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Casamento: responsabilidade afetiva e maturidade emocional

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Nós, seres humanos, somos criaturas essencialmente sociais. Culturalmente vivemos em grupos e inconscientemente sentimos necessidade de acolhimento e pertencimento.

Segundo psicólogos, somos projetados para buscar relacionamentos significativos com outras pessoas, e um relacionamento conjugal é um dos tipos mais comuns de relacionamento e, também, um dos mais complexos.

Justamente por causa dessa complexidade, muitos casais têm buscado formas de deixarem a relação mais saudável, além de quererem se compreender e respeitar os espaços de cada um dentro da relação.

Relacionamentos podem terminar por vários motivos e isso não significa que “deu errado” ou que alguém “fracassou”. No entanto, alguns estudos têm mostrado alguns motivos mais frequentes para um término acontecer, e três dos motivos mais comumente citados para uma separação, são: falta de comunicação, incompatibilidade de ideias e falta de compromisso com o relacionamento.

A importância da comunicação entre o casal

Às vezes, os problemas conjugais são aparentes, mas outras vezes podem ser muito mais sutis e que nem o próprio casal se dá conta logo no início.    

Relacionamentos definitivamente não são iguais, e o casal pode reagir de maneiras distintas de acordo com cada situação, por isso, é muito importante ressaltarmos que cada caso é um caso e os contextos também são os mais diversos.

Alguns casais são vocais e pode parecer que cada desentendimento se transforma em uma discussão aberta. Outros casais evitam o conflito completamente e permitem que a raiva e o ressentimento cresçam dentro deles, sem nunca os reconhecer.

Quer você e seu cônjuge estejam brigando ou trocando um tratamento silencioso, se não estiverem se comunicando com eficácia, a saúde do relacionamento começa a ficar comprometida.

Em todo relacionamento surgirão desentendimentos, e brigar, em si, não é algo totalmente ruim. O problema começa quando um ou ambos os parceiros não estão lutando de forma justa, com o objetivo de acertarem os pontos para o bem comum.

Observe alguns pontos que podem ser bastante prejudiciais numa discussão:

  • Críticas: recorrer à crítica e ataques pessoais conduz a sentimentos de ressentimento e desprezo e é uma forma de evitar o problema real;
  • Defensiva: se vocês estão mais preocupados em provar que o outro está errado do que ouvir ativamente os sentimentos e pontos de vista do outro, então vocês não estão agindo como casal. O casamento deve ser uma parceria, não uma competição ou luta pelo poder;
  • Manipulação: seja na forma de ameaças, subornos ou projeção de culpa, qualquer tentativa de um dos parceiros para coagir o outro a fazer algo que eles não querem fazer é um sinal claro de problemas em um relacionamento. No momento em que você diz “sim”, os dois prometem amar um ao outro incondicionalmente, não apenas quando um faz o que o outro deseja;
  • Esquivar-se: é quando o ouvinte desliga e não escuta o que o orador está realmente dizendo. Esquivar-se é uma maneira de escapar de lidar com o conflito de forma construtiva.

Mas também é muito importante pensarmos que a falta de comunicação não se restringe a apenas momentos de conflito. Casais em um relacionamento maduro sempre reservam um tempo para conversar um com o outro.

Isso significa fazer perguntas pessoais específicas sobre o dia do outro, sobre como o outro está se sentindo, dentro de uma escuta ativa e com uma vontade genuína em ouvir e compreender.

Quando o casal deixa o diálogo de lado, é um sinal bastante evidente de que o relacionamento está passando por uma desconexão.

No entanto, a conversa não deve ser responsabilidade de apenas uma pessoa; deve ser um esforço conjunto. Quando um dos parceiros está sempre se esforçando e o outro não, isso pode gerar sentimentos de ressentimento e frustração e ser mais um sinal de que é preciso cuidar da saúde do relacionamento.

A sutileza da comunicação não verbal e seus significados na relação

Valor Consulta Psicóloga Cláudia






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Quando falamos em comunicação não verbal, estamos falando sobre demonstrações, atitudes e comportamentos que deixam claro para o outro que nos importamos, que aquela pessoa é necessária para a nossa vida e para a nossa felicidade.

São comportamentos sutis, mas muito significativos, como preparar um café da manhã, fazer planos incluindo o outro; respeitar o silêncio e a individualidade do outro, entre outros comportamentos que são necessários no dia-a-dia de uma relação. Lembre-se que tudo isso sempre dependerá da dinâmica do casal.

Existe, dentro de todos os aspectos de uma comunicação, a comunicação física. Abraços, beijos, toques amorosos, contato visual e relações sexuais desempenham um papel essencial na construção de relacionamentos fortes.

O toque físico é uma forma simples de demonstrar afeto. A falta de contato físico pode fazer com que vocês se sintam distantes e percam a intimidade. Os seres humanos precisam se sentir queridos e necessários e, se não o sentem, isso pode ter repercussões físicas, emocionais e psicológicas prejudiciais.

