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Sensação de vazio: por que a sentimos e como combatê-la

Sensação de vazio: por que a sentimos e como combatê-la

A sensação de vazio é incômoda, porém muito comum. Muitos já sentiram o estranho sentimento de vazio interior em algum momento da vida. Na verdade, é esperado que a maioria passe por essa experiência pelo menos uma vez.

Em épocas de transição, como da adolescência para a vida adulta, ou da vida adulta para a velhice, as pessoas se sentem perdidas diante do mundo de possibilidades recém aberto para elas. Da mesma forma, os períodos de mudança (de cidade, de país, de emprego, da família) causam uma sensação semelhante. Os propósitos se modificam com a nova realidade, podendo levar tempo para que elas os reencontrem. 

Consequentemente, acontece o abandono de si mesmo. A sobrecarga de sentimentos dá lugar a uma desagradável sensação de dormência. Os objetivos de vida, definidos anos atrás, deixam de fazer sentido. O que, de fato, você está procurando? O que, de fato, faz sentido nessa vida?

Psicólogos aconselham recorrer à ajuda profissional imediatamente nesses cenários. Combater o vazio existencial pode exigir que você trave batalhas emocionais árduas. Com o apoio de um psicólogo, esses confrontos serão mais suaves.

Causas da sensação de vazio

A sensação de vazio é descrita por especialistas como a consequência da falta de contato com fontes de prazer. Ela pode se originar quando você leva uma vida indesejada, como um trabalho que não combina com você, um relacionamento com um parceiro insensível, uma relação instável com familiares, uma personalidade que em nada representa o seu verdadeiro eu, entre outros.

Todos nós temos sonhos. Alguns recebem todo o apoio do universo para segui-los, por mais incerto que o futuro seja. Já outros não têm a mesma sorte. Eles são pressionados a percorrer um caminho que não desejam e, após anos de vivência nessa realidade, ficam doentes. Deixam de ver as pequenas alegrias presentes no cotidiano e sentem um certo prazer em se isolar, autocriticar e abraçar o vazio existencial.

Na tentativa de preenchê-lo, buscam formas nada saudáveis de sentir prazer. Festas intermináveis, vício em apostas, busca por conflitos com conhecidos ou não, e compulsão por comidas calóricas são alguns comportamentos desenvolvidos por essas pessoas.

Valor Consulta Psicóloga Cláudia






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Outra consequência da sensação de vazio é a desistência. Em virtude da incapacidade de encontrar um propósito ou de preencher o vazio com elementos externos, a depressão se instala e a pessoa deixa de querer tentar. Esse cenário é altamente prejudicial para a saúde mental.

A sensação de vazio é, na verdade, um aviso. Significa que você não está bem e precisa reavaliar a sua vida. Por mais desesperançosa que ela possa parecer, há sempre uma solução para os problemas. A existência humana é constituída de altos e baixos, por isso precisamos desenvolver as nossas competências emocionais para superar os momentos ruins.

Embora seja tentador (e mais fácil) abraçar a apatia e conviver com ela como se fosse uma parte de sua personalidade, o ideal é combater o vazio existencial. 

Como se livrar da sensação de vazio

Quando a sensação de vazio nos domina, não é fácil enxergarmos os muitos caminhos para sair dela dispostos à nossa frente. Pensando nisso, separamos cinco trajetos possíveis para ajudá-lo a responder a essa desagradável sensação e recuperar a felicidade cotidiana. 

1.     Reconheça o problema

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A solução de qualquer impasse começa com o seu reconhecimento. É através da admissão que temos um problema em nossas mãos que a nossa mente começa a trabalhar para resolvê-lo. Caso contrário, permanecemos em negação, fugindo da realidade por ser muito desfavorável. Podemos até enxergar o problema de longe, mas sermos incapazes de confrontá-lo.

Portanto, reflita sobre o buraco que se formou em seu peito. Esse vazio é uma reação à morte de alguém amado? A uma vivência diária maçante? A falta de perspectivas sobre o seu futuro? A conflitos internos incompreensíveis? A sensação de vazio pode aparecer por múltiplas razões, sendo que nem todas precisam ser trágicas.

Pense bem sobre os fatores que lhe causam sofrimento atualmente. Talvez você sinta que, devido ao seu modo de vida atual, você não chegará ao futuro idealizado por seu “eu” mais jovem. Talvez a exaustão de tentar consertar um relacionamento esteja pesando sobre os seus ombros.

