019 · 26 de junho de 2026
O Brasil é o 4º país mais estressado do mundo, segundo o relatório “World Mental Health Day 2024”. Isso significa que a nossa saúde mental não está nada bem, algo diretamente relacionado com o excesso de demandas e da cobrança por produtividade.
Acontece que, além de ser prejudicial para a mente e as emoções, o estresse também pode desencadear doenças físicas – em casos mais intensos, até mesmo fatais, como o infarto.
Daí a importância de olharmos para dentro, mas também para os nossos hábitos que podem nos levar a problemas e diagnósticos sérios.
Nesse sentido, preparamos este post com uma lista dos principais sinais físicos do estresse a fim de que você consiga identificar precocemente essa condição e, assim, possa prevenir o seu agravamento. Confira!
Quais são os tipos de estresse?
Antes de falarmos sobre os sinais que o corpo estressado dá, é importante que você conheça os tipos de estresse considerados pelos especialistas. São três:
1. Estresse agudo
Essa é a forma mais comum de estresse. Ela consiste na reação natural do corpo a uma situação considerada estressante, podendo causar instabilidade de humor, insegurança e apreensão, além de sintomas físicos temporários.
2. Estresse agudo episódico
Quando o estresse agudo ocorre com frequência, então ele é considerado como episódico. Isso indica que o indivíduo está vivenciando alguma situação recorrente, como altas demandas no trabalho. Assim, os efeitos e sintomas da tensão só se acumulam.
3. Estresse crônico
Por fim, o estresse crônico é o mais persistente e contínuo ao longo do tempo, sendo resultado de situações prolongadas, como problemas financeiros, conflitos familiares, problemas de saúde crônicos, por exemplo.
18 importantes sinais físicos do estresse que o seu corpo dá
Você já parou para pensar que o seu corpo fala quando você está estressado? Sim, além dos sintomas emocionais, mentais e comportamentais do estresse, existem os sinais físicos, que indicam que algo não vai bem e que é hora de recalcular a rota.
Portanto, reconhecer os sintomas físicos é importante para combater o estresse o quanto antes e evitar o seu agravamento.
Convém mencionar que os sinais que traremos a seguir podem ser referentes a outras condições de saúde (física ou mental), o que significa que apenas um profissional da saúde poderá fazer o diagnóstico. No entanto, reconhecê-los é o primeiro passo para entender que algo não vai bem e, assim, buscar ajuda. Portanto, vamos lá:
- Suor excessivo
- Tremores no corpo ou nas mãos
- Palpitações
- Formigamento nas extremidades
- Dor no peito
- Enxaqueca
- Pressão baixa ou alta
- Boca seca
- Tontura
- Problemas gastrointestinais (diarreia, prisão de ventre, gastrite…)
- Náusea
- Tensão e dor muscular
- Alergias de pele
- Mal-estar generalizado
- Insônia
- Fadiga
- Disfunção sexual
- Bruxismo
O mais importante é: não hesite em procurar os serviços de saúde ao se deparar com esses sinais de forma recorrente.
Quais são os riscos do estresse não controlado para a saúde?
De forma simplificada, os sintomas físicos do estresse aumentam a probabilidade de surgimento de patologias cardiovasculares e intestinais, desmaios, hipertensão arterial, gastrite nervosa, entre outras condições.
Além disso, o cortisol – conhecido como o hormônio do estresse – é produzido em grandes quantidades quando se está estressado, o que reduz o metabolismo, enfraquece o sistema imunológico e pode desencadear uma série de complicações, como o infarto.
Por isso, é muito importante mudar o estilo de vida e procurar ter mais qualidade, tranquilidade e inteligência emocional no dia a dia.
Como saber se o meu estresse precisa de tratamento específico?
Como já mencionamos, o diagnóstico e a necessidade de tratamento será realizada única e exclusivamente por um profissional da saúde, de preferência uma equipe multidisciplinar, envolvendo um médico clínico geral e um psicólogo.
Entretanto, reconhecer quando há a necessidade de intervenção, isto é, compreender quando o estresse já passou de algo esporádico e se tornou crônico é importante para justamente buscar essa ajuda.
Sendo assim, listamos os quatro níveis de estresse e suas características para que você consiga fazer esse primeiro diagnóstico. Eles são:
Nível 1: Estado de alerta
No estado de alerta, o corpo começa a reagir a alguma situação que ofereça perigo ou ameaça – ainda que seja hipotética, presente apenas no imaginário da pessoa. É o organismo tentando fazer o seu papel de defesa.
Os principais sintomas nesse estágio envolvem:
- Pés e mãos geladas
- Dor de estômago
- Sudorese
- Boca seca
- Tensão muscular
- Insônia
Nível 2: Resistência
Se o indivíduo não mudar seu estilo de vida como forma de tratar o primeiro estágio, então o estresse avança para o seu segundo nível, que é a resistência. Nesse ponto, ele começa a se fazer presente com mais consistência no dia a dia.
Seus principais sintomas são:
- Sensação de cansaço físico extremo
- Mal-estar
- Alteração no apetite
- Diminuição da libido
- Irritabilidade
- Problemas cognitivos (esquecimento e falta de criatividade)
Nível 3: Quase exaustão
Nesse nível, o corpo e a mente já não conseguem mais desempenhar as suas funções. Assim, podem-se somar aos sinais dos estágios anteriores a Síndrome de Burnout e a falta de energia completa.
Vale dizer que, aqui, a ajuda de um psicólogo começa a ser indispensável para conter o avanço desses impactos.
Nível 4: Exaustão
Caso não haja tratamento e intervenções no nível anterior, então o corpo e a mente podem, de fato, parar de funcionar. Assim, na exaustão, os sinais são ainda mais graves, como:
- Tonturas
- Taquicardia
- Hipertensão
- AVC
- Infarto
- Tentativa de autoextermínio
Convém destacar que esse nível é tão grave que é necessário um acompanhamento multidisciplinar, envolvendo equipe de médicos, psicólogos e psiquiatras.
Mas, então, como tratar o estresse?
De modo geral, o tratamento envolve modificar o estilo de vida para, literalmente, desestressar. Para isso, você pode adotar as seguintes medidas:
- Praticar atividades físicas regularmente.
- Ressignificar a relação com o trabalho.
- Garantir momentos semanais para o lazer, sair com os amigos e estar com a família.
- Seguir uma dieta saudável e rica em vitaminas do complexo B.
- Consumir chás com propriedades calmantes ou relaxantes.
Além disso, é indispensável fazer psicoterapia para desenvolver o equilíbrio emocional e encontrar meios de aliviar a pressão interna.
Nesse sentido, o psicólogo analisa como o indivíduo reage aos eventos estressantes e, assim, procura auxiliá-lo a encontrar formas de modificar os seus padrões de pensamento e comportamento que estejam sendo prejudiciais e provocando estresse.
Além disso, a psicoterapia contribui para o desenvolvimento do autocontrole, autoestima e inteligência emocional, fatores indispensáveis para a manutenção da saúde mental.
Portanto, se você acredita que tem andado muito estressado e que isso está comprometendo a sua qualidade de vida, procure um psicólogo online para se cuidar e impedir que essa situação se agrave e te prejudique ainda mais!
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Autor: Psicóloga Veluma Marzola - CRP 06/124019Formação: A psicóloga Veluma é formada há mais de 10 anos e é especialista em Terapia Cognitivo Comportamental. Possui experiência em escuta e acolhimento em Terapia Individual e Terapia de Casal. Atende demandas como ansiedade generalizada, conflitos profissionais, amorosos e familiares, disfunção sexual...
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