Queremos sentir que somos importantes para o outro e, por isso, a comunicação é vital para qualquer relacionamento, mas especialmente o romântico.

Compreendendo as incompatibilidades

Personalidades diferentes podem se complementar, mas quando se trata de questões da vida a dois que envolvem, principalmente, a tomada de decisões, é fundamental que o casal esteja em sintonia.

Um fator altamente influente no sucesso de um relacionamento é a gestão financeira, por exemplo. Se um dos dois está tentando economizar dinheiro enquanto o outro parece gastá-lo tão rápido quanto ganha, pode ser uma causa grave de estresse e conflitos.

Outro problema comum são as diferentes ideias sobre a educação dos filhos. A introdução de um filho na vida de um casal sempre será estressante, não importa o que aconteça; mas é altamente desgastante quando o casal não concorda sobre como criar os filhos.

Como casal, é necessário estabelecer expectativas claras para o relacionamento e para todos os aspectos que envolvem essa relação: dinheiro, filhos, moradia, viagens, afazeres domésticos, etc.

O casamento é uma parceria e requer contribuições substanciais de ambas as partes. Se o casal não senta para discutir as expectativas um com o outro, o reflexo disso aparecerá imediatamente quando essas questões surgirem na vida do casal, e, acredite, o combinado não sai caro.

Comprometimento com o outro

O casamento não é algo estático. Exige manutenção constante e disposição para reagrupar e reconsiderar um problema se algo não estiver funcionando bem. É necessário estar comprometido com a relação, e comprometimento vai muito além de estar com o outro; comprometimento é estar pronto para lutar junto quando as adversidades surgirem.

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Quando está fisicamente presente, mas emocionalmente ausente, pode ser um sinal bastante perigoso de falta de compromisso. A vida pode ficar agitada e é fácil se distrair com obrigações de trabalho, deveres como pais e o fluxo geral do dia, mas, embora seja sim bastante delicado e desgastante, estar atento a isso é estar atento à relação.

Relacionamentos não são fáceis e é preciso lembrar todos os dias – mesmo quando tudo vai bem – os motivos que fizeram o casal estar junto. Regar essa essência é o combustível para que o casal esteja pronto quando as dificuldades colocarem em prova o bem-estar da relação.

A infidelidade é um dos exemplos mais comuns da falta de comprometimento. Ironicamente, uma das razões mais citadas para a infidelidade não é a falta de amor pelo cônjuge, mas, sim, o fato de sentir-se só, mesmo estando dentro da relação; sentir-se desconfortável com a pessoa que mais deveria dar acolhimento e segurança emocional.

É claro que a infidelidade não é justificativa, afinal, além de muita gente sair emocionalmente machucada de uma situação como essa, é uma vulnerabilidade emocional que poderia ser conduzida entre o casal sem a necessidade de chegar às vias de fato.

Quando há falta de compromisso com a relação, chega um momento que o próprio casal não compreende mais o que está fazendo junto, porque as coisas começam a perder o sentido, e, infelizmente, retomar a saúde da relação depois que o desgaste acontece, é praticamente impossível.

Lembre-se que não há vergonha em procurar ajuda profissional quando o casal não sabe muito bem o que fazer para fortalecer a relação. Concordar em ir à terapia de casal é admirável e mostra que ambos têm um forte desejo de melhorar o relacionamento.

Outros sinais que também devem ser analisados

Além dos três pilares mencionados acima, pode haver outros sinais a serem percebidos no relacionamento que podem ser prejudiciais, como abuso de substâncias, violência doméstica e fatores de saúde.

Para esses casos, é realmente importante contatar um profissional que possa contribuir com o casal, de maneira que priorize a individualidade de cada um. São situações absolutamente delicadas e que exigem um aprofundamento muito maior, e, por isso, a ajuda de um psicólogo é recomendada.

Abuso de substâncias

Quando uma pessoa dentro da relação, ou ambas, abusam de substâncias químicas, todo mundo, inclusive quem está em volta, se prejudica. O abuso de substâncias acarreta pensamentos autodestrutivos para quem faz o uso, e também para o outro, que entra nesse ciclo de comportamentos sem perceber.

Os sinais mais comuns do abuso de substâncias, são:

  • Mudanças no apetite ou padrões de sono;
  • Perda ou ganho repentino de peso.
  • Negligenciar responsabilidades no trabalho ou em casa;
  • Mudanças de comportamento e mudanças repentinas de humor.

Embora a lista mencionada não seja, de forma alguma, um padrão único de comportamento da pessoa viciada, ela nos dá uma base do que pode ser percebido e que precisa de ajuda imediata.

Violência doméstica

Tanto o abuso físico quanto o emocional são considerados formas de violência doméstica. Qualquer ação que magoe e tire a dignidade pessoal de um indivíduo é uma forma de abuso e isso não pode ser permitido. Alguns exemplos de violência:

  • Dano físico, como puxar o cabelo, bater, chutar, socar ou sufocar;
  • Controlar o que uma pessoa bebe ou com quem ela tem contato;
  • Dirigir de forma imprudente quando a outra pessoa está no carro, gerando medo;
  • Ameaças verbais;
  • Insultar, xingar ou humilhar outra pessoa;
  • Coerção sexual.

