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8 transtornos psicológicos comuns em crianças

8 transtornos psicológicos comuns em crianças

As crianças também podem ser acometidas por transtornos psicológicos. Cuidar da saúde mental na infância é tão importante quanto cuidar dela em outras faixas etárias.

Condições psicológicas não tratadas podem impactar o desenvolvimento cognitivo da criança, causando outros problemas à medida que ela cresce. 

Como distúrbios psicológicos afetam a saúde mental das crianças

Perturbações na saúde mental das crianças são caracterizadas, no geral, como atrasos ou interrupções em seu processo de desenvolvimento de pensamentos, comportamentos e habilidades sociais.

Como ainda estão no processo de desenvolvimento, não conseguem controlar totalmente as suas funções cognitivas e administrar as suas emoções. Assim, sua experiência com sintomas de transtornos psicológicos é bem diferente da dos adultos.

As crianças apresentam intenso descontrole emocional e condutas rebeldes e impulsivas em casa, na escola e em situações sociais. Os sintomas também se modificam de acordo com a idade. Quando não tratados apropriadamente, eles se intensificam e prejudicam o aproveitamento da adolescência e da vida adulta.

Como ainda não conseguem interpretar muito bem os seus sentimentos, possuem dificuldade para se expressar. Logo, os pais possuem maior envolvimento no diagnóstico e no tratamento psicológico das crianças.

Adultos são mais resilientes, embora também apresentem reações diversas aos sintomas de patologias psicológicas. Ainda assim, adultos tem a capacidade de notar diferenças em seu comportamento e buscam tratamento psicológico mais facilmente.

O estigma a cerca da necessidade de tomar remédios ou de fazer terapia é um impedimento em ambos os casos. Principalmente na infância, os pais podem atribuir o estado da saúde mental dos filhos a uma falha deles, recusando-se a procurar ajuda profissional.

Os transtornos psicológicos mais comuns em crianças

Entre as condições psicológicas mais comuns entre as crianças, podemos destacar:

1.     Depressão

A depressão é um distúrbio do humor que afeta pessoas de todas as idades. Em crianças, ela se manifesta através da tristeza em excesso, isolamento social, medo de se separar dos pais e falta de energia e/ou interesse em brincar. Outros sintomas incluem falta de apetite, irritabilidade, sentimento de inferioridade em relação aos amiguinhos, e incontinência urinária.

2.     Ansiedade

Valor Consulta Psicóloga Veluma






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A ansiedade infantil interfere nas brincadeiras com colegas, rendimento escolar e convivência familiar. A criança passa a nutrir uma diversidade de medos e preocupações, podendo desenvolver fobias agudas. Crises de choro e acessos de birra acontecem com mais frequência.

A princípio, os pais podem encará-los como parte de um comportamento inadequado oriundo de uma fase. Com o tempo, no entanto, percebem que a conduta da criança não se modificou ou piorou.

A criança muito ansiosa pode ter os seguintes distúrbios ansiosos: transtorno obsessivo-compulsivo, ansiedade generalizada e fobia social.

3.     Transtorno disruptivo da desregulação do humor

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Crianças com esse transtorno passam rapidamente de um estado de humor para o outro. Elas ficam irritáveis por um longo período, demonstrando atitudes incontroláveis.

Ataques de raiva ou de choro são desencadeados por situações comuns, que não condizem com reações intensas. A raiva é o principal sintoma, mas a tristeza e o desinteresse generalizado também podem se manifestar.

De acordo com o DSM V, no passado era comum que crianças com essa condição fossem diagnosticadas com bipolaridade. Todavia, estudos indicaram que esse transtorno se desenvolve em momentos mais avançados da vida, como na adolescência e na vida adulta.

Então, os especialistas desenvolveram uma classificação mais adequada aos comportamentos e à faixa etária das crianças. Essa condição tem início normalmente entre os seis e dez anos.

4.     Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

O TDAH se caracteriza pela hiperatividade e falta de concentração. A criança age impulsivamente, não consegue esperar a sua vez, comete erros por falta de atenção e tem dificuldade para seguir instruções simples. Até a execução de tarefas do cotidiano fica comprometida por esse transtorno.

O TDAH pode ser identificado primeiramente por professores já que a escola é um ambiente que a criança passa muito tempo e exercita suas funções cognitivas. Lá, ela também possui oportunidades variadas de socialização que podem revelar os sintomas dessa condição.

5.     Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Identificado quase sempre antes dos três anos de idade, o TEA é uma condição neurológica que interfere, sobretudo, na linguagem e nas aptidões sociais das crianças.

Uma criança autista utiliza a linguagem de maneira inesperada ou não a usa de modo algum. Ela tem interesses específicos e cria regras rígidas de comportamento, as quais precisam ser seguidas em sua rotina. Os graus de TEA variam amplamente de indivíduo para indivíduo. 

