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O que um psicólogo faz

Tudo sobre psicologia e psicólogos

Saiba tudo sobre Psicólogo e Psicologia

Embora a psicologia seja uma área que vem se desenvolvendo e crescendo a cada dia, muitas pessoas ainda possuem dúvidas em torno de qual é, de fato, o trabalho de um psicólogo e como esse profissional pode realmente ajudar quem o procura.

Atualmente a busca por terapias individuais, terapia de casal, familiares e infantis vêm aumentando, seja porque o próprio paciente entende que um psicólogo pode ajudá-lo ou mesmo por encaminhamento de profissionais de outras áreas da saúde.

  1. O que faz um psicólogo?
  2. Principais abordagens terapêuticas
  3. Como encontrar um psicólogo e como saber se aquele será o profissional certo para o seu caso
  4. Como escolher um psicólogo?
  5. O decorrer do processo terapêutico
  6. Sigilo e Confiança no Psicólogo
  7. Psicoterapia e Medicação
  8. Avaliando a eficácia do processo terapêutico e seguindo rumo ao seu encerramento

Antes de mais nada, é muito importante que o leitor entenda que o psicólogo enxerga cada paciente como um ser único: com seus contextos, complexidades, questões e histórico de vida, e que cada tipo de terapia desenvolvida exige do profissional um tipo de caminho a seguir.

Isso acontece principalmente porque cada pessoa tem o seu tempo, a sua maneira de enxergar e interpretar as situações vividas, seja pessoalmente ou profissionalmente, e as suas próprias maneiras de enxergar as barreiras emocionais e comportamentais, que precisam ser quebradas com as suas próprias ferramentas – e o papel dos psicólogos é ajudar esse indivíduo a saber, exatamente, quais são essas ferramentas.

O texto a seguir foi elaborado cautelosamente com o intuito de desmistificar os tabus sobre a psicologia e também esclarecer dúvidas comuns, de pessoas que já estão em processo terapêutico ou que estão tomando a decisão de iniciá-lo.

Quaisquer que sejam as suas dúvidas sobre a psicologia e o psicólogo, este texto irá ajudá-lo (a).

1. O que faz um psicólogo?

Além de estudar todos os fenômenos psíquicos e comportamentais que uma pessoa pode ter ou desenvolver, o psicólogo também analisa as relações sociais (pessoais e profissionais), contextos familiares e pode, eventualmente, também trabalhar com transtornos e questões que ainda não haviam sido diagnosticados por outros profissionais.

Em um primeiro momento, o psicólogo precisa entender o que trouxe o paciente ao consultório. Quais são as suas aflições, as suas angústias e dúvidas e porque foi tomada a decisão de buscar o auxílio terapêutico

Algumas perguntas, muitas vezes delicadas, precisam ser feitas nesse primeiro momento, para que o psicólogo possa entender todos os pontos da vida do paciente, e, assim, dar início a um processo concreto e eficaz.

Valor Consulta Psicóloga Suzane






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O papel principal do psicólogo é desatar os nós e as dúvidas que estão envolvendo a vida do paciente nesse momento.

Todos esses pontos somente poderão ser trabalhados através de muitas reflexões, questionamentos e, às vezes, até mesmo algumas atividades comportamentais que podem ser solicitadas pelo profissional ao longo do dia-a-dia do paciente.

É muito importante lembrar-se que o psicólogo é um profissional sério e capacitado para desenvolver esse trabalho, e somente através de muito estudo somado às suas experiências é que um psicólogo pode realmente contribuir com o desenvolvimento de seu paciente.

Por isso, a escolha do profissional certo é fundamental – e falaremos mais sobre isso adiante.

2. Principais abordagens terapêuticas

As dúvidas mais comuns da maioria das pessoas que buscam por consultórios de psicologia são: qual a abordagem adotada pelo profissional? Todos os psicólogos atendem seguindo a mesma linha/abordagem? Todos os atendimentos são iguais?

E a resposta para todas essas perguntas é somente uma: apesar dos psicólogos, muitas vezes, terem especializações em uma ou mais abordagens da psicologia, a linha de trabalho vai depender única e exclusivamente da proposta que o paciente trouxer à sessão.

Essa proposta, muitas vezes sentida através das entrelinhas, diz muito sobre como o paciente se sente mais confortável. Por exemplo, algumas pessoas têm preferência por abordagens mais diretivas, enquanto outras pessoas preferem que o profissional seja mais cauteloso e sutil nos pontos levantados.

No geral, as abordagens mais comuns buscadas em consultórios de psicologia são Terapia Comportamental, Terapia Cognitivo Comportamental (também conhecida como TCC), Psicanálise e Gestalt-Terapia, embora, claro, existem inúmeros outros tipos de abordagens adotados pelos mais diversos profissionais da área.