2.     Elimine a culpa

A culpa é um sentimento que pode deixá-lo estagnado. Quando aparece antes ou após um arrependimento, tudo bem. O problema é quando alimentamos a culpa por razões pequenas como, por exemplo, sentir-se sem propósito mesmo tendo uma boa vida. 

A ausência de adversidades financeiras, físicas ou cognitivas pode fazer com que você se sinta culpado por ainda não estar feliz. Se não está sofrendo terrivelmente, por que se sente vazio e abandonado?

Apesar de esse questionamento ser válido, não é feito da maneira correta quando motivado pela culpa. Em vez de olhar para a sua vida com racionalidade e buscar os fatores que lhe desagradam, a culpa o estimula a afundar em tristeza e ressentimento por si mesmo.

Logo, espantar a culpa é essencial nesse processo. Nem todas as pessoas vivenciam a culpa quando se autoavaliam. No entanto, uma boa parcela da população o faz. Se você fizer parte desse grupo, ignore o desejo de culpar-se por não ser a pessoa mais feliz do mundo e foque na questão verdadeiramente importante: como se livrar da sensação de vazio?

3.     Preste a devida atenção a si mesmo

 

Você tem ouvido a si mesmo ultimamente? É muito provável que não esteja. Respeitar os seus sentimentos, limites pessoas e desejos é tão importante quanto encontrar uma fonte rentável de vida.

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Para encontrar a felicidade, você deve fazer escolhas. Por vezes, essas escolhas não agradarão os seus familiares, amigos ou parceiro. Mas, se realmente deseja algo, você precisa estar disposto a lidar com as consequências.

Se você tem vivido de maneira indesejada simplesmente porque é mais confortável ou para agradar terceiros, lembre-se que a única pessoa capaz de modificar a sua realidade é você. Seja lá qual for o seu objetivo de vida, você possui capacidade para conquistá-lo. Seguir esse caminho pode parecer complicado demais, mas se existe uma vontade quase insuportável dentro de você, é (muito) provável que exista a força interior para realizá-la.

Portanto, pare de pensar nos outros e nas suas obrigações para dar lugar ao autocuidado. Questione-se sobre os seus objetivos e metas, pergunte-se como pode alcançar a felicidade e imagine os cenários ideais, trace um plano para conquistar o que deseja e, sobretudo, confie em si mesmo.

Se a vontade de desistir soar como uma tentação durante a sua jornada, cesse os seus movimentos de mudança brevemente e descanse. Quando sentir-se melhor e mais confiante, siga em frente.

4.     Reencontre o gosto pela vida

Como mencionado, a vida é composta por períodos de felicidade e de tristeza. Você pode se sentir bem num dia e terrivelmente mal em outro. É impossível fugir dessa oscilação! A nossa reação inicial é culpar o mundo por essa inconstância, mas, na verdade, não é culpa de ninguém.

Para não se abalar com essas constantes modificações, você precisa se fortalecer emocionalmente e balancear maus momentos com bons. Deste modo, o gosto pela vida não é somente recuperado, mas reforçado. Veja abaixo algumas formas de fazer isso:

  • Sair com amigos, familiares ou sozinho frequentemente;
  • Viajar para destinos nunca visitados;
  • Explorar estabelecimentos locais e paisagens naturais próximas à sua cidade;
  • Iniciar um curso de curta duração ou uma especialização;
  • Aprender a tocar um instrumento que você acha bonito;
  • Praticar um esporte;
  • Viajar em família;
  • Ter uma noite romântica;
  • Ler um bom livro;
  • Riscar um item da sua lista de desejos;
  • Ter um animal de estimação;
  • Mudar de visual, de carreira, de guarda-roupa, de cidade, de país ou de vida;
  • Aprender uma nova habilidade; e
  • Adquirir autoconhecimento.

5.     Busque ajuda

A ajuda psicológica, vinda de um profissional da saúde mental, é capaz de ajudá-lo a reencontrar o desejo de viver e preencher o vazio da forma correta. Isto é, através da felicidade e do contentamento interno em vez de fatores externos, os quais não podemos controlar. Na terapia, você aprende que não é o outro ou o mundo que deve deixá-lo feliz ou fazê-lo se sentir completo, mas você mesmo.

Por mais importante que seja manter bons relacionamentos e fazer atividades prazerosas, ambos os aspectos não podem lhe conceder a felicidade plena. O único responsável pelo seu bem-estar é você mesmo! Os amigos e familiares elevam o humor, mas não curam feridas emocionais.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana Brotto

CRP 106524/06. CEO do consultório Psicologo Com.Br. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.

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