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7 formas que os pais colaboram para o desenvolvimento dos filhos

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A presença dos pais possui grande impacto na vida dos filhos. O desempenho escolar, a vida social e o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças melhoram com o contato constante com os pais.

Às vezes, contudo, membros de uma família podem não ser presentes na vida um do outro mesmo morando juntos.

Outro cenário bastante comum, especialmente no Brasil, é o do divórcio. Na maioria dos casos, os filhos moram com a mãe e interagem com ela diariamente. O pai, por sua vez, é limitado a vê-los somente em dias pré-determinados.

Por conta disso, alguns pais se afastam dos filhos. Não necessariamente porque não querem contato com eles, mas porque as suas vidas já não estão totalmente ligadas à deles. Quando há uma relação nova, se torna ainda mais complicado balancear tantos relacionamentos familiares.

Mesmo sem más intenções, esse distanciamento afeta a forma como os filhos veem e interagem com o mundo. As consequências podem não ser vistas imediatamente, mas afloram em algum momento da vida dos filhos. Afinal, o pai é uma figura importante na família.

Como a mãe, ele ensina sobre o mundo, pessoas, habilidades de sobrevivência, comportamentos saudáveis, relacionamentos, entre outros aspectos que acompanharão os filhos por toda a vida. 

A presença dos pais na vida dos filhos

Valor Consulta Psicóloga Cláudia






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Quanto mais forte a conexão entre os filhos e o pai, mais felizes eles serão. Essa conexão não se resume somente às conversas ou aos momentos de brincadeira, mas de uma participação ativa no crescimento deles.

Acompanhamento em consultas médicas, ajuda na lição ou sessões de estudo em casa, comparecimento em apresentações da escola e eventos importantes, como formaturas, aniversários e competições são situações que fortalecem o laço entre pais e filhos.

A presença dos pais nas primeiras decepções, frustrações, derrotas, brigas entre amigos e até términos de relacionamentos é igualmente significativa para os filhos. Através da sabedoria adquirida com a maior experiência de vida, os pais compartilham muitas lições valiosas.

É claro que muitos pais possuem a agenda lotada por conta do trabalho. Nem sempre é possível dedicar tanta atenção aos filhos ou acompanhá-los em todos os seus compromissos. Nesses casos, o diálogo é a ferramenta mais importante para ter ciência dos sentimentos, receios e conquistas deles.

Além de investir em mais comunicação, o pai ocupado precisa encontrar um momento para interagir com os filhos. Pode ser antes da hora de dormir ou em um horário específico nos finais de semana. Como o tempo livre é maior neste período, os pais podem engajar em atividades de lazer para estreitar o laço familiar.

Marcar um horário para brincar é vantajoso porque o pai pode desestressar durante a semana e, ainda, compartilhar tempo de qualidade com os filhos.

Confira abaixo como a presença dos pais impacta o desenvolvimento dos filhos.

1.     Melhora o rendimento escolar

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Motivados pelo interesse do pai na vida escolar, os filhos se dedicam mais aos estudos e as atividades escolares. Por mais que seja impossível prever se continuarão com o mesmo interesse no futuro, os filhos de pais interessados têm mais chances de gostar de estudar. 

Todavia, o pai deve saber quando cobrar notas boas e quando oferecer ajuda porque o filho está com problemas de aprendizagem. A compreensão diante de um rendimento ruim é a melhor resposta para não sobrecarregar os filhos com expectativas.

O intelecto da criança também responde à presença dos pais em outras áreas. Pais envolvidos, carinhosos e brincalhões inconscientemente melhoram as capacidades cognitivas e linguísticas dos filhos. De acordo com o estudoThe Importance of Fathers in the Healthy Development of Children’, também possuem QI mais elevado.

2.     Reduz a indisciplina na escola e em casa

Pode ser difícil para os pais encontrarem um equilíbrio entre a descontração e a disciplina. Afinal, quando ser amigo e quando ser disciplinador?

Se o pai brinca demais, corre o risco dos filhos não levarem os sermões a sério quando necessário. Se o pai elenca muitas regras e orientações, é “careta” e pode ser rejeitado pelos filhos, especialmente os que estão na adolescência.  

Você pode seguir algumas dicas de como se relacionar com os filhos, mas grande parte do processo para encontrar este equilíbrio é resultado da tentativa e erro. Experiências reais vão ensiná-lo o melhor método de conversar e resolver conflitos familiares.

