
Espero que você goste desse artigo. Se você quiser, conheça os psicólogos que atendem em São Paulo presencialmente e também online por videochamada. Autor: Psicóloga Veluma Marzola - Psicólogo CRP 06/124019

A vigorexia é um transtorno psicológico que vem ganhando atenção entre profissionais da saúde mental, especialmente por afetar, de forma predominante, homens jovens.
Também conhecida como transtorno dismórfico muscular, essa condição leva o indivíduo a uma obsessão extrema com a ideia de ter um corpo cada vez mais musculoso e definido, mesmo quando já apresenta uma aparência considerada forte ou atlética.
Neste artigo, você vai entender o que caracteriza a vigorexia, quais são seus sintomas, causas, formas de diagnóstico e tratamento, além de refletir sobre os impactos desse transtorno no comportamento masculino. Boa leitura!
O que é a vigorexia?
A vigorexia, ou transtorno dismórfico muscular, é uma condição psicológica caracterizada por uma obsessão patológica com o aumento da massa muscular e a definição corporal.
Pessoas que sofrem desse transtorno acreditam, de forma distorcida, que ainda são pequenas ou fracas, mesmo estando visivelmente musculosas.
Essa insatisfação persistente com a aparência física leva a comportamentos compulsivos relacionados à prática de exercícios, alimentação e, em muitos casos, ao uso de anabolizantes.
Mas o problema vai muito além da busca por um corpo saudável ou esteticamente bonito, pois, na vigorexia, a autoimagem está profundamente comprometida, e a identidade da pessoa passa a se confundir com o ideal corporal que ela tenta alcançar a qualquer custo.
Assim, a rotina é dominada por treinos intensos, dietas restritivas e um monitoramento constante da aparência, o que compromete significativamente a qualidade de vida, os relacionamentos e a saúde mental.
Vale dizer que esse transtorno é classificado como uma forma específica de transtorno dismórfico corporal, e costuma surgir na adolescência ou início da vida adulta, justamente quando questões como autoestima, pertencimento social e identidade estão em formação.
Quais são os sintomas da vigorexia?
Os sintomas da vigorexia envolvem tanto aspectos comportamentais quanto emocionais, e geralmente surgem de forma progressiva.
No entanto, o principal sinal é a insatisfação constante com a aparência muscular, mesmo quando já há um desenvolvimento físico evidente. A pessoa sente que “nunca é o bastante” e vive em função de alcançar um corpo idealizado.
Além disso, entre os sintomas mais comuns, destacam-se:
- Preocupação excessiva com o tamanho e a definição dos músculos;
- Treinamento físico compulsivo, com rotinas exaustivas e rígidas;
- Dietas restritivas e hiperproteicas, voltadas exclusivamente para o ganho muscular;
- Uso frequente de suplementos e anabolizantes, muitas vezes sem orientação profissional;
- Isolamento social, evitando situações que atrapalhem os treinos ou revelem inseguranças com o corpo;
- Sentimentos recorrentes de ansiedade, frustração, irritabilidade ou depressão relacionados à autoimagem;
- Baixa autoestima, mesmo com resultados visíveis de hipertrofia.
Esses sintomas podem interferir significativamente na vida pessoal, profissional e emocional, tornando o cotidiano da pessoa limitado ao culto do corpo e à busca incessante por resultados estéticos.

O que pode causar esse tipo de transtorno dismórfico corporal?
A vigorexia não tem uma causa única, mas resulta da combinação de fatores psicológicos, biológicos e socioculturais.
Em muitos casos, ela surge a partir de uma baixa autoestima ou de uma percepção distorcida da própria imagem, que leva a comportamentos de comparação e autocrítica constantes.
Então, entre os principais fatores associados, destacam-se:
- Pressão social e cultural para que o homem seja forte e musculoso, reforçada por mídias, celebridades e influenciadores digitais;
- Histórico de bullying ou críticas sobre o corpo, especialmente na infância e adolescência;
- Transtornos emocionais prévios, como ansiedade, depressão ou transtorno obsessivo-compulsivo;
- Ambientes competitivos, como academias ou esportes que valorizam a hipertrofia;
- Predisposição genética e familiar, já que distúrbios ligados à autoimagem podem ter influência hereditária.
