
Espero que você goste desse artigo. Se você quiser, conheça os psicólogos que atendem em São Paulo presencialmente e também online por videochamada. Autor: Psicóloga Veluma Marzola - Psicólogo CRP 06/124019

A infância costuma ser uma fase da vida associada a sentimentos positivos: alegria, brincadeira, criatividade, imaginação. Mas nem sempre é assim com todas as crianças, elas também passam por momentos difíceis e precisam de atenção.
Mas, diferentemente do adulto, os pequenos ainda não sabem verbalizar o que estão sentindo. E é aí que entra a importância da psicoterapia infantil: possibilitar que as crianças se expressem e consigam lidar com as suas emoções.
Apesar de ser uma dúvida comum dos pais acerca do momento exato de levar o filho ao psicólogo, vale dizer que a psicoterapia não deve ser cogitada apenas para uma situação pontual, mas como uma oportunidade para dar suporte à criança durante toda a infância.
No artigo de hoje, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre a psicoterapia infantil. Continua acompanhando!
Qual é o papel do psicólogo na psicoterapia infantil?
Diferente da psicoterapia adulta, a infantil tem técnicas e dinâmicas específicas.
A brincadeira, por exemplo, é usada como linguagem lúdica em que as crianças podem usufruir da imaginação para expressar suas emoções, além de desenvolver habilidades de condução frente às situações que geram ansiedade, frustração, medo, angústia, entre tantos outros sentimentos.
Dessa forma, o terapeuta entra como facilitador do processo. Ele auxilia a criança no enfrentamento e na busca de soluções que aliviam o sofrimento.
O profissional também orienta os pais a como agirem de forma adequada diante das situações, para que esse acolhimento também seja passado por eles à criança.
Quais são os benefícios da psicoterapia infantil?
A psicoterapia infantil traz muitos benefícios para as crianças. Além de proporcionar um ambiente seguro, em que elas podem se expressar sem julgamentos, permite que elas desenvolvam competências socioemocionais.
Como já dissemos, a brincadeira é muito utilizada como técnica, isso porque, diante da competição, ela ensina os pequenos a como lidar com a frustração, principalmente perante às expectativas. Já o desenho, a pintura, a encenação, contribuem para estimular a comunicação e a livre expressão.
Conheça mais alguns benefícios:
- Promove o controle emocional: a psicoterapia ajuda a criança a entender suas emoções e como lidar da maneira mais apropriada com elas.
- Desenvolve empatia: conduz a criança a se colocar no lugar do outro, buscando entender seus sentimentos sem julgar.
- Ajuda a se comunicar melhor: algumas crianças têm dificuldade de se expressar, e a terapia pode ser o caminho adequado para trabalhar essa questão.
- Desenvolve a criatividade: o consultório pode ser um lugar lúdico, em que as brincadeiras criam esse ambiente de segurança e liberdade para se expressar de forma criativa.
- Melhora na vida escolar: crianças com problemas de aprendizagem são tratadas e habilidades comprometidas passam a ser desenvolvidas.
- Melhora no relacionamento com os familiares: com expertise suficiente, o psicólogo consegue orientar os pais e ajudar na convivência familiar.

Como a psicoterapia infantil funciona na prática?
Os psicólogos infantis se utilizam da ludoterapia como abordagem na psicoterapia infantil.
Afinal, a principal forma de expressão das crianças é por meio da brincadeira. É nela que, muitas vezes, o pequeno comunica o que sente, o que viu ou o que acontece ao seu redor. Assim, o brincar se torna o porta-voz dos medos e vontades da criança.
Portanto, em uma sessão de psicoterapia, o psicólogo apresenta à criança vários jogos e brinquedos, e é por meio dessa interação que o pequeno tem com os objetos que o profissional consegue visualizar o mundo interior e chegar a conclusões sobre a personalidade da criança.
A terapia também traz os pais para perto, esclarecendo como alguns comportamentos podem estar diretamente ligados ao ambiente e rotina da criança. O profissional, então, exibe aos pais essas descobertas e permite que eles tomem atitudes para ajudar o filho.
Quando procurar a terapia infantil para o seu filho?
Dificuldades e transtornos psicológicos não estão restritos ao mundo dos adultos, a infância também apresenta casos de ansiedade e depressão. Mas uma dúvida que muitas famílias têm é “quais os sinais indicam que é hora de procurar um psicólogo?”.
Por isso, é indicado recorrer a um psicólogo infantil quando a família percebe que somente as estratégias desenvolvidas dentro de casa não estão sendo suficientes para ajudar a criança a atravessar algum momento difícil.
Por vezes, os pais percebem alterações nos comportamentos das crianças, outras vezes a indicação vem de profissionais de saúde que as acompanham: pediatras, fonoaudiólogos, neurologistas. E essa indicação ainda pode vir da própria escola.
Nesse sentido, é importante que os pais fiquem atentos aos comportamentos dos filhos. Por isso, veja algumas condutas que podem indicar a necessidade de recorrer à psicoterapia infantil:
- Problemas no sono;
- Comportamentos agressivos;
- Ansiedade;
- Reações agressivas;
- Dificuldade na fala;
- Crises de choro frequentes;
- Intolerância à frustração;
- Timidez excessiva;
- Problemas de aprendizagem;
- Dificuldade de adaptação;
- Isolamento e dificuldade de socialização.
O que fazer antes de buscar a ajuda de um psicólogo infantil?
A terapia infantil pode ser iniciada a partir de 2 anos, mas, antes de levar a criança ao profissional, os pais devem seguir algumas etapas para tornar o processo mais fácil, como:
1. Deixe a criança ciente
É importante deixar a criança por dentro do que está acontecendo. Os pais podem conversar com elas sobre os motivos que os levaram a recorrer à ajuda, para tranquilizá-la, relacionando a terapia a algo positivo, seguro e leve.
Pode-se, ainda, introduzir sobre as brincadeiras e a importância do espaço para ajudá-la a expressar melhor seus sentimentos.
2. Não atribua a culpa à criança
Nesse momento, é importante que a criança saiba que os motivos que vão levá-la à terapia não são culpa dela, assim como recorrer à ajuda não é um problema.
É essencial destacar que, assim como pessoas adultas, crianças também passam por dificuldades e nem todos os pais têm as respostas certas. Por isso, às vezes é necessário recorrer a ajuda de profissionais.
3. Fale para a criança sobre o psicólogo
Para deixar a criança mais segura no primeiro atendimento, converse com ela sobre quem é o psicólogo que vai atendê-la e um pouco sobre as sessões.
Essas informações serão reforçadas pelo profissional na primeira sessão, mas é crucial que a criança sinta que nada está sendo feito às escondidas.
4. Ouça o que a criança pensa
É importante que a busca por psicoterapia infantil seja um processo positivo e enriquecedor para a criança e para todos os que estão à sua volta. Sendo assim, ouça o que ela sente em relação a isso como forma de esclarecer as suas dúvidas e tranquilizar seus anseios.
Vale dizer que priorizar a saúde mental na infância não é apenas resolver um comportamento apresentado naquele momento, mas promover um cuidado que vai refletir ao longo de toda a vida da criança, preparando-a para lidar com as fases subsequentes da vida.
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Autor: psicologa Psicóloga Veluma Marzola - CRP 06/124019Formação: A psicóloga Veluma é formada há mais de 10 anos e é especialista em Terapia Cognitivo Comportamental. Possui experiência em escuta e acolhimento em Terapia Individual e Terapia de Casal. Atende demandas como ansiedade generalizada, conflitos profissionais, amorosos e familiares, disfunção sexual...














