Por Veluma Marzola
Psicóloga · CRP 06/124019
Publicado em 09/10/2018 · Atualizado em 15/07/2026
Em tempos líquidos a carência afetiva se tornou um sintoma generalizado de uma geração que aprendeu que tudo é fácil e que não sabe ouvir não.
Uma parcela significativa de pessoas demonstra estar sofrendo com isso, e poucos buscam ajuda e apoio de um psicólogo.
Descubra os principais sinais da carência afetiva
Algumas pessoas se submetem a passam anos e anos ao lado de quem não as faz feliz. Como consequência disso, acabam tendo sua vida desperdiçada, em um círculo vicioso em busca de atenção e reconhecimento.
Elas são estimuladas pelo instinto de recompensa. E muito disso, tem origem na infância. Pais super protetores, tolerantes, que não estabelecem limites a seus filhos, tendo como resultado a carência afetiva na vida adulta, pois entendemos que outros não estão aqui para nos bajular.

É nos relacionamentos que a carência provoca seus maiores danos. Assim mantemos relacionamento ruins, que não nos trazem satisfação, e nem sempre conseguimos perceber.
Você se envolve com pessoas com quem não tem afinidade? Sente que o outro é negligente ou rude com você? Precisa de atenção e recorre a todo tipo de artifício para obtê-la?
Listamos abaixo alguns comportamentos que estão associados à carência afetiva. E é importante identificar esses comportamentos o quanto antes, para alcançar a plenitude e aceitação de quem você é e do seu verdadeiro valor.
Como a carência afetiva influencia minha vida?
A carência afetiva costuma ser discreta e se mascarar por meio de pequenas conquistas, que somadas, trazem vazio para nossas vidas. Buscamos nutrir esse espaço seja com contatos em excesso, seja com disciplina e rigor.
Algumas pessoas se voltam para relacionamento abusivos, e outras canalizam tudo no trabalho, academia, eventos sociais ou afins. Mas o certo é que nada disso traz felicidade, e o vazio no final do dia está sempre lá.
Complexo de inferioridade e a busca por recompensas
A carência afetiva nos faz acreditar que perdemos o valor para as pessoas, se elas não nos dão total atenção. E o cérebro é especialista em criar formas de compensar a baixa autoestima, criando situações para que você obtenha o afeto e, por conseguinte, a recompensa desejada.
O complexo de inferioridade passa por variações comportamentais. Ele vai desde sacrifícios condicionados – quando passamos a abrir mão do que gostamos para agradar os outros – até a somatização de emoções que podem resultar em quadros de enfermidade psicológicas e físicas.
Da carência afetiva à vitimização
É normal, quando estamos carentes, passarmos a tolerar coisas que nos fazem mal. No entanto, há um processo de projeção de nossas dores para o outro. Buscamos identificar culpados e personificar a dor.
Um não, uma palavra dura ou mesmo a falta de atenção podem provocar depressão e o afastamento. Passamos a não nos encarar no espelho, procurar defeitos para o outro não nos aceitar. Nos diminuímos e a baixa autoestima toma todo o espaço de nossa autoconfiança.
Carência afetiva e a máscara do amor
É muito como confundirmos carência afetiva com amor. Em diversos estágios de nossa vida isso pode acontecer. Nem sempre nos atraímos e estamos felizes com quem nos relacionamos.
E a carência faz com que nós nos auto enganemos até o ponto de aceitar relacionamentos abusivos, com medo da solidão e do abandono. Reproduzimos situações de desamor. E nos submetendo a isso, acreditamos que podemos nos sentir amados e recompensado por nossas escolhas.
Criar expectativas demais é receita básica da frustração
Depositamos no outro a expectativa de felicidade e final feliz. E o outro acaba nos decepcionando constantemente, pois nem conhece essas expectativas. Às vezes, nem nós conhecemos, pois é costuma ser algo mais profundo e não racional.
Isso faz com que se mantenha relações mesmo não estamos realmente satisfeitos com o que estamos vivendo. No entanto, isso é um erro. Superestimar o outro, esperar que ele supra nossa carência emocional, só nos traz sofrimento e frustração.
Esses são alguns sinais da carência afetiva. Se você se identificou com esses comportamentos, aconselhamos pedir ajuda de um psicólogo.
Através da psicoterapia você irá reconhecer seu valor, desenvolvendo a autonomia. Contar com ajuda facilita autoconhecimento e você poderá retomar sua vida em busca da felicidade, com mais satisfação pessoal.
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Autor: Psicóloga Veluma Marzola - CRP 06/124019Formação: A psicóloga Veluma é formada há mais de 10 anos e é especialista em Terapia Cognitivo Comportamental. Possui experiência em escuta e acolhimento em Terapia Individual e Terapia de Casal. Atende demandas como ansiedade generalizada, conflitos profissionais, amorosos e familiares, disfunção sexual...
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