6.     Estresse Pós-Traumático

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Todas as crianças podem passar por experiências extremamente estressantes. Para elas, não é preciso muito para que um acontecimento impacte a sua saúde mental. Observar algo ruim acontecer com outra pessoa, sendo próxima ou não, também pode assombrá-las por muito tempo.

Como as crianças demoram mais para se recuperarem de eventos traumáticos, são um grupo bastante suscetível a desenvolver o Estresse Pós-Traumático. Crises de ansiedade, pesadelos, ausência de sentimentos positivos, sensação de desesperança, paranoia e necessidade de evitar lugares que remetem ao trauma compõem os sintomas.

Eventos que podem dar origem a essa condição são:

  • Morte de um parente;
  • Separação dos pais;
  • Mudança repentina de moradia ou de escola;
  • Bullying;
  • Doença ou ferimento;
  • Abuso;
  • Negligência parental; e
  • Atos violentos.

7.     Transtorno Desafiador Opositivo

O transtorno desafiador opositivo consiste na reincidência de um padrão comportamental negativo. A criança desobedece e desafia os pais ou figuras de autoridade, como professores e familiares mais velhos. Ela é teimosa e irritadiça, além de violar regras e ser maldosa com os outros de propósito.

Discutir, brigar e importunar quem estiver ao redor são atitudes da criança com esse transtorno psicológico. Ele pode se estender até o início da adolescência e interferir na vida social e acadêmica do indivíduo que o tem. Em casos graves, o adolescente comete atos criminosos.

Pais podem confundir essa condição com uma fase do crescimento ou com a personalidade dos filhos. Dessa forma, não procuram ajuda profissional para fazer um diagnóstico formal de imediato.

8.     Síndrome de Tourette

Este distúrbio neuropsiquiátrico é caracterizado por tiques múltiplos e incontroláveis. Eles se instalam na infância, podendo acompanhar o indivíduo por grande parte de sua vida. 

Os tiques ocorrem de modo frequente e com intensidade variada. Eles podem estar associados a outras condições, como transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e hiperatividade, ou serem resultado de fatores hereditários.

Os tiques mais comuns são:

  • Franzir a testa;
  • Piscar constantemente;
  • Fazer caretas;
  • Falar uma frase específica diversas vezes;
  • Repetir ou gritar palavras ofensivas;
  • Fazer gestos obscenos;
  • Repetir uma palavra ou frase dita por outra pessoa;
  • Fungar;
  • Limpar a garganta;
  • Repetir um determinado som; e
  • Tossir.

Familiares e amigos precisam compreender que, para quem tem Tourette, é quase impossível resistir a vontade de manifestar um tique. Assim, não devem debochar da criança ou incentivá-la a reproduzi-los. Atitudes como essas lhe causam muita ansiedade e estresse.

O que fazer em caso de suspeita

Como Escolher meu Psicólogo?

Confira no nosso guia completo sobre psicólogo e psicoterapia. Nele você encontrará dicas do que considerar na escolha do seu psicólogo.

COMO ESCOLHER MEU PSICÓLOGO

Pais que suspeitam que os filhos tenham sintomas de algum distúrbio psicológico devem procurar o psicólogo de imediato. O tratamento tende a ser menos penoso para os pacientes quando o diagnóstico precoce é feito. Se a criança já tiver um pediatra, os pais podem pedir recomendação de psicólogo a ele.

Para anular a possibilidade de doenças físicas, uma visita ao médico é igualmente necessária. Crianças costumam reclamar mais de dores no corpo e desconfortos físicos que incômodos emocionais. Por isso, vale consultar um especialista para averiguar o seu estado de saúde.

A avaliação psicológica da criança pode requerer o compartilhamento das seguintes informações: histórico de saúde individual e familiar, histórico de trauma emocional, histórico acadêmico, observações sobre o desenvolvimento da criança e entrevista com os pais.

O diagnóstico pode levar tempo devido à imprevisibilidade característica das crianças. A dificuldade de compreender emoções também pode tornar a avaliação da sua saúde mental mais demorada. Por fim, a palavra final do psicólogo pode se modificar a medida que novas observações são feitas.

Assim como é feito com adultos, o tratamento de crianças envolve psicoterapia e, caso haja necessidade, ingestão de remédios psiquiátricos. Com os pequenos, as consultas são feitas com o auxílio de atividades lúdicas. Os pais, cuidadores e familiares devem, acima de tudo, ser empáticos diante das condutas inesperadas da criança.

A todo instante deve ser lembrado que nem ela possui total entendimento do que está acontecendo. Para não agravar sem querer a condição mental de crianças com transtornos psicológicos, é preciso tratá-las com paciência.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana Brotto

CRP 106524/06. CEO do consultório Psicologo Com.Br. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.

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