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Mitos sobre a psicoterapia

Categoria dos serviços dos psicólogos: terapia cognitivo comportamental
Mitos sobre a psicoterapia

Os mitos sobre a psicoterapia são muito prejudiciais em nossa sociedade. É por causa deles que muitas pessoas deixam de procurar a ajuda de que precisam.

A terapia é útil para qualquer pessoa, tenha elas problemas como transtornos ou não. Ela pode não apenas amparar pessoas com depressão, fobia etc., como ainda ajudar a prevenir problemas e a fazer as pessoas evoluírem. No entanto, há muita desinformação sendo disseminada sobre a psicoterapia. Esses estereótipos, equívocos e mitos sobre a psicoterapia são obstáculos imensos que impedem as pessoas de buscarem a ajuda de que precisam.

Mitos sobre a psicoterapia muito comuns

Em nosso texto vamos abordar alguns dos mitos sobre a psicoterapia mais comuns e tentar desmistificá-los. Assim, isso irá ajudá-lo a rebater alguns estereótipos e a buscar o apoio de que necessita. A psicoterapia é sempre positiva e ajuda as pessoas a terem uma vida melhor, tenham transtornos ou não.

Mito 1. Toda psicoterapia é igual

A psicoterapia varia de uma sessão para outra, bem como de um profissional para outro. Existem muitas abordagens terapêuticas diferentes como a psicanálise, a TCC , terapia de casal etc. Além disso, o estilo de terapia irá mudar de um psicólogo para outro.

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Mesmo entre dois psicólogos que usem a mesma abordagem terapêutica podem existir muitas variáveis como uma área de especialização, personalidade, experiências pessoais etc. E mais, conforme você evolui na terapia, ela pode (e deve) mudar para acompanhá-lo.

E é muito importante ter ciência desse que é um dos mitos sobre a psicoterapia, pois há abordagens terapêuticas que terão mais impacto em você do que outras. Buscar a que melhor se encaixa para ajudá-lo a resolver suas questões é um passo muito importante na conquista do seu bem-estar.

Mito 2. Apenas falar de meus problemas não resolve nada

Você já deve ter ouvido a seguinte frase de seus entes queridos: “Nossa, você vai na terapia falar e ouvir conselhos, isso eu posso fazer e de graça”. Por mais bem-intencionadas que essas pessoas sejam, essa é uma afirmação terrível reforçando vários mitos sobre a psicoterapia.

Há uma grande diferença entre um psicólogo e uma pessoa comum. Seus amigos e familiares possuem problemas também, e ao ouvirem seus dilemas, eles vão filtrá-los com base em suas experiências pessoais. E seus conselhos serão embasados nisso, que podem ser até mais prejudiciais. Ou pior, podem partir de estereótipos que reforçam o sofrimento e o transtorno. Para deixar isso bem claro, vamos a um exemplo.

Imagine uma pessoa que está passando por problemas com seu cônjuge de extremo ciúme e desconfiança. Ao expor seus problemas para um amigo, por exemplo, ela construirá um diálogo em que suas suspeitas são válidas e ele pode aconselhá-la a se separar para resolver o sofrimento. Já um psicólogo treinado irá identificar muito mais do que é dito e irá na raiz do problema, que pode ser uma personalidade paranoide, por exemplo. E ele sabe que, mesmo que haja rompimento, o problema permanecerá e o padrão será repetido em outros relacionamentos, aumentando o acúmulo de sofrimento.

Psicólogos são treinados na arte da linguagem. Eles podem ter discussões intencionais em torno de suas preocupações e conflitos. Na terapia, é comum que o paciente tenha a sensação de estar apenas conversando, mas na verdade esse é um diálogo cuidadosamente elaborado. Nele você está discutindo os principais elementos do seu problema no qual é possível identificá-lo, ter ideias de como resolvê-lo e traçar um plano para isso.

Por isso esse é um dos mitos sobre a psicoterapia mais prejudiciais para quem precisa de ajuda. É preciso saber diferenciar que a conversa entre amigos não é a mesma que a com um psicólogo. Na primeira há o risco de aprofundar o problema enquanto na segunda, você irá na raiz do sofrimento possibilitando ter uma melhora real e duradoura.

Mito 3. A psicoterapia é para pessoas loucas

Como Escolher meu Psicólogo?

Confira no nosso guia completo sobre psicólogo e psicoterapia. Nele você encontrará dicas do que considerar na escolha do seu psicólogo.

COMO ESCOLHER MEU PSICÓLOGO

Esta declaração está intimamente ligada ao que é chamado de psicofobia. Assim como a homofobia, racismo e demais estigmas sociais, ela tem por principal função constranger quem busca a terapia e pode inclusive manter a pessoa que precisa de ajuda em uma situação insalubre.

Por exemplo, em um relacionamento abusivo, ao ver que a vítima busca ajuda terapêutica, o abusador pode usar esse estigma social para manter a pessoa nessa situação. E manter o domínio sobre ela perpetuando o abuso. Só existe dois motivos para perpetuar tal estigma: por ignorância ou intencionalmente.

Valor Consulta Psicóloga Suzane






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Esse é um dos mitos sobe a psicoterapia que corrompem a nossa imagem sobre ela. Precisar de cuidados psicológicos não significa que alguém é “louco”. Significa sim que essas pessoas são corajosas o suficiente para pedir ajuda de um psicólogo quando precisam.

Alguém que não tem a capacidade de pensar com clareza, ter um emprego, viver de forma independente, ser um pai amoroso ou um parceiro, entre outros, pode e tem o direito de lidar com esses problemas. Essa visão binária, de preto-e-branco, “funcionando versus não funcionando” dos cuidados com a saúde mental pode fazer com que os sintomas reais não sejam controlados, muitas vezes piorando as coisas. Só porque uma pessoa está “em pleno funcionamento”, não significa que eles também não possam evoluir com a terapia.

Mito 4. Eu vou ser forçado a tomar medicação

Existem diferentes tipos de profissionais de saúde mental. E quem prescreve medicação é o psiquiatra, não o psicólogo. E mais, a medicação é indicada para os casos grave, em que a pessoa já está com um transtorno avançado que afeta até mesmo as funções cerebrais. A medicação não é o tratamento e sim o controle dos sintomas. O que aliás é mais um dos mitos sobre a psicoterapia.

O tratamento é feito por meio da terapia, e é fornecido por psicólogos, conselheiros e outros profissionais da saúde. A necessidade de medicação depende da sua preocupação em conseguir manter suas atividades cotidianas e da gravidade do seu transtorno. E quem irá indicar essa necessidade é o psicólogo. Ele irá encaminhá-lo ao psiquiatra quando realmente houver urgência.

Esses mitos sobre a psicoterapia devem ser mitigados de nossa sociedade. Muitas pessoas precisam de ajuda e podem ter uma vida melhor com a terapia. Ao evitar tratamento, muitas pessoas podem piorar seu quadro, o que acarreta não apenas em sofrimento extremo como pode pô-la em situações de risco para si mesma e para os outros.

Gostou do texto? Então leia mais artigos sobre psicologia e psicoterapia em nosso site.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Autora
Thaiana F. Brotto

CRP 106524/06

FORMAÇÃO

Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.