Newsletter Gratuita
Assine Aqui

Como conversar com um narcisista

Como conversar com um narcisista

Aprenda a lidar e conversar com um narcisista, sem que seja preciso afrontar o narcisismo.

Realmente conversar com um narcisista é desafiador, sobretudo pelas características psicológicas relacionadas com o transtorno conhecido como narcisismo.

Existem inúmeras técnicas utilizadas por psicólogos e psiquiatras, mas se você precisa conversar com um narcisista, vai perceber que deve fazer isso, sem abordar diretamente o narcisismo e assim, obter resultados mais efetivos.

Primeiro, é importante conhecer alguns comportamentos relacionados com esse distúrbio de personalidade.

Narcisistas não conseguem ver ou analisar situações, exceto por seu ponto de vista. São egoístas, rancorosos, vingativos e podem romper relações facilmente, mesmo que por razões fúteis e levianas. 

Valor Consulta Psicóloga Veluma






Não quero informar nome ou e-mail





Portanto, não vai adiantar abordar o assunto, tocando diretamente nas feridas ou falhas no comportamento de um narcisista.

Para lidar com esse assunto e conversar com um narcisista, será preciso criar algumas artimanhas para que ele saia de foco, e de modo independente possa associar comportamentos negativos a sua maneira de lidar com as pessoas e situações. 

Reunimos algumas dicas e estratégias que podem ajudar nesses diálogos, e facilitar a busca por apoio psicológico, uma vez que o comportamento negativo de pessoas que sofrem com o narcisismo, pode levar a destruição total de relações, assim como ao isolamento social. 

1) Como conversar com um narcisista, sem abordar o narcisismo

É preciso compreender que atacar diretamente um narcisista não irá trazer resultados positivos, pelo contrário.

O narcisista irá se distanciar e não perceberá que ele reproduz qualquer daqueles comportamentos apontados. 

Por esse motivo é tão importante criar uma estratégia, personagens reais ou lúdicos, para que o próprio narcisista se compare e associe o padrão de comportamento em si mesmo.

Assim, ele irá julgar e considerar falho o modo de lidar com as situações e pouco a pouco perceber que faz o mesmo, o que compromete sua imagem junto aos outros. E esse é o maior medo do narcisista, que suas máscaras caiam ou ele seja desvendado. 

2) Encontre palavras-chave

Ao invés de falar diretamente sobre narcisismo, encontre palavras-chave relacionadas a comportamentos e características da personalidade recorrentes, que podem ser repetidas incansavelmente em diálogos e ocasiões onde se faz necessário abordar o assunto. 

Psicólogos

Conheça os psicólogos e psicólogas do consultório. Veja o perfil detalhado de cada profissional.

A EQUIPE DE PSICÓLOGOS

Por exemplo, não perdoa, nunca pede desculpas, não reconhece erros, exagera sobre suas conquistas, falta de honestidade é oportunista, mesmo quando magoa as pessoas, não tem limites, gosta de parecer mais jovem do que é.

E alguns traços evidentes da personalidade, tais como, não sentir remorso, não sentir culpa, não ter empatia, destilar críticas severas, superioridade, excesso de confiança, egocentrismo.

Falar abertamente sobre isso, irá proporcionar o diálogo, sem que seja possível se alienar ou atacar diretamente o narcisista, embora ele internamente reconheça todos esses traços em si, mesmo que não admita. 

3) Encontre exemplo de comportamentos narcisistas em outras pessoas

Ao abordar o assunto em círculos sociais, crie personagens, para não apontar diretamente a pessoa narcisista. Entre amigos, escolha um atleta conhecido, com os filhos, um personagem dos quadrinhos, junto à família, algum parente distante.

Assim é possível abordar comportamentos negativos associados ao transtorno de comportamento narcisista, sem expor e relacionar diretamente a pessoa que se comporta de modo narcisista.

Facilitando tanto a abordagem, quanto o apontamento de atitudes nocivas ao convívio social. 

4) Aprenda e ensine com os erros

Quer receber mais conteúdos como esse?

Deixe seu e-mail abaixo e receba semanalmente conteúdos gratuitos
Politica de Privacidade
Não se preocupe, não fazemos spam.

Use os erros e exemplos de comportamentos negativos associados ao narcisismo, para demonstrar como aquilo magoa, prejudica, fere e o quanto é errado alguém agir daquele modo. Sempre usando terceiros para apontar comportamentos já identificados no narcisista. 

Não será preciso dizer, você faz isso, a autocrítica do narcisista fará ele mesmo se identificar com as atitudes apontadas como nocivas e de mau tom, proporcionando uma reflexão sobre a situação, mesmo que o narcisista não admita. 

5) Discuta limites e expectativas

Entender que não podemos mudar o outro e que algumas pessoas não querem mudar é um passo importante nas relações, por isso estabelecer acordos de convivência saudáveis, irá ajudar na relação. 

Reconhecer que não podemos forçar uma mudança é necessário, assim como deixar claro que os limites existem para que ninguém se machuque, e ultrapassar essa linha, trará consequências reais. Usando os exemplos, ou casos do passado, fica mais simples exemplificar limites e consequências.

6) Enfrente o inimigo

Você pode tentar um diálogo sobre como lidar com esses comportamentos, usar o sarcasmo ou ser direto perguntando se a pessoa se sente, pensa ou age assim. Você ainda pode relatar o que foi feito para amenizar o problema e não funcionou. 

Seja como for, essa perspectiva indireta aberta permitirá conversar com um narcisista e estabelecer diálogos sem julgamentos, humilhações ou constrangimentos. 

Se e quando possível, recomende ao narcisista que busque ajuda e converse com um terapeuta ou psicólogo que poderá contribuir para amenizar o sofrimento causado por esse distúrbio.

Interessou-se por este tema de como conversar com um narcisista? Então você pode se interessar por esse também: Devedor Compulsivo.

Quem leu esse texto também se interessou por:

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana Brotto

CRP 106524/06. CEO do consultório Psicologo Com.Br. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *