Fases do luto e como superá-lo

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Fases

Entenda como as fases do luto devem ser respeitadas.

A morte ainda é um grande tabu para a humanidade. Cada cultura lida de forma diferente com ela. Atualmente, a morte é um tema que envolve muita discussão, na medicina, nos códigos sociais e principalmente na religião. Como parte de um importante tabu, as sociedades criam mecanismos próprios para a sua abordagem. Para a psicologia freudiana, as fases do luto devem gerar um complexo de reações psicológicas, às vezes conscientes, de experiências pessoais.

Mas para a psicologia em geral, entende-se que estas fases do luto podem ser consideradas como “naturais” de um indivíduo. Isso por que a sua superação envolve não apenas a eliminação da dor, mas o aprendizado para a própria vida. Uma verdadeira adaptação às novas circunstâncias da vida.

O significado da morte

Para Jung, “a felicidade perderia seu significado se não fosse equilibrada pela tristeza”. Ela foi muito representada sob diversos aspectos: artísticos, religiosos, culturais, ritos de passagem, esotéricos, psicológicos etc.

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Muitas vezes ligada aos aspectos mais terríveis da vida humana, ela sempre estará presente no mais profundo subconsciente do ser humano. E sobre ela recaem todas as formas de más interpretações possíveis. Aquilo que não é aceito, que se desconhece, geralmente se dá o valor negativo, ou o contrário da vida.

Essa visão binária é a responsável pela dor e sofrimento, pois infelizmente tende-se a não aceitá-la sob a sua natureza.

Assim como a eterna ciranda da natureza, de criação e destruição, a morte é algo que estará presente na existência, enquanto existir esse ciclo. Por isso que a fantasiosa ideia de imortalidade é, consequentemente, uma ilusão criada e projetada pelas culturas humanas.

Como lidar com as fases do luto

As nossas vidas estão intrinsecamente ligadas aos simbolismos da morte e da vida. Estes são um dos maiores tabus da vida humana, sendo superados apenas pela sexualidade. Como aprendemos a lidar com as fases do luto da forma em que não soframos e possamos até ser construtivos?

Todo luto é algo que existe quase que inteiramente em todas as culturas humanas. As fases do luto, como especificado pelos psicólogos, deve ser respeitado.

Ele (o luto) não deve ser encarado como um tipo de problema, que possa ser solucionado. Encarar o luto desta forma, significa não reconhecer que na sua natureza existe um verdadeiro processo a ser cumprido, no consciente e no inconsciente do indivíduo.

Como funciona esse processo?

O luto geralmente se relaciona à morte de alguém querido ou conhecido. Para os médicos, a morte é tratada de forma a atestar o óbito de alguém, com uma declaração oficial do término de vida de um indivíduo.

O luto é um processo bem mais amplo, pois, como um conjunto de reações a uma perda significativa, ele pode ter diferentes formas de expressão, como por exemplo, a utilização de determinadas cores, lembranças simbólicas da perda através de rituais etc.

O luto está associado ao sentimento de tristeza e dor. No entanto, com o passar do tempo, este processo evolui, tornando-se mais ameno em relação aos sentimentos de pesar. As durações das fases do luto variam tanto de pessoa para pessoa quanto de grupo para grupo.

Quando surge o caso de uma pessoa que não consegue lidar de forma adequada com as fases, o luto poderá ser considerado como do tipo patológico, sendo, portanto, recomendado apoio terapêutico.

Para a psicologia, há níveis que ajudam a medir o tipo de luto que pode ser medido por fatores emocionais, fisiológicos, sociais e religiosos.

Geralmente o luto é dividido em 5 fases principais, seguindo a ordem:

  • Negação;
  • Raiva;
  • Negociação;
  • Depressão;
  • Aceitação.

Há diversas formas de lidar e superar o luto, e o psicólogo poderá indicar qual é o melhor meio para isso. De uma perspectiva mais “positiva”, é muito comum orientar a pessoa de que a perda de alguém querido é também uma forma de nos adequar às novas circunstâncias da vida, em posições diferentes. E assim, deste modo, traçar caminhos mais amplos que antes não eram percebidos.

Por outro lado, encarar o assunto da morte de forma clara e transparente, ajuda no processo de visualizá-la como uma experiência menos impactante. Uma das fases mais angustiosas é o da depressão, que pode durar mais tempo do que as demais.

É quando a “ficha” caiu, e neste sentido, é importante que familiares e amigos estejam sempre por perto.

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Autora: Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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