Espero que você goste desse artigo. Se você quiser, conheça os psicólogos que atendem em São Paulo presencialmente e também online por videochamada. Autor: Psicóloga Veluma Marzola - Psicólogo CRP 06/124019

A infância é uma fase marcada por novas descobertas, brincadeiras e agitação. Mas, às vezes, essa agitação toda pode indicar algo mais sério, como a hiperatividade.
Nesse sentido, é muito importante que os pais se atentem à mudança no comportamento dos filhos para que, em caso de alguma atitude incomum, busquem ajuda adequada para que não haja traumas maiores nas crianças.
Como pode ser um pouco confuso diferenciar hiperatividade de agitação, preparamos este conteúdo. Continue a leitura para entender como identificar e como lidar com isso.
Por que é comum confundir hiperatividade e agitação?
A agitação é uma característica inerente à infância. À medida que a criança vai aprendendo coisas novas, ela gosta de mostrar. Algumas conversam muito, outras gostam de ter atenção dos adultos de forma intensa. Enfim, é natural que essa fase seja mais inquieta mesmo.
Acontece que um dos sinais da hiperatividade é agitação e inquietação, então, por vezes, esses comportamentos podem ser confusos para os pais. Assim, o que parece ser somente uma agitação habitual, pode, na verdade, indicar algo a mais.
Mas, afinal, o que é hiperatividade?
A hiperatividade se trata de uma condição neurológica que pode atingir a aprendizagem, a interação social, a atenção e a percepção, tendo início na infância.
Essa condição pode aparecer de forma isolada ou como sintoma do Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
Alguns sinais podem indicar que a criança tem hiperatividade, como, por exemplo:
- Agitação e inquietação;
- Dificuldade na aprendizagem;
- Ansiedade, impulsividade e agressividade;
- Enjoa rápido das atividades;
- Se distrai com muita facilidade;
- Apresenta dificuldades para dormir.
As causas da hiperatividade ainda não são completamente conhecidas, o que se sabe é que estão ligadas a fatores genéticos e também ao ambiente de convivência.
Dessa forma, alguns fatores podem desencadear essa condição, como: crises familiares, parto prematuro ou complicações no parto, tabagismo durante a gravidez, gravidez complicada e alterações metabólicas ou hormonais.

Como diferenciar a hiperatividade da agitação comum?
Entenda como diferenciar a hiperatividade da agitação por meio das dicas abaixo:
Hiperatividade
- Tem dificuldade de concluir tarefas ou projetos;
- Distrai-se com coisas sem importância;
- Apresenta comportamento ansioso e dificuldades de concentração;
- Dificuldade com planejamento, disciplina e organização;
- Normalmente apresenta inteligência acima da média, mas não consegue bons resultados na escola ou no trabalho;
- É comum apresentar inquietude mental e corporal, como mexer pés, pernas e mãos;
- Dificuldade para dormir e, quando dorme, também apresenta dificuldade para acordar;
- Falta de tato com as palavras.
Agitação
- Quando se interessa por algo, demonstra uma certa atenção;
- Quando algo não motiva o suficiente, a criança se distrai com facilidade;
- Apresenta alegria e muito ânimo;
- Relaciona-se bem socialmente;
- Em casos de teimosia, não necessariamente é violento;
- Reage de forma intensa após descobrir ou explorar algum ambiente.
É importante destacar que sempre é aconselhável buscar ajuda especializada. Afinal, o diagnóstico é clínico e se dá por anamnese. Há também outros exames que podem confirmar a hiperatividade.
Geralmente, multiprofissionais então envolvidos nesse processo, como psicólogos, psiquiatras, neuropediatras e neurologistas. Psicopedagogos e neuropsicólogos podem ser importantes para reforçar o tratamento.
Quais são os riscos de não diagnosticar a hiperatividade precoce?
Quando o diagnóstico não é feito com antecedência, há impactos consideráveis na vida da criança. Conheça alguns:
- Impactos na memória e atenção: estudos neuropsicológicos identificaram prejuízos na atenção complexa e memória verbal, afetando o aprendizado e a retenção de informações no cotidiano.
- Desafios nos estudos: uma criança com hiperatividade não tratada lida com consequências sérias na aprendizagem, visto que a hiperatividade impacta no foco.
