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Quando levar os filhos para a terapia?

Quando levar os filhos para a terapia?

Os pais estão atentos a qualquer sinal de enfermidade física nos filhos. Tosse, febre, dor de barriga… Esses sintomas garantem uma visita imediata ao médico. Mas e quando os filhos apresentam outro tipo de incômodo?

Crianças e adolescentes, especialmente na sociedade atual, também podem ter ansiedade, depressão, pânico e estresse. Quando essas condições se fazem presente, o ideal é levar os filhos para a terapia. No entanto, não é tão simples abordar esse assunto com as famílias. Pais e tutores tendem a se culpar, não aceitar a situação ou simplesmente desconhecer o que é terapia e como os psicólogos atuam. 

Quais condições podem afetar as crianças?

Diferente dos adultos, as crianças não vão se queixar da condição da sua saúde mental. Os sinais de que precisam de ajuda são expressos através de mudanças comportamentais. Por isso, alguns pais se deparam com condutas totalmente diferentes das exibidas anteriormente e não sabem como reagir à faceta recém-descoberta dos filhos.

Como a criança tem dificuldade para compreender o que está acontecendo com ela, extravasa o mal-estar através de crises de choro, acessos de raiva, birra, hiperatividade, respostas grosseiras e desrespeito aos pais/adultos, agressividade, brigas com outras crianças, indiferença, ausência de vontade de brincar, tristeza, isolamento social, entre outros.

Valor Consulta Psicóloga Cláudia






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Esses comportamentos podem aparecer tanto em casa quanto na escola, ou somente em um dos ambientes sociais frequentados pela criança. Portanto, se for notada uma diferença expressiva na conduta do seu filho, seja por você ou por professores, é possível que ele esteja passando por um problema o qual é incapaz de compreender.

Além disso, as crianças também podem sofrer com ansiedade e depressão, condições tipicamente associadas aos adultos. O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é igualmente comum nos pequenos.

Uma das explicações para esses distúrbios está no ambiente externo. A hiperconectividade e o grande volume de estímulos oriundos dos mais diversos canais, como a TV e a internet, afeta as crianças bem como o faz com os adultos. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que o índice de crianças diagnosticadas com algum distúrbio cresceu de 4,5% para 8% em somente uma década.

Portanto, os pais devem ficar atentos ao modo de vida que estão fornecendo aos filhos. Embora seja difícil incentivar as brincadeiras ao ar livre como antigamente, a rotina ideal para as crianças deve ser dinâmica e conter um número variado de distrações.

Isso não significa encher as horas livres dos pequenos com cursos, compromissos e escolinhas de atividades. As crianças também precisam de descanso!

Quais condições podem afetar os adolescentes?

A adolescência é uma fase muito complicada. As mais variadas transformações acontecem durante a mesma: físicas, sociais, emocionais e psicológicas. É normal os adolescentes experimentarem oscilações de humor abruptas e agirem com imprevisibilidade durante essa fase.

O isolamento e afastamento dos pais é igualmente esperado. Poucos são os adolescentes que não estabelecem barreiras invisíveis entre eles e os adultos de sua vida. Apesar de ser uma atitude comum, desperta a preocupação dos pais, que não conseguem se conectar com os filhos dessa faixa etária da mesma forma. Como saber se estão bem de verdade?

Os pais precisam prestar minuciosa atenção ao comportamento dos filhos adolescentes. Alguns sinais que podem indicar que eles precisam de ajuda psicológica são:

  • Envolvimento constante com brigas na escola e bullying;
  • Falta de vontade de ir à escola;
  • Indiferença diante de novidades e experiências novas;
  • Apatia;
  • Notas baixas e problemas de comportamento em sala de aula;
  • Abuso de álcool e/ou de substâncias;
  • Baixa autoestima;
  • Vontade de fugir de casa;
  • Mencionar o desejo de “desaparecer” constantemente;
  • Agressividade;
  • Comportamento inconsequente;
  • Modificação dos hábitos alimentares, resultando em ganho ou perda de peso;
  • Dificuldade de concentração na escola ou em atividades em casa;
  • Inquietação;
  • Ansiedade;
  • Inexplicáveis dores no corpo; e
  • Pensamentos sobre suicídio, os quais podem ser expressos em conversas súbitas e “piadas” sobre o assunto. 

Esses sinais podem denunciar a existência de uma depressão, síndrome do pânico, distúrbio alimentar, entre outras condições.

Qual é o melhor momento para levar os filhos na terapia?

É provável que os filhos não sejam capazes de contar os detalhes (ou detalhe nenhum) das suas aflições aos pais ou tutores devido à sobrecarga de emoções. Por isso, a terapia se faz necessária.

É preciso saber que buscar ajuda profissional para os pequenos não significa receber um atestado de “pai incompetente”, como pensam alguns. É, de fato, uma demonstração de preocupação com a saúde mental e o desenvolvimento do filho. O psicólogo pode ajudá-lo a digerir sentimentos e descobrir o problema através de técnicas próprias da psicoterapia.

Embora a maioria dos pais tenha o desejo de compartilhar apenas as suas forças e virtudes para os filhos, todos sabemos que são apenas humanos. Possuem as suas próprias questões emocionais, traumas de infância, receios e, sobretudo, inexperiências. Como podem ajudar os filhos quando os seus próprios problemas psicológicos o impedem de fazê-lo?

Portanto, não hesite em buscar ajuda para os filhos por razões como “vão pensar que sou um pai/uma mãe ruim”. Se você busca um especialista para tratar enfermidades físicas, faz sentido fazer o mesmo para as emocionais.

Crianças

Ao serem notados comportamentos atípicos pelos pais ou professores, já é possível levar os filhos pequenos à terapia. Esses devem ser manifestados com frequência para serem considerados preocupantes. Por exemplo, os acessos de raiva devem ocorrer mais de uma vez por semana e persistir por meses. Em casos mais graves, podem ocorrer todos os dias.

A idade apropriada para as crianças iniciarem a terapia é a partir dos três anos. Geralmente, os pais ou responsáveis pelos pequenos precisam participar ativamente do acompanhamento psicológico. Então, tenha em mente que você também precisará se dedicar à terapia quando necessário.

Adolescentes

Alguns comportamentos podem parecer estar conectados a distúrbios psicológicos, mas são apenas “efeitos colaterais” da puberdade. A sugestão de fazer terapia, nesse caso, pode ser interpretada como uma afronta pelo adolescente. Logo, os pais precisam desenvolver jogo de cintura para conquistar os filhos adolescentes.

Caso o adolescente demonstre sinais graves, como depressão acentuada, os pais podem precisar levá-lo contra a sua vontade. As primeiras sessões podem ser complicadas e repletas de silêncio, mas, com o tempo, a intimidade entre o profissional e o adolescente cresce. Se esse laço não for estabelecido, busque outro psicólogo.

Como é a consulta com o psicólogo?

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A primeira consulta com o psicólogo é feita em conjunto com os pais ou responsáveis. No caso dos adolescentes, os pais podem ser requisitados a comparecer em outro horário para falar sobre as suas preocupações com o filho e evitar desconforto de ambas as partes.

O psicólogo vai fazer algumas perguntas, como a razão para procurar a terapia e possíveis objetivos traçados pelos pais para os filhos, e explicar a sua abordagem. Ele deixará claro como o seu método de trabalho poderá ajudar a criança ou o adolescente, mas pode não mencionar possíveis resultados. Afinal, cada indivíduo é único e uma observação mais apurada do comportamento do paciente será necessária para se ter uma noção do resultado.

As visitas seguintes podem ser compostas por:

  • Conversas: uma vantagem da psicoterapia é a possibilidade de conversar sem inibições. A criança e o adolescente sentem-se seguros para expressar o que desejam ao psicólogo. A escuta proporcionada pelo profissional é igualmente benéfica, pois os pequenos se sentem valorizados e compreendidos.
  • Atividades: psicólogos usam atividades para ensinar sobre sentimentos. No caso das crianças, especialmente, a abordagem utilizada é a ludoterapia. Através das brincadeiras, os psicólogos analisam o comportamento da criança e, ainda, os ensinam lições de maneira silenciosa, usando uma linguagem que ela pode compreender.
  •  Ensinamentos de técnicas: na terapia, aprende-se mecanismos para lidar com as emoções e os acontecimentos da vida. O psicólogo pode ensinar o seu filho a respirar profundamente para encontrar a tranquilidade, ou a aplicar técnicas simples de atenção plena no dia a dia. Ele também pode passar deveres de casa, como escrever os sentimentos percebidos em uma semana ou situações que elevam o estresse.
  • Solucionar problemas: após a identificação dos incômodos emocionais, o psicólogo ensina as crianças e os adolescentes a solucionarem os seus problemas conforme as suas capacidades. Como os mais velhos tendem a conversar mais, o psicólogo faz questionamentos para ajudá-los a raciocinar a situação desagradável em casa, na escola ou no círculo social. Em seguida, requisitar que reflitam sobre possíveis soluções.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana Brotto

CRP 106524/06. CEO do consultório Psicologo Com.Br. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.

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