Não importa o quanto vocês estejam chateados ou zangados um com o outro, a base para a convivência social é o respeito mútuo, sejam em quaisquer relações.

Problemas de saúde

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Problemas de saúde podem acarretar estresse, tanto em quem sente quanto em quem convive com a pessoa doente. O estresse é inevitável em qualquer relacionamento, mas a maneira como a pessoa reage a ele pode contribuir para que o relacionamento sobreviva à tensão.

Um relacionamento bem-sucedido exige que ambos confiem e apoiem um ao outro, na saúde ou na doença. Aliás, são nos momentos mais difíceis que sabemos o quanto podemos contar com o outro. O amor não tem nada a ver com os contos de fada, as dificuldades existem, e amar é ter a consciência da imprevisibilidade da vida.

Se você está tendo problemas para lidar com um problema de saúde, o primeiro passo é reconhecê-lo. Às vezes, o reconhecimento significa conversar com seu cônjuge sobre sua experiência de conviver com essa condição, compartilhar ansiedades que você possa ter sobre sua saúde e vivenciar essa fase junto.

Embora seja um contexto bastante difícil, lições podem ser aprendidas em casos de doença e o casal pode se conhecer muito mais e entender muito mais profundamente a importância um do outro, quando situações assim acontecem.

Diante de uma situação de saúde estressante, o autocuidado de cada parceiro é parte integrante do bem-estar de seu relacionamento como um todo. Se não for bem planejado (focar nos cuidados pessoais, manter a rotina o mais próximo da normalidade), pode ter um efeito muito negativo para ambos.

Perda de autonomia pessoal

Acompanhando a ideia de autocuidado está a ideia de autonomia pessoal. Se você sente que está perdendo sua própria identidade no relacionamento, é provável que você não tenha um relacionamento saudável.

A própria definição de relacionamento é a maneira pela qual duas ou mais pessoas estão conectadas. Isso significa que, se você deseja um relacionamento bem-sucedido, precisa encontrar um equilíbrio entre ter uma identidade pessoal e uma identidade como unidade com seu cônjuge.

Se você não se sente à vontade em passar um tempo sozinho, é um desafio nutrir o crescimento e o desenvolvimento pessoal. O crescimento pessoal ajuda a sustentar a autoestima de uma pessoa, e uma autoestima saudável é a chave para um casamento saudável.

É importante reconhecer que você e seu cônjuge são pessoas diferentes e que um não deve definir o outro totalmente. Embora muita distância seja prejudicial para um casamento saudável, passar muito tempo juntos também é.

Fazer tudo junto pode causar ressentimento e sufocamento. Isso pode fazer seu cônjuge sentir que você não confia nele o suficiente para deixá-lo fazer qualquer coisa sozinho. A consequência disso é a perda da identidade de ambos, uma vez que o casal esquece o que está ao redor e vive como se tudo fosse resumido somente à relação.

Estamos em constante mudança, em constante evolução, e pode ser uma coisa linda, apesar dos desafios inevitáveis ​​que surgirão. Uma relação bem-sucedida exige respeito mútuo, bem como comunicação aberta, amorosa e honesta.

O casamento é um exercício de confiança, é preciso paciência, compreensão e amor. O que define um relacionamento bem-sucedido é a capacidade e a disposição de superar as dificuldades e buscarem o amadurecimento emocional juntos.

Como Escolher meu Psicólogo?

Confira no nosso guia completo sobre psicólogo e psicoterapia. Nele você encontrará dicas do que considerar na escolha do seu psicólogo.

COMO ESCOLHER MEU PSICÓLOGO

Os conflitos conjugais são uma oportunidade de crescimento e uma forma de fortalecer o relacionamento. Por isso é importante que ambos estejam na mesma página no relacionamento.

Reserve um tempo para trabalhar em seu relacionamento e analisá-lo profundamente. Manter a intimidade emocional e física deve ser prioridade tanto quanto comer e dormir.

Se você tem percebido os sinais mencionados acima em seu relacionamento, ou mesmo se você tem apenas o objetivo de melhorar a sua relação ou aprender mais sobre como enfrentar a vida a dois, busque informação: o conhecimento nos liberta e o autoconhecimento nos amadurece.

Relacionamentos são uma via de mão dupla, e é preciso esforço de ambos para que tudo flua saudavelmente. No entanto, em alguns casos, o fim é inevitável e está tudo bem também. Embora separações sejam difíceis, também são formas de amadurecimento importantes para o desenvolvimento pessoal. Aprender mais sobre nós e sobre o outro nos dá acesso a ferramentas emocionais importantes para lidar com as mais variadas situações.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana Brotto

CRP 106524/06. CEO do consultório Psicologo Com.Br. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.

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