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Suicídio: uma questão de saúde pública que precisa ser compreendida

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Neste texto vamos tratar sobre a dificuldade de falar sobre suicídio e o que a saúde pública tem feito sobre o tema.

Os dados são alarmantes e os números seguem em crescimento. O suicídio é um problema de saúde pública e, infelizmente, ainda é tratado como um tabu por grande parte da sociedade. As doenças psicológicas são as maiores causadoras, e, segundo os psicólogos, sendo o transtorno bipolar o que apresenta a maior taxa de suicídio, seguido da depressão.

O certo é que nosso modo de vida não tem contribuído com a redução de casos de suicídio. Pelo contrário, a solidão, a individualidade, os meios digitais e dificuldades financeiras contribuem para a falta de qualidade de vida e isolamento social, que podem agravar os sintomas de pessoas com tendências suicidas. 

Atualmente o Brasil registra mais de 32 casos de suicídio por dia, um número superior aos registrados por câncer e AIDS, com abordagens e campanhas de saúde permanentes.

Não existe, hoje, nenhum programa oficial voltado para a prevenção ao suicídio, sendo que ONGs são os principais agentes a dar apoio às pessoas que tentaram o suicídio e seus familiares. 

A OMS acredita que 9 em cada 10 casos poderiam ser evitados com ajuda e apoio psicológico e psiquiátrico. Mas, muitas vezes, quem está próximo não reconhece os sinais nem os sintomas de alguém com comportamentos suicidas e acabam não se mantendo alertas. Por isso, a prevenção e a informação são tão importantes e podem salvar vidas. 

1) Vamos falar e entender sobre o suicídio!

Valor Consulta Psicóloga Cláudia






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Para falar sobre suicídio o primeiro passo é vencer o tabu, buscar informações reais e compreender que qualquer pessoa a nossa volta pode cometer um ato suicida. Mesmo em alguns casos parecendo ser uma realidade distante do contexto em que você está inserido, pensamentos e comportamentos suicidas geralmente são muito sutis.

Embora seja um fenômeno presente em todas as culturas e recorrente ao longo da História da humanidade, há pouco diálogo sobre suicídio e por isso cria-se o tabu. Assim, raramente comportamentos que são sinais de perigo chegam ao nosso conhecimento ou ficam tão claros para nós. 

O suicídio tem causas multifatoriais, de reconhecimento complexo, silencioso, correlacionado com fatores biológicos, psicológicos, genéticos, culturais, sociais e ambientais. Por essa razão é tão importante aprofundarmos sobre o tema para entendê-lo em sua totalidade, sem julgamentos.

2) Comportamentos Suicidas

Diversos comportamentos são associados ao risco de atos suicidas, embora não sejam determinantes, nem excludentes. Algumas pessoas planejam tão minuciosamente, que farão o possível para que ninguém desconfie ou tente evitar que tirem a própria vida. A sua angústia interior é tão complexa e intensa, que essa pessoa acredita que somente essa decisão a livrará completamente da dor emocional que está sentindo. 

São ditos como comportamentos suicidas pensamentos, planos, exposição a riscos, imprudência desmedida, uso de medicamentos e drogas associados ao consumo exagerado de álcool, entre outros. Embora estes não sejam comportamentos determinantes, são gatilhos bastante comuns em casos de suicídio.

Pessoas com hábitos totalmente saudáveis podem estar enfrentando um processo profundo que poucos leigos seriam capazes de reconhecer como comportamentos suicidas e nem por isso são pessoas que estão totalmente amparadas de tê-los.

Os comportamentos suicidas estão ligados à sentimentos e emoções disfuncionais, e por isso podem acometer qualquer pessoa, em qualquer idade, independente de classe social.

3) Possíveis motivações e causas que podem levar ao suicídio

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O transtorno bipolar e depressão são as causas mais comuns, conforme falamos anteriormente, e costumam estar intimamente associados a tentativas ou atos suicidas. No entanto, alguns fatores isolados podem levar ao mesmo fim.

Situações sob às quais se perca o controle, tais como problemas financeiros graves, vergonha e culpa, violência doméstica, estresse pós-traumático e exposição a violência também podem desencadear um comportamento suicida, portanto, não há uma regra para todos os casos, e, por isso, a atenção de quem está perto e a rede de apoio é fundamental para colaborar emocionalmente com o indivíduo que possa estar pensando em suicídio, proporcionando novos caminhos e novas percepções para a solução dos problemas.

Normalmente, quando esse desfecho acontece, geralmente relacionado com uma série de fatores e acontecimentos na vida pessoal, com as quais a pessoa não encontra modos para solucionar. Trata-se de um processo complexo que muitas vezes não está associado a causas isoladas, e não podemos ser simplistas a ponto de determinar uma motivação única. 

4) Principais mitos sobre suicídio

Existem muito mitos associados ao suicídio, justamente por ser um tema pouco discutido e abordado em sociedade. Alguns dos principais mitos são: 

  • Pessoas que falham em tirar a própria vida, não querem apenas atenção!
  • Não se trata de uma decisão individual ou livre-arbítrio!
  • Quando alguém desabafa sobre isso, não se trata de uma simples ameaça, nem um desejo de vitimizar-se!
  • Quem sobreviveu a uma tentativa de suicídio, não tentará se matar até conseguir!
  • Quem sobreviveu a uma tentativa de suicídio está fora de perigo!
  • Falar sobre o tema e sobre casos, aumenta o risco!

Essas são afirmações absolutamente falsas e são apenas mitos que dificultam o acesso à informação e criam mais tabu e preconceito sobre o tema. Busque se informar corretamente antes de propagar informações que não contribuem com a redução dos casos de suicídio. 

5) Como ajudar alguém com tendência suicida

Conhecer os fatores de risco pode ajudar a evitar que a pessoa recorra a essa alternativa. Por isso, é importante saber que doenças mentais tais como depressão, esquizofrenia, transtorno de personalidade, abuso e dependência de drogas, transtorno bipolar e morbidades psicológicas aumentam consideravelmente o risco de vida desses pacientes. 

Compreender as dificuldades e limitações emocionais dessas pessoas já é um grande passo para acolher suas dores e oferecer ajuda.

Casos prévios aumentam o risco e 50% das pessoas que se suicidaram, haviam tentado anteriormente tirar a própria vida. Esse é um fator de risco determinante.

Portanto, ao perceber que uma pessoa possui tendência suicida, busque ajuda profissional imediatamente, incentive essa pessoa a conversar com um profissional psiquiatra ou psicólogo, e mostre que existem outras alternativas para a solução dessas angústias e conflitos tão intensos.

6) Onde, quando e como procurar ajuda

Deve-se buscar ajuda profissional tanto em casos relacionados com doenças mentais que aumentem o risco de suicídio, quanto quando alguém menciona algo sobre o desejo de tirar a própria vida. Validar essas informações é fundamental.

Pacientes com histórico de tentativas de suicídio ou de pensamentos suicidas devem ser acompanhados permanentemente por meio da terapia, e buscar informações e grupos de apoio. É fundamental tanto para a família quanto para alguém que esteja passando por uma situação extrema, que possa resultar em um ato definitivo.

Caso conheça alguém ou você precise de ajuda, ligue gratuitamente para 141 ou 188 ou procure diretamente um Centro de Valorização à Vida próximo de sua residência. 

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana Brotto

CRP 106524/06. CEO do consultório Psicologo Com.Br. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.

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