O que é o ego e por que deve-se controlá-lo

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O que é o ego e por que deve-se controlá-lo

Vilão para uns, mocinho para outros, o ego é muito comentado e difundido. Mas você sabe o que ele é e qual é o papel dele em nossa vida? Leia e entenda.

Muito discutido e difundido no mundo da psicologia e psicanálise, o ego é o núcleo da nossa personalidade. Responsável tanto por nossos instintos de sobrevivência quanto pela nossa ideia de estarmos sempre certos.

Na psicologia o conceito de ego faz referência ao centro da pessoa, isso é, o “eu”. O conceito de ego, id, super ego e alterego foram criados por Freud para explicar o funcionamento da mente humana. Assim, o ego é a parte consciente, responsável por interpretar a realidade, memória, emoções e percepção – relação do individuo com o meio – e mediador ente o Id e o superego.

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Irredutível, o ego é basicamente nossa personalidade. É ele quem julga as pessoas ao nosso redor conforme nossos interesses e experiências pessoais. Ele é aquela voz interna que indica o que é bom e o que é ruim. É também responsável por preconceitos e aceitações.

Mas como lidar com o ego? Como podemos identificá-lo? O que somos e do que ele é feito? Essas e outras perguntas, buscamos responder tomando por base o efeito que ele tem no nosso dia-a-dia e em nossas vidas.

1) Como identificar o ego?

Toda vez que você age ou pensa que é melhor que o outro, está sob efeito do ego. Essa certeza de estarmos ao lado da verdade é dada por ele. E haja equívocos por causa disso. A arrogância que percebemos no outro, é ele, reclamando por estar sendo contrariado. Nossa individualidade não é passível de contrapontos.

>>>Veja também: 7 dicas para controlar a raiva.

E por isso nos identificamos ou não com as pessoas, e, claro, temos mais afinidade e harmonia com aquelas que compartilham nossa perspectiva de vida.

O quanto egocêntricos costumamos ser em nosso dia a dia? O quanto expressamos a voz do ego? Com certeza, muito mais do que imaginamos.

2) Como lidar com nossa individualidade?

Aceitar e observar o modo como nos comportamos e nossos padrões de comportamento é necessário para se conhecer mais e aprender a lidar com nossa individualidade, sem ferir os outros com nossa personalidade. A individualidade do ser deve ser moldada para que nossa personalidade não nos traga prejuízos, nem prejudiquem os demais.

3) Como controlar esses impulsos?

Somente com autoconhecimento podemos nos corrigir e controlar o ego exacerbado. Quando nos damos conta que nosso comportamento está nos prejudicando ou ainda nos fazendo perder pessoas e oportunidades, é preciso refletir sobre o que está acarretando e provocando isso em nossas vidas.

Muitas pessoas precisam de terapia para facilitar esse processo. Com o apoio de um psicólogo ou terapeuta, esse processo não será menos penoso, mas ao menos será guiado e acompanhado.

4) As nuances do visceral e da nossa racionalidade

O impulso visceral vem do ego. É ele que alimenta nosso instinto de sobrevivência. Ao se impor e tentar se defender, é ele que entrará em ação. Para nos salvar da vergonha, do bullying, de exposições, será ele quem irá entrar em ação e irá ativar todo nosso mecanismo de defesa.

Logo, isso pode ser uma arma importante, quando usada com distanciamento e racionalidade, ou apenas irá ferir e nos prejudicar, se o deixarmos agir simplesmente por impulso.

5) Como controlar o ego?

Não é fácil lidar com o ego, nem encontrar a medida certa dele. Somente com muito autoconhecimento podemos ser capazes disso. Ele normalmente está mascarado por opiniões e posturas falsas. É mais fácil identificá-lo quando ele se manifesta de forma emocional. Ser aceito, buscar aprovação, sentimentos de inveja, raiva, são manifestações claras do ego e fazem parte de um conjunto de crenças do “deve ser”.

Ao identificar essas crenças e o quanto você se sente atingido quando esbarramos nelas, é possível se observar e entender porque aquilo causa tanta dor. Muitas vezes esse processo é muito dolorido e pode desencadear sentimentos e transtornos quando não moderado.

Por isso o acompanhamento de um profissional da área de saúde mental é uma opção viável. Caso você perceba que não consegue lidar sozinho com isso, busque apoio psicológico.

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Autor: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)
*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.