O que é dependência alimentar

Categoria dos serviços dos psicólogos: ansiedade
Dependência Alimentar e Psicologia

A dependência alimentar é um tipo de distúrbio que se caracteriza por diversas causas.

A dependência alimentar é um distúrbio. Ele é classificado assim pelos psicólogos quando a pessoa ingere de forma exagerada e desnecessária, uma grande quantidade de alimentos. Mesmo que a pessoa não tenha fome ou vontade de comer, essa dependência alimentar ocorre por fatores emocionais e psicológicos, perdendo o controle sobre seus impulsos em um curto espaço de tempo.

Passar da conta na comida é normal e acontece com todos, principalmente em festas e feriados. Isso não caracteriza uma compulsão. Já a dependência alimentar é uma vontade contínua que acomete o paciente por quase todos os dias.

Algumas indicações de quando alguém está com dependência alimentar

Como dito, uma simples gula ou descontrole de final de semana não caracterizam um transtorno ou uma situação de dependência alimentar. Aliás, apenas um psicólogo pode diagnosticar esse transtorno e orientar o tratamento. No entanto, alguns comportamentos devem servir de alerta sobre o possível problema e que está na hora de procurar um profissional. Confira.

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  • Ingestão contínua em um curto espaço de tempo de alimentos além da necessidade.
  • Praticamente devora os alimentos e não os mastiga da forma correta.
  • Sempre busca um motivo para se alimentar, principalmente em situações de ansiedade e estresse.
  • Passa a comprar o mesmo produto repetidas vezes, às vezes alterando entre um alimento e outro.
  • Como parece ser estranho aos olhos de outras pessoas, começa a comer às escondidas.
  • Tem lapsos de depressão e ansiedade cada vez maiores.

Como tratar a dependência alimentar

Conforme os demais tipos de transtornos que possuem origem psicoemocional, a dependência alimentar é tratada clinicamente na avaliação de seu estado de compulsão. Porém, diferentemente de outros quadros, a dependência alimentar pode ter a ajuda benéfica de outras áreas da saúde como a nutrição e a psiquiatria.

Para promover o melhoramento na qualidade de vida da pessoa, é importante segui os seguintes passos.

1. Reconhecimento do problema

Trabalhar com o aspecto do autoconhecimento ajuda à pessoa criar uma noção de limites. A linha entre o que se deve comer e a satisfação é muito tênue. Nem todos são capazes de reconhecer que possuem a dependência alimentar, no primeiro momento.

2. Medicação

Nem todo tratamento da dependência alimentar envolve o uso de medicação, que se restringe ao papel da psiquiatria. No entanto, para os casos mais avançados do transtorno, é válido seguir as orientações dos médicos. A obesidade, problemas cardiovasculares, etc, podem ser um risco à saúde da pessoa. Pelo diagnóstico médico, a dependência alimentar também pode ser conhecida pelo nome de Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica (TCAP).

3. Exercícios físicos

Está comprovado que a prática física acelera o metabolismo e desenvolve no indivíduo uma sensação de prazer (liberação de endorfina) que desestimula a ordem mental compulsiva de comer alimentos sem parar. Atividades como aeróbicas, corridas, meditação, yoga, ajudam a trabalhar não apenas com o corpo, mas também com a mente, estabelecendo um equilíbrio maior.

4. Horários

Estabeleça horários certos e tente seguir à risca um autodisciplinamento mental, de comer o necessário apenas nas refeições e deixar os intervalos com alguma atividade que não esteja ligada a um ócio.

Os ricos da saúde ser prejudicada são grandes, como a aquisição da obesidade, problemas respiratórios, cálculos renais, diabetes. hipertensão, colesterol alto, problemas digestivos, impotência e infertilidade, varizes, transtornos psicológicos mais sérios como a depressão e a ansiedade.

Alguns estudos vem demonstrando que existe uma relação entre a dependência alimentar e a ansiedade e, que tal relação é estabelecida pelo não reconhecimento da doença. Por este motivo, é muito importante que a pessoa que tem dependência alimentar se autoavalie nestes critérios que demonstramos aqui em cima e possa se submeter a um exame clínico de sua saúde.

A dependência alimentar é possível de tratar com planejamento e acompanhamento terapêutico. A comida ou o ato de comer é simbolizado pela ideia de prazer.

Mas, para indivíduos que possuem algum transtorno emocional, este prazer pode ser ilusório, caracterizando mais uma sensação de válvula de escape. Para a pessoa que procura o tratamento psicoterapêutico, para os casos de compulsividade, é importante verificar como estão as suas emoções.

É um processo humano entender que a aflição deve ser questionada, pois ela poderá se tornar algo maior com o passar do tempo.

A avaliação profissional estabelecerá a identificação correta e o grau de avanço do transtorno, podendo assim, enfrentá-lo de forma eficaz, evitando até, outros tratamentos mais intervencionistas como a cirurgia bariátrica, por exemplo. Nem sempre estes tratamentos mais sérios surtirão efeitos desejados, já que a origem e causa do problema ainda se encontra no aspecto emocional.

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Autora: Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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