Por Veluma Marzola
Psicóloga · CRP 06/124019 · 20 de junho de 2026
Segundo estudos, a vitamina D dos brasileiros anda bem abaixo do desejado e do necessário para o corpo e para a mente, mas pouca gente tem se dado conta disso.
Sim, sem conhecer os benefícios dessa vitamina para o organismo – inclusive para a saúde mental, muitas pessoas acabam deixando de adotar medidas cruciais para manter os seus bons níveis no corpo, como se expondo ao sol regularmente, por exemplo.
Pensando na importância do tema e no desconhecimento do assunto, preparamos este post em que listamos os benefícios e as funções da vitamina D na saúde mental e física e as formas de garantir os níveis ideais no seu corpo. Confira!
O que é vitamina D?
A vitamina D, conhecida como a “vitamina do sol”, é uma substância fundamental para a produção de serotonina – neurotransmissor que melhora o humor e o bem-estar – e para a absorção e metabolismo de diversos nutrientes no corpo.

Vale dizer que, apesar do nome “vitamina”, trata-se de um hormônio multifuncional, sintetizado pelo próprio corpo por meio da exposição solar adequada.
Quais são as funções da vitamina D no corpo?
A vitamina D possui diversas funções para garantir a saúde do corpo e da mente, sendo as principais:
- Regular a concentração de alguns nutrientes no organismo, como o cálcio e o fósforo;
- Ajudar no metabolismo do colágeno (que dá sustentação e elasticidade a estruturas do corpo);
- Auxiliar no controle da hipertensão arterial e dos níveis de magnésio;
- Regular o funcionamento dos neurotransmissores como a dopamina, noradrenalina e acetilcolina.
Essa última função mencionada contribui diretamente para a prevenção de transtornos de humor (como ansiedade e depressão) e de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. Além disso, ajuda no controle do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
Quais são os sintomas e impactos da falta de vitamina D, especialmente na saúde mental?
Inicialmente, a falta de vitamina D costuma ser assintomática em seus estágios iniciais. Isso significa que, quando os sintomas começam a aparecer de forma perceptível, é porque os seus níveis já estão muito baixos.
Conhecer esses sinais é muito importante para procurar ajuda médica antes que eles se agravem.
Sendo assim, os principais sintomas desta deficiência são:
- Fraqueza muscular
- Dor nos ossos
- Dificuldade de ganhar massa muscular
- Fadiga e falta de ar para realizar atividades simples
- Resfriados e gripes frequentes
- Oscilações no humor, tendendo a quadros de tristeza
A longo prazo, esses sintomas podem impactar de forma mais severa a saúde como um todo, podendo levar à osteoporose – que favorece quedas e fraturas. Convém mencionar que esse é um problema ainda mais delicado para pessoas com mais de 50 anos.
Ademais, o sistema imunológico de pessoas com deficiência em vitamina D tende a ficar enfraquecido, com o aparecimento de doenças de forma recorrente.
Por fim, a deficiência desta vitamina pode afetar severamente a saúde mental das pessoas, aumentando o risco de desenvolvimento de depressão, ansiedade e transtornos do humor, bem como as chances de se desenvolver Alzheimer no futuro.
Como garantir bons níveis de vitamina D no corpo?
Estar atento aos níveis de vitamina D no corpo é essencial para evitar os problemas que mencionamos anteriormente e muitos outros. Por isso mesmo, a seguir, listamos algumas dicas que podem te ajudar nesse processo.
Entretanto, antes de prosseguirmos, saiba que é indispensável o acompanhamento de um profissional da saúde na hora de fazer esse ajuste. Primeiro porque apenas um médico saberá qual é a quantidade de vitamina D adequada para o seu corpo (uma vez que essa varia de pessoa para pessoa, a depender das suas condições clínicas).
Um outro problema é que o aumento excessivo de vitamina D no corpo – acima de 100 ng/ml – pode provocar a intoxicação de cálcio no sangue, desencadeando sintomas como náuseas, vômitos e desidratação e, em alguns casos mais graves, a insuficiência renal.
Portanto, as dicas que daremos a seguir podem te ajudar a manter bons níveis de vitamina D, mas não isentam a necessidade de acompanhamento médico. Dito isso, vamos a elas:
1. Exponha-se ao sol e forma regular
Como mencionamos, a luz solar estimula a produção do hormônio da vitamina D. Sendo assim, é muito importante que todas as pessoas se exponham ao sol. Dez a quinze minutos por três vezes na semana já são suficientes para esse ganho.
Vale dizer que a exposição deve acontecer no momento em que a concentração dos raios UVA é a mais alta, isto é, de 9 às 15 horas.
No entanto, todas as pessoas, especialmente as com a pele mais clara ou com uma certa predisposição ao câncer de pele, devem contar com a instrução de um dermatologista para fazer essa exposição da forma mais segura possível.
2. Consuma alimentos ricos em vitamina D
Apesar de o sol ser a fonte principal de vitamina D, ela também pode ser absorvida pela alimentação. Assim, alguns dos alimentos mais recomendados para isso são:
- Gema de ovo
- Cogumelos
- Carnes
- Peixes gordurosos (salmão, sardinha)
- Leite
- Fígado
É válido buscar a ajuda de um nutricionista para que ele elabore uma prescrição personalizada para as suas necessidades específicas, inclusive como forma de atender a possíveis outras deficiências de vitaminas que são igualmente importantes para a saúde mental, como as vitaminas B1, B12, B6 e K, por exemplo.
3. Pratique exercício físico regularmente
A prática constante de atividade física também pode ser benéfica para o aumento de vitamina D no organismo – e, é claro, para o ganho de qualidade de vida em geral.
Estudos recentes afirmam que as práticas físicas regulares ajudam a preservar esse nutriente no corpo, contribuindo, inclusive, para a sua manutenção em períodos onde a exposição solar é mais limitada, como no inverno.
4. Suplemente se houver deficiência comprovada
Nos casos em que haja uma deficiência comprovada de vitamina D, então a suplementação deve acontecer. Obviamente, com o acompanhamento e a prescrição de um médico.
Nesse contexto, o profissional avaliará seus exames, estilo de vida, o tom de pele e até mesmo as estações do ano, uma vez que é comum que as doses aumentem durante o inverno devido à menor exposição solar.
Mas, reforçando, sempre: a suplementação só deve acontecer quando sua carência for constatada.
Portanto, como foi possível perceber, a falta de vitamina D pode trazer sérios prejuízos para a mente e as emoções, como transtornos de ansiedade e depressão.
Contudo, com uma alimentação adequada, prática regular de atividade física, exposição solar e acompanhamento psicológico é possível manter a saúde mental em dia e a qualidade de vida!
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Autor: Psicóloga Veluma Marzola - CRP 06/124019Formação: A psicóloga Veluma é formada há mais de 10 anos e é especialista em Terapia Cognitivo Comportamental. Possui experiência em escuta e acolhimento em Terapia Individual e Terapia de Casal. Atende demandas como ansiedade generalizada, conflitos profissionais, amorosos e familiares, disfunção sexual...
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