Convém mencionar que o excesso de exposição a redes sociais e ao culto do corpo perfeito tem intensificado o risco de desenvolvimento desse transtorno, criando expectativas irreais e pressionando ainda mais aqueles que já se sentem inseguros com a própria aparência.
Por que os homens são os mais afetados por essa condição?
A vigorexia atinge principalmente os homens porque está diretamente ligada aos padrões de masculinidade impostos pela sociedade. Desde cedo, muitos aprendem que ser “forte” e “musculoso” é sinônimo de poder, virilidade e sucesso, o que reforça a ideia de que o corpo precisa corresponder a esse ideal para que sejam valorizados.
Enquanto as mulheres costumam ser pressionadas a manter um corpo magro, os homens enfrentam a expectativa de conquistar músculos volumosos e bem definidos. Esse padrão estético, constantemente reforçado por filmes, propagandas e redes sociais, cria uma sensação de inadequação em quem não se encaixa nele.
Outro fator importante é que, culturalmente, os homens tendem a evitar falar sobre inseguranças emocionais ou buscar ajuda psicológica, por medo de parecerem frágeis, o que contribui para que a vigorexia se instale de forma silenciosa.
Assim, o culto ao corpo aliado ao estigma sobre a vulnerabilidade masculina ajuda a explicar por que essa condição é tão frequente entre o público masculino.
Vigorexia tem cura?
A vigorexia pode ser tratada e controlada com acompanhamento profissional adequado.
Embora não exista uma “cura imediata”, é possível alcançar grande melhora na qualidade de vida e na relação com o próprio corpo por meio de psicoterapia e, quando necessário, apoio médico e nutricional.
O tratamento busca reestruturar a autoimagem, fortalecer a autoestima e reduzir os comportamentos compulsivos ligados aos treinos e à alimentação.
Então, com apoio familiar e engajamento do paciente, muitas pessoas conseguem superar o transtorno e desenvolver uma rotina saudável, equilibrando bem-estar físico e emocional.
Como é realizado o diagnóstico dessa condição?
O diagnóstico da vigorexia é clínico e deve ser feito por um psicólogo ou psiquiatra.
O profissional se baseia na avaliação dos pensamentos, sentimentos e comportamentos do paciente em relação à própria imagem corporal.
Em geral, o transtorno é identificado quando há preocupação excessiva com a musculatura, acompanhada de treinos compulsivos, dietas restritivas e prejuízos significativos na vida social, profissional e/ou acadêmica.
Entrevistas clínicas, questionários psicológicos e relatos de familiares podem auxiliar nesse processo.
Também é comum investigar a presença de outras condições associadas, como ansiedade, depressão ou transtorno obsessivo-compulsivo, que muitas vezes aparecem junto à vigorexia e precisam ser tratados em paralelo.
Quais são os tratamentos para a vigorexia?
O tratamento da vigorexia exige uma abordagem multidisciplinar, já que o transtorno envolve aspectos emocionais, comportamentais e físicos. O objetivo principal é ajudar o paciente a reconstruir sua relação com o corpo e a adotar hábitos mais equilibrados.
As formas mais indicadas de tratamento incluem:
- Psicoterapia: a terapia cognitivo-comportamental (TCC) é bastante eficaz, pois ajuda a identificar pensamentos distorcidos sobre a autoimagem.
- Acompanhamento psiquiátrico: em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos para controlar ansiedade, depressão ou obsessões relacionadas ao transtorno.
- Orientação nutricional: nutricionistas auxiliam na construção de um plano alimentar saudável, evitando dietas extremas e restritivas.
- Suporte social e familiar: o apoio de pessoas próximas é essencial para estimular a adesão ao tratamento e reduzir recaídas.
- Educação e conscientização: entender os riscos do uso de anabolizantes e os impactos da vigorexia ajuda o paciente a ganhar clareza.
Portanto, com acompanhamento contínuo e comprometimento, é possível reduzir os sintomas, recuperar o equilíbrio da vida cotidiana e melhorar significativamente a saúde mental e física do paciente.
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Autor: psicologa Psicóloga Veluma Marzola - CRP 06/124019Formação: A psicóloga Veluma é formada há mais de 10 anos e é especialista em Terapia Cognitivo Comportamental. Possui experiência em escuta e acolhimento em Terapia Individual e Terapia de Casal. Atende demandas como ansiedade generalizada, conflitos profissionais, amorosos e familiares, disfunção sexual...
