Por essa razão, o psicólogo, ao se formar na faculdade, é ensinado, de maneira geral, sobre todas as abordagens que regem a psicologia. Isso significa que cada paciente pode se identificar melhor com um tipo de abordagem do que com outra.

Por isso, na hora de buscar um profissional, uma conversa transparente e sincera antes de dar início à primeira sessão é sempre recomendada: assim, o paciente pode sanar todas as suas dúvidas e definir se de fato sente que aquele profissional pode ajudá-lo. A confiança e a empatia entre profissional e paciente são peças chaves para um tratamento eficaz.

3. Como encontrar um psicólogo e como saber se aquele será o profissional certo para o seu caso

Nos dias de hoje, encontrar um bom profissional não é tarefa difícil. Isso porque hoje contamos com acesso à internet e até mesmo acesso às redes sociais, onde muitos profissionais compartilham suas experiências e currículos.

Uma boa e aprofundada pesquisa pode ajudar você a encontrar o profissional certo para o que você busca. E é importante lembrar que, mesmo após após agendar a primeira consulta, se você não se identificar com aquele profissional, você tem a total e completamente liberdade de conhecer outro ou outros.

O fato de você não sentir empatia ou confiança em um determinado profissional não significa que ele não seja um bom psicólogo – pode significar apenas que ele não atendeu as suas expectativas nesse primeiro momento.

Lembre-se: você pode (e deve) ser exigente na busca pelo psicólogo ideal. Esse é o profissional que irá ajudar você a enfrentar todas as suas angústias e a passar por fases delicadas, então, você precisa de uma pessoa competente para isso.

O primeiro passo na busca pelo psicólogo ideal é você entender o que você está buscando. A partir disso você começa a sua busca através de sites de psicologia que mostrem os perfis e especialidades de cada profissional, e observe se o que está escrito no perfil do psicólogo condiz com o que você está buscando.

Se mesmo após as suas pesquisas aprofundadas você ainda tiver dúvidas, você pode solicitar ao profissional uma conversa por telefone, para que você possa sanar outras possíveis dúvidas até tomar a decisão de agendar a sua primeira consulta. Ao entender que aquele profissional irá ajudar você, o próximo passo é agendar a primeira sessão para conhecer esse psicólogo e dar início ao seu processo terapêutico.

4. Como escolher um psicólogo?

4.1 Dicas rápidas de como escolher o psicólogo

Todos nós passamos por momentos na vida em que a carga parece ser muito pesada. E porque não buscar a ajuda de um profissional para nos ajudar a administrar nossos sentimentos e nossas emoções?!

Problemas conjugais e de relacionamento, desentendimentos com a família, problemas com os direcionamentos que a carreira está tomando, ansiedade, depressão e relacionamento interpessoal são algumas destas situações.

Para nos auxiliar em todos esses casos e em muitos outros que envolvem nossa bem-estar emocional, o melhor caminho é a buscar pelo auxílio de um psicólogo, que é o profissional capacitado para nos conduzir à uma vida emocional mais equilibrada.

4.2 Como saber se necessito de terapia?

Se você tiver alguns dos sintomas a seguir, é aconselhável procurar a ajuda de psicólogo:

  • Sensação de tristeza e desamparo por ver que não consegue resolver os seus problemas mesmo com a ajuda dos parentes e amigos;
  • Dificuldade em realizar as tarefas diárias;
  • Falta de concentração no trabalho;
  • Desempenho ruim, prejudicando o seu rendimento;
  • Vive excessivamente preocupado, com pensamentos negativos e recorrentes;
  • Está consumindo excessivamente álcool e/ou outras drogas;
  • Períodos de agressividade;
  • Medos exagerados;
  • Ataques de pânico;

4.3 Qual o papel do psicólogo e da terapia?

Psicólogos são profissionais altamente capacitados nas áreas do comportamento humano, avaliação da saúde mental, diagnóstico e tratamento de alterações comportamentais. Os psicólogos, através da terapia, trabalham a mudança de emoções e atitudes dos pacientes para levá-los a padrões de vida mais saudáveis.

Métodos certificados auxiliam as pessoas na mudança de atitude, emoções e pensamento. A psicoterapia é um trabalho conjunto entre paciente e psicólogo, em que é construído um ambiente de liberdade, confiança, confidencialidade e apoio, para que preocupações e sentimentos sejam expostos livremente.

Por isso, a escolha do psicólogo é algo tão importante: além de escolher alguém capacitado, deve haver sintonia e confiança entre o profissional e o paciente, para que haja um bom relacionamento e a pessoa que enfrenta o tratamento possa se sentir mais confortável.

4.4 Questões que podem ajudar na escolha de um psicólogo

Na conversa de introdução, o paciente pode levantar as seguintes questões para avaliar o psicólogo:

  • Há quantos anos exerce a profissão;
  • Se já trabalhou especificamente com o problema que você está sentindo;
  • Qual a área de especialização;
  • Que tipo de tratamento utiliza e qual a eficácia;
  • Valores e tempo de consultas;

4.5 Como dever ser a capacitação do psicólogo?

Além da graduação na faculdade de psicologia, o psicólogo normalmente passa mais alguns anos entre treinamento, pesquisa, especialização e pós-graduação. Tudo isso para estar devidamente capacitado e apto para exercer a profissão. Para adquirir conhecimento prático, o psicólogo passa por um período de estágio clínico em hospitais ou clínicas especializadas para, somente depois disto, atuar de forma particular.

A busca por saúde mental, emocional e física passa pelo auxílio psicológico. A psicoterapia atua de modo eficaz na redução da depressão, estresse, ansiedade e outros sintomas relacionados à saúde mental.

5. O decorrer do processo terapêutico

Outra grande dúvida de muitos pacientes é como se dá o decorrer do processo terapêutico. Afinal, as primeiras sessões são utilizadas para que ambos, psicólogo e paciente, possam se conhecer e fundamentalmente para que o psicólogo possa ter acesso a todas as informações necessárias para ajudar o paciente. Mas, e o decorrer? Como acontecem as próximas sessões? E quando elas terminam?

O fato é que ninguém gosta de iniciar algo sem saber, em média, um prazo para terminar. Isso porque estamos falando de um investimento tanto de tempo quanto financeiro.

De tempo porque o recomendado para um processo terapêutico produtivo e eficaz é que as sessões aconteçam semanalmente (uma vez por semana) e financeiro porque esse processo tem um custo. Veja o valor das consultas com psicólogo.

Ainda não é possível ter uma média de quanto tempo durará um processo terapêutico porque essa informação sempre dependerá de qual a demanda do paciente e do quanto esse paciente está conectado ao seu processo terapêutico.

O trabalho não acontece somente com os esforços, estudos e experiências do profissional, mas exige também o esforço do paciente para que esse tratamento tenha bons resultados.

Também é bastante comum que um paciente chegue ao consultório com uma demanda e, ao longo de suas sessões, outras questões apareçam. Assim, a quantidade de sessões torna-se um número ainda incompreendido num primeiro momento. De qualquer modo, após a primeira consulta com o psicólogo, já é possível que o profissional tenha uma expectativa de tempo de tratamento.

6. Sigilo e Confiança no Psicólogo

Quem nunca se consultou com um psicólogo, e está pensando em começar uma terapia, pode ter várias dúvidas sobre o funcionamento das sessões. Uma bem comum é em relação ao sigilo: “será que tudo que eu contar vai ficar em segredo?”. E a resposta para esse questionamento é: sim, tudo fica apenas entre o paciente e o psicólogo, conforme o código de conduta da profissão.

Quando os estudantes terminam a graduação em psicologia e passam pela formatura, fazem um juramento acerca do sigilo de todos os casos que passarão no futuro. Faz parte do código deontológico e ético dos psicólogos a questão do sigilo e, por isso, o terapeuta nunca abrirá nenhuma informação relativa aos seus pacientes, nem mesmo o nome deles.

Em determinadas situações, quando o psicólogo percebe durante a terapia que o paciente precisa iniciar um tratamento com um psiquiatra, ele pode precisar falar sobre o determinado paciente com o médico. Mas atenção, isso só será feito caso o paciente dê autorização para conversa e permita que o psicólogo encaminhe o caso, passando um contexto da situação para o psiquiatra.

Outro momento que o psicólogo pode ter que falar alguma coisa sobre seus pacientes é durante a supervisão técnica obrigatória. Nesse caso, ele pode ter que comunicar alguns acontecidos, histórias citadas ou percepções para o supervisor, que geralmente também é um psicólogo e, justamente por isso, trabalha em sigilo.

Confiança: fundamental para a terapia

A terapia é o momento em que o paciente precisa estar se sentindo totalmente seguro e confortável para falar sobre todos os seus problemas, dilemas, tristezas e alegrias abertamente, sem medo de julgamentos ou futuras fofocas sobre seus assuntos. As consultas de terapia costumam durar cerca de uma hora, e o paciente deve manter a sua concentração em falar tudo que sente, com muita honestidade.

É sempre o paciente que vai decidir o que contar e quando contar. Nenhum psicólogo vai obrigar alguém a contar sobre algo que não se sinta confortável, ou ainda não esteja pronto pra partilhar. O relacionamento e a confiança entre psicólogo e paciente vai se desenvolvendo em cada consulta e, com o passar do tempo, a intimidade vai tirando o lugar da vergonha ou timidez.