Para isso, é preciso ser paciente e observar como cada filho reage – isso mesmo, os filhos são diferentes e, por isso, precisam de tratamento único. Pais que agem na medida certa retêm mais a atenção dos filhos no momento de disciplinar, passar ensinamentos e regras de conduta provenientes da cultura familiar, resultando em menos indisciplina na escola, em casa e em outros ambientes.

É importante ressaltar que esse processo é desafiador, de longo prazo e, sobretudo, deve ser livre de violência. O “apanhar” somente ensina os filhos a temerem os pais e a mentir para esconder melhor as suas traquinagens.

3.     Fornece lições de vida através de exemplos

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Os filhos podem não dizer, mas estão atentos aos comportamentos dos pais. Os meninos, em especial, observam quando há explosões de raiva, assertividade, atitudes contraditórias, palavras sinceras e importantes lições de vida. Logo, a presença dos pais colabora para a aquisição de bons comportamentos.

Pais que envolvem os filhos em suas vidas os ajudam sem perceber. Este momento de aprendizado pode ser tanto uma conversa sobre um dia no trabalho quanto um convite para jogar um jogo. A maneira como os pais agem enriquecem o conhecimento dos filhos sobre relacionamentos interpessoais e normas de conduta certas e erradas.

Por isso, você deve refletir sobre o seu papel de espelho na vida dos filhos. Não adianta exigir comportamentos bons e não dar o exemplo.

Para criar oportunidades de interação com os filhos, os pais podem convidá-los para programas pai e filhos, compartilhar um hobby, ensinar sobre habilidades de sobrevivência, como consertos manuais e finanças, entre outros.

4.     Fortalece a autoconfiança dos filhos

Os elogios que os filhos recebem dos pais permanecem para toda a vida. “Você consegue!”, “Estou orgulhoso do seu esforço”, “Parabéns pela conquista. Sabia que você conseguiria!”, “Estou torcendo por você” e outras frases que expressam encorajamento e celebração das conquistas desenvolvem a autoconfiança das crianças.

O foco nas vitórias bem como nas tentativas para alcançar os objetivos ensina os filhos a perseverem e reconhecerem os próprios esforços quando falham. A presença dos pais nos bons (e maus) momentos indica que sempre terão o apoio necessário para enfrentar obstáculos. Logo, não tem medo de agir. 

Filhos de pais indiferentes são inseguros, tem autoestima baixa e precisam de validação externa. Eles buscam reconhecimento em outro lugar. Logo, são mais suscetíveis a se envolverem em relacionamentos tóxicos.

5.     Promove uma perspectiva diferente

Os pais e as mães possuem opiniões, pensamentos e formas diferentes de solucionar problemas. Quando a criança é exposta a esta diversidade de perspectivas, o seu mundo interior se expande. Ela consegue resolver problemas usando diversos métodos e analisar os obstáculos em seu caminho por ângulos variados.

Além disso, as habilidades dos filhos se multiplicam quando ambos, o pai e a mãe, se juntam para transmitir as suas capacidades para eles.

6.     Promove melhor desenvolvimento emocional

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Crianças que convivem com o pai desde a primeira infância apresentam maior segurança emocional. Elas são mais confiantes, independentes, curiosas e, à medida que crescem, constroem relacionamentos saudáveis.

Como a presença dos pais faz os filhos se sentirem acolhidos, não têm medo de explorar o mundo e as oportunidades à sua volta. Na adolescência, mas principalmente na vida adulta, poderão sentir-se seguros para pedir ajuda sobre questões que lhe causam preocupação (as quais geralmente causam embaraço aos filhos).

As brincadeiras com os pais ensinam as crianças a regularem os seus comportamentos e emoções. Filhos que contam com a presença interessada do pai, possuem menos probabilidade de ter depressão, ansiedade e exibir comportamentos autodestrutivos, como mentir ou brigar, segundo o estudo ‘The Importance of Fathers in the Healthy Development of Children’.

7.     Ensina sobre relacionamentos

Você sabia que aprendemos sobre relacionamentos amorosos assistindo os nossos pais?

Não raro homens que agridem as esposas presenciaram o mesmo comportamento no seio familiar. Da mesma forma, mulheres que permanecem em relacionamentos tóxicos também costumam ter a submissão da mãe como exemplo.

Inconscientemente, a forma como o pai trata a mãe é absorvida pelos filhos que, ao procurarem um parceiro, tendem a escolher pessoas cujo comportamento lembre a sua dinâmica familiar. Os pais mostram à criança com quem devem se relacionar no futuro e como devem se relacionar.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana Brotto

CRP 106524/06. CEO do consultório Psicologo Com.Br. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.

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