Newsletter Gratuita
Assine Aqui

Será que a zona de conforto é realmente confortável?

4-sinais-de-que-esta-na-hora-de-mudar-de-vida

Mudanças, geralmente, são positivas. Vamos entender um pouco melhor sobre os momentos em que as mudanças são importantes e como podemos encará-las com assertividade e resiliência.

Nós, seres humanos, somos concebidos para sobreviver. A longa história evolutiva nos ensinou que os ambientes mais difíceis aumentarão as nossas chances de sobrevivência mais do que os ambientes mais controlados e confortáveis.

Então, por que hoje se tem tanto medo de mudanças, quando elas realmente são necessárias em nossas vidas? Seria isso o que chamamos, a grosso modo, de zona de conforto?

O mundo atual tornou-se volátil. São muitas pessoas convivendo nos mesmos espaços, muitas vezes sob pressão e alta competitividade (em especial em ambientes de trabalho) e nos deparamos constantemente com um excesso de fantasias vendidas como novos estilos de vida, que parecem inatingíveis.

Frequentemente me deparo com pessoas que vivem em uma rotina diária, muitas vezes por anos a fio, mesmo sem sentir prazer ou verdade naquilo, simplesmente porque prevalece o ditado popular de que “não se mexe em time que está ganhando”.

Eu concordo absolutamente que simplesmente jogar tudo para o ar e tentar novas possibilidades sem sentir o chão que está se pisando também não é algo inteligente a se fazer, mas quero mostrar outras perspectivas que podem ser consideradas quando existe uma vontade forte de mudança dentro de você, mesmo que você a esteja ignorando há um tempo.

Um dos pontos importantes a se pensar quando você sente que algo não vai bem, é compreender o que está acontecendo em sua vida e reconhecer como você se sente, lá no seu íntimo.

Segundo os psicólogos compreendem em suas experiências em consultório, se você se sente ansioso, infeliz ou amargurado, pode ser a forma como a sua mente está lhe alertando que é hora de tentar algo novo. E, acredite, mudanças podem ser bastante divertidas.

Mudanças fazem parte da vida e devemos encará-las

Valor Consulta Psicóloga Cláudia






Não quero informar nome ou e-mail





Desde a hora em que nascemos, é sabido que estamos em constante mudança e evolução. O nosso corpo muda, assim como o ambiente e as pessoas que estão ao nosso redor. No entanto, parece que a nossa mente quer resistir às mudanças por medo do desconhecido e insegurança pelo que virá.

Em geral, é o medo de fracassar ou de se frustrar que nos impede de tomar algumas decisões em nossa vida, principalmente quando essas decisões podem incluir outras pessoas.

A insegurança em alguns casos pode ser tão intensa, que a pessoa prefere desperdiçar grandes oportunidades simplesmente porque entende que não será capaz de lidar com possíveis frustrações depois. No entanto, precisamos compreender e aceitar que nem tudo está sob o nosso total controle e os imprevistos fazem parte do cotidiano, por isso a resiliência é tão necessária nestes casos.

Em alguns casos específicos, o medo da mudança pode ser até mesmo infundado, sendo mais uma questão de desconfiança e insegurança das próprias habilidades e potencialidades, do que algo real e palpável.

Vamos entender alguns sinais importantes que podem indicar uma necessidade de mudança, e que procrastiná-la pode ser até mesmo prejudicial. Lembre-se, também, que você pode buscar a ajuda de um psicólogo quando a insegurança for algo que começou a interferir em sua qualidade de vida e bem-estar, e você entende que sozinho (a) não está conseguindo sair desse ciclo.

1. Vida profissional x Vida pessoal: quando uma interfere na outra

Cada vez mais eu percebo que as pessoas estão com dificuldade em separar o que é vida pessoal e profissional. Seja a vida pessoal que está difícil e acaba refletindo no desempenho do trabalho, ou mesmo a vida profissional que está gerando uma alta carga de estresse, que acaba comprometendo a vida pessoal e o bem-estar familiar.

Em ambos os casos, mudanças precisam ser praticadas para que problemas maiores não gerem desconforto e preocupação no futuro. Quando a vida profissional interfere na vida pessoal ou vice-versa, sintomas como ansiedade e falta de concentração são comuns.

Nestes casos, a principal sugestão que deixo aqui é praticar mudanças de novos hábitos, como não ficar falando de trabalho em casa, deixar o telefone desligado por um tempo após o expediente, ou mesmo compartilhar com quem está ao seu redor sobre as dificuldades que você está enfrentando e que precisa de apoio emocional para enfrentar essa fase.

2. Exaustão

Quer receber mais conteúdos como esse?

Deixe seu e-mail abaixo e receba semanalmente conteúdos gratuitos
Politica de Privacidade
Não se preocupe, não fazemos spam.

Às vezes você percebe que não tem mais de onde tirar energia? A síndrome de Burnout exemplifica bem esse quadro de estafa mental e emocional. Todo trabalho envolve esforços e, de tempos em tempos, fazer tarefas que não acabam mais agradando, torna tudo ao seu redor insatisfatório e ainda mais dificultoso.

Quando a pessoa não sente mais nenhuma atração por quaisquer atividades e sonhos, é hora de pensar em mudar de vida e trilhar novos caminhos. Esses sentimentos dão início aos sinais de apatia ou relutância. Mas pode aumentar e transformar-se em ansiedade, fadiga e até mesmo depressão.

Rever o quanto você tem se dedicado a um projeto, melhorar a sua qualidade de sono, falar alguns “nãos”, são maneiras de praticar mudanças sutis mas que certamente farão muita diferença na maneira como você encara seu dia-a-dia.

3. Sensação de vazio

Sabe aquela sensação de que algo dentro de você precisa ser preenchido? É como se uma parte de você estivesse faltando, mas você não sabe o que é ou como preenchê-la.

Nestes casos, provavelmente chegou a hora de você se envolver com outras coisas na vida, novos projetos, desde os mais simples como ler aquele livro que você comprou e ainda está embrulhado na cabeceira, ou mesmo fazer aquela viagem que você tanto sonha mas o medo de arriscar impede você de fazê-la.

Deixe a inércia deste momento de lado, e busque novas formas de enxergar o mundo, com novas atividades e novos planos que te preencham de verdade e te deixem mais feliz.

4. Estranhamento do mundo e sentimento de não pertencimento

Você já se pegou sentindo ou achando que não se encaixa no mundo, que existe um grito preso em sua garganta pronto para ser liberto? Ao entrar numa rotina desagradável por longos períodos, corre-se o risco de que sua vida se torne cada vez mais monótona e pouco atraente, mas isso não significa que essa seja a sua realidade absoluta, pelo contrário.

Até pode ser fácil perder de vista os seus sonhos, mas nunca é tarde demais para lutar por eles e reacendê-los em sua mente. Pense sobre aquilo que você quer e deseja mudar em sua vida, os objetivos que você quer alcançar e o que fazer para alcançá-los.

Não há necessidade  de estender os ciclos que já foram concluídos. Por mais drástico que pareça, é hora de mudar o ar, mudar de vida, e você pode fazer isso. É normal e até mesmo adaptativo ter medo de mudar, de certa forma o medo nos protege de alguns perigos, mas ele não pode ser impeditivo de suas tomadas de decisão e nem mesmo um obstáculo que te deixe paralisado (a).

Se você não está confortável com o seu trabalho, com seu estilo de vida, com um relacionamento desgastado, com o curso que escolheu fazer e percebeu que não era tudo aquilo que você imaginava; se você deseja resultados realmente diferentes, crie novos hábitos, exerça o controle e o poder sobre a sua vida e suas decisões, e, então, encontre os resultados diferentes que você tanto almeja e tenha a vida que você desejou ter.

Quem leu esse texto também se interessou por:

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana Brotto

CRP 106524/06. CEO do consultório Psicologo Com.Br. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *