Por Franciane Bortoli
Psicóloga · CRP 06/205788
Publicado em 11/10/2019 · Atualizado em 14/10/2026
Como posso saber se eu sou uma pessoa boa
Você já se sentiu alguma vez como uma pessoa ruim? Há ocasiões que é normal cometermos erros e que estes nos fazem sentirmos mal e culpados.
Mas a psicologia presta uma especial atenção a este tipo de culpa que ocupa nossa mente por acreditarmos que somos realmente uma pessoa ruim. Como podemos saber se esse sentimento é verdadeiro ou não?
Culpa é má conselheira para responder a essa pergunta, e ela quase sempre chega junto. Conversar com um psicólogo sobre autoconhecimento, em São Paulo, ajuda a separar o erro pontual da crença antiga de que você é uma pessoa ruim, e a descobrir quem plantou essa ideia.
Sou uma pessoa boa ou ruim?
Calma! Nem tudo aquilo que sai errado significa que aconteceu porque você é uma pessoa ruim.

Para os psicólogos, se você acredita que você se identifica dentro de um padrão de pessoas que se consideram ruins, provavelmente pode estar a caminho mas não o ser. Como assim?
Uma pessoa ruim simplesmente não pensa que ela é uma pessoa ruim. Elas agem sempre em benefício próprio, criando situações desagradáveis para outras, ou fazendo maldade, muitas vezes sem motivo algum aparente.
Quando você se sentir assim – que é uma pessoa ruim de fato -, já se perguntou se isso tem a ver com algo que as demais pessoas querem te fazer sentir ou porque você se preocupa demais com os outros? Há, na verdade, muitos fatores que influenciam essa decisão, mas o mais importante é a forma como você encara isso.
Existe um limite entre o que é considerado bom e ruim. Desde criança, a sociedade impõe padrões daquilo que é ou pode ser considerado ruim e bom. Diante disso, o que é, de fato, ser uma pessoa boa ou uma pessoa ruim?
Se comportar “bem”, ajudar os outros são o que a sociedade ensina moralmente e eticamente para o jovem.
Na medida em que se cresce, a pessoa vai adquirindo responsabilidades, e, em ocasiões, a pessoa se sente culpada por não retribuir. A pessoa pode mentir para evitar problemas com as demais, para manter certas aparências, justamente para que ninguém a julgue.
Ser uma pessoa egoísta, para algumas, é uma forma de autoproteção, mas para outras é sinônimo de ser uma pessoa ruim.
Talvez, uma das formas que faz alguém se sentir culpada e uma pessoa ruim seja a manipulação ou a chantagem emocional, por exemplo.
A chantagem não ocorre apenas dentro de uma relação amorosa, mas em diferentes tipos de relações pessoais. Ela se caracteriza por fazer a pessoa se sentir culpada e mostrar como ela pode ser uma pessoa ruim.
Sair de uma situação assim precisa, muitas vezes, de ajuda profissional. A autoestima baixa da pessoa e crença de que ela não é uma pessoa boa causa mais danos a ela do que aos outros.
A questão negativa não está naquilo que você pensou ou disse, mas sim na reação da pessoa que lhe respondeu.
Na verdade, tanto a maldade quanto a bondade são muito relativas. A maldade é aquilo que você acredita e faz, sem motivo algum. Imaginar que está maltratando alguém, talvez isso seja ser uma pessoa ruim, de forma consciente.
Como a terapia e o autoconhecimento ajudam
A terapia ajuda muito neste aspecto. Isso porque, muitas vezes, quando uma pessoa se considera ruim ela pode estar vivendo um tipo de relação tóxica.
Cabe destacar que, novamente, a relação pode ser familiar, de trabalho, amizade etc. Há, inclusive, pessoas que são tóxicas para elas mesmas.
Todos nós, em algum momento da vida, fomos uma pessoa ruim com outras.
A razão disso é que, em nossa individualidade, podemos apresentar personalidades e atitudes diferentes ao longo da vida. Tudo isso é permeado de acordo com o que estamos sentindo e vivendo no momento.
Quando nos questionamos se somos uma pessoa ruim, isso pode ser o sinal de uma mudança pessoal significativa.
E pode ser uma forma muito difícil de autoconhecimento, por isso é sempre importante contar com a ajuda de um psicólogo.
Este é o grande sinal de que você está reconhecendo sua natureza e que busca a direção da integridade e do conhecimento de sua individualidade.
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Autor: Psicóloga Franciane Bortoli - CRP 06/205788Formação: A psicóloga Franciane Bortoli é especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, possui Formação em Terapia de Casal pelo Instituto Brasiliense de Análise de Comportamento e possui também Formação em Avaliação Psicológica...
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