Todos nós possuímos dúvidas, ideias, lembranças e sentimentos e nem sempre temos pessoas no nosso convívio com disponibilidade para ouvir sobre eles. Manter todos esses pensamentos em segredo gera uma angústia, por isso que precisamos de um lugar de confiança para falar sobre eles. E claro, o psicólogo é o profissional mais adequado para isso, pois sabe ouvir e aconselhar da maneira correta.

É função do psicólogo ajudar o paciente a resolver os seus problemas. Mas isso não é feito com respostas simples ou receitas prontas. Cada pessoa é diferente, com passado, presente, futuro e realidades completamente distintas. O psicólogo fornece as técnicas de autoconhecimento necessárias para que cada um consiga enxergar a solução para si mesmo, esclarecendo as ideias e objetivos.

Confie! O sigilo faz parte da terapia.

7. Psicoterapia e Medicação

É comum que pacientes busquem o profissional da psicologia com o intuito de serem medicados. Num primeiro momento, no auge de suas angústias e aflições, alguns pacientes acreditam que tomar um remédio é mais prático e resolve o problema rapidamente.

De fato, alguns casos específicos precisam de medicação para conter picos de ansiedade e oscilações bruscas de humor, mas essa recomendação somente pode ser transmitida através de um médico, que é o profissional apto a receitar medicamentos.

O psicólogo não está apto a receitar nenhum tipo de remédio (nem mesmo as medicações consideradas mais leves) e é absolutamente contraindicado que o paciente se automedique.

Isso porque quaisquer remédios considerados psiquiátricos agem diretamente no sistema nervoso do indivíduo, facilmente causando efeitos colaterais indesejáveis e, por isso, esse tipo de medicação deve ser conduzido somente por profissionais capacitados que indicarão as dosagens e períodos adequados para cada pessoa.

Na maioria dos casos que são indicados medicamentos também é recomendado o acompanhamento terapêutico.

A medicação serve para controlar os sintomas mais fortes e o acompanhamento terapêutico é como uma manutenção emocional, que serve para que o paciente consiga ter seu fortalecimento emocional, proporcionando a capacidade desse indivíduo lidar sozinho com as suas questões, muitas vezes ajudando, inclusive, o paciente a não precisar mais da medicação.

Lembrando que isso sempre dependerá de cada caso e do avanço dos resultados da terapia somados à medicação correta.

8. Avaliando a eficácia do processo terapêutico e seguindo rumo ao seu encerramento

Avaliar a eficácia de um processo terapêutico é muito simples: se as suas expectativas foram ou estão sendo correspondidas, se aquela demanda inicial foi resolvida ou está caminhando para a sua resolução, se o psicólogo acolhe as eventuais questões que surgem ao longo do tratamento e permite que você saia das sessões reflexivo, porém se sentindo melhor, significa que o seu processo terapêutico está sendo eficaz.

É claro que algumas questões demoram um pouco mais para serem resolvidas, mas é fato que conseguimos perceber quando estamos nos sentindo melhor. É como uma gripe que apesar de os sintomas persistirem ao longo dos dias, eles começam a amenizar e logo você já se sente completamente curado.

Mas é importante lembrar que, assim como a gripe, se você não cuida da sua imunidade (e no caso da psicoterapia, se você não fortalece, todos os dias, o seu emocional) você tende a ter recaídas. Mas, assim como o médico indica os medicamentos necessários, o terapeuta dará as ferramentas emocionais necessárias para que você se previna de possíveis recaídas.

O encerramento do processo terapêutico acontece de forma natural e pode partir tanto do profissional quanto do próprio paciente. A terapia não é um contrato que obriga o paciente a permanecer independente de quaisquer circunstâncias – isso seria um trabalho sob pressão e não teria chances de funcionar. A terapia traz consigo a liberdade de escolha do paciente, inclusive a liberdade de decidir se quer ou não continuar com o tratamento.

Quando o processo flui naturalmente (sempre tendo como base a confiança e o sigilo), o psicólogo também reconhecerá quando não há mais necessidade de o paciente permanecer com as sessões, e assim é feito o encerramento, sempre com muita conversa e transparência.

Mas, é claro, as portas continuam abertas e a qualquer momento que o paciente sentir necessidade de uma nova sessão, ele pode – e deve – procurar seu terapeuta. Algumas questões simplesmente não são recomendadas que seguremos muito tempo até buscarmos ajuda – principalmente as questões emocionais.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Autora
Thaiana F. Brotto

CRP 106524/06

FORMAÇÃO

Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.