- Impactos na comunicação interpessoal: crianças hiperativas costumam falar de forma acelerada, o que pode gerar traumas no convívio com outras crianças.
- Dificuldade em estabelecer uma rotina: dificuldade para gerir tempo, lembrar de atividades ou compromissos simples são muito comuns na vida de quem lida com a hiperatividade, e, quando não tratado de forma adequada, isso acaba sendo naturalizado, o que pode gerar grandes impactos na vida adulta.
- Problemas de autoestima: a criança pode se sentir “atrasada” ou “incapaz” diante dos seus outros coleguinhas de sala de aula, o que pode gerar um ciclo de isolamento social.
Convém mencionar que o diagnóstico precoce de hiperatividade é de suma importância. Primeiro porque permite que práticas educacionais e terapêuticas sejam implementadas antecipadamente, possibilitando que a criança tenha uma melhor qualidade de vida.
Além disso, ele também contribui para uma redução considerável dos prejuízos na aprendizagem, nas relações sociais e no desempenho geral na vida da criança, tanto no âmbito escolar como doméstico.
Como as famílias podem lidar com a agitação da criança?
Como dito, a agitação é um comportamento comum da infância, momento em que a criança experimenta um mundo de novidades a cada dia, descobertas na escola e em casa… Então é comum que essas situações gerem muito ânimo e energia.
Nessa fase, é recomendado que os pais tenham mais paciência com os filhos, visto que os pequenos ainda não têm muita noção sobre limites ou o momento adequado para certos comportamentos.
Lembre-se que é uma fase de aprendizados, erros e acertos. A inquietação e a energia incontrolável acompanham a criança nesse momento, mas, como em toda fase, logo passa.
E como lidar com a hiperatividade?
Já no caso da hiperatividade, conheça algumas ações que podem ser executadas por pais e familiares a fim de ajudar uma criança hiperativa:
1. Desenvolver atividades que ajudem na ansiedade
Um dos comportamentos mais presentes em uma criança hiperativa é a ansiedade. Por isso, é importante que os pais pensem em atividades que ajudem-na a descarregar toda essa energia ansiosa.
Ter um bichinho de estimação é um ótimo caminho para acalmá-la e diminuir a ansiedade, além de estimular o cuidado com um ser vivo.
2. Incentive a prática da leitura
Crianças com hiperatividade também enfrentam problemas de foco e atenção. A leitura, então, pode ser uma ótima forma de estimular a concentração do pequeno.
Uma ótima dica é investir em livros que tem ilustrações para estimular a criatividade.
3. Desenvolva uma rotina organizada
É muito importante que os pais de uma criança hiperativa se preocupem em manter uma rotina estruturada para ser seguida pela criança. Estimular a organização desde cedo ajuda a amparar melhor a vida social.
Assim, estabelecer horários para refeições, estudos, atividades recreativas e descanso oferece mais tranquilidade e ordem no dia a dia.
4. Invente brincadeiras envolventes
Uma boa dica para manter uma criança entretida é desenvolver atividades que estimulem a atenção, criatividade e vontade de estar presente.
Aposte em brincadeiras em que a criança tenha contato com o mundo real e evite telas! Lugares ao ar livre que proporcionem o contato com a natureza oferecem tranquilidade.
5. Procure ajuda de um psicólogo
A psicoterapia é muito importante para que a criança aprenda a interagir socialmente, lide com suas dificuldades e as consequências que a hiperatividade pode acarretar.
Por isso, se identificar algum dos sinais listados acima, não demore a buscar ajuda. O diagnóstico precoce muda radicalmente a trajetória dessas vidas.
Procure os profissionais da Psicólogos para trabalhar a hiperatividade, o acolhimento e ajuda especializada são essenciais para lidar com essa condição.
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Autor: psicologa Psicóloga Veluma Marzola - CRP 06/124019Formação: A psicóloga Veluma é formada há mais de 10 anos e é especialista em Terapia Cognitivo Comportamental. Possui experiência em escuta e acolhimento em Terapia Individual e Terapia de Casal. Atende demandas como ansiedade generalizada, conflitos profissionais, amorosos e familiares, disfunção sexual...















