Meu companheiro é um agressor psicológico?

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Agressor Psicológico

Infelizmente muitas pessoas estão se relacionando com um agressor psicológico e não percebem. Leia esse artigo e aprenda a identificá-lo.

Infelizmente, relacionamentos abusivos são extremamente comuns. Muitas mulheres estão presas a situações muito destrutivas e que podem causar danos que vão de traumas graves, depressão e outros transtornos e até mesmo a morte. E os psicólogos alertam: essas vítimas podem estar convivendo com um agressor psicológico, que é mais difícil de identificar e causa tantos danos quanto a violência física.

Você está infeliz no casamento? Sente-se presa, está com autoestima baixa, isolada? Será que isso pode estar acontecendo por que o seu companheiro é um abusador psicológico? É muito importante identificar isso logo, pois o abuso psicológico pode se tornar violência física e ter consequências ainda mais graves.

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Leia o artigo e entenda os mecanismos deste tipo de abuso e aprenda a identificar um agressor psicológico.

Consequências do abuso psicológico

Os efeitos da agressão psicológica podem ser tão graves, e até mesmo mais do que a da física. E uma das questões mais preocupantes é que as vítimas de um agressor psicológico tendem a se culpar e a minimizar seu abuso.

Isso pode ser devastador pois a pessoa que torna o seu sofrimento como algo pequeno não apenas não procurará ajuda, como tende a agravar cada vez mais o seu sofrimento. E os efeitos podem ser devastadores, tanto a curto quanto a longo prazo.

Os efeitos a curto prazo são percebidos pela vítima com certa surpresa. Isso por que raramente o agressor psicológico não inicia um relacionamento praticando abuso, por isso os sinais são quase imperceptíveis. Ele espera criar vínculos fortes e conhecer bem seu par antes de começar a ter qualquer tipo de violência.

Ao ter laços fortes, os abusadores começam a minar a autoestima de sua parceira com microagressões e outras pequenas atitudes. E um belo dia, começam os gritos, deboches, ameaças… E nesse sentido, é muito comum que as vítimas reajam com surpresa… E apresentem esses comportamentos:

  • Surpresa e confusão;
  • Dúvidas de si mesmo. É comum a vítima questionar se isso realmente aconteceu ou foi impressão;
  • Ansiedade ou medo;
  • Hipervigilância;
  • Vergonha ou culpa;
  • Agressão como resposta ao abuso;
  • Excesso de passividade e/ou complacência;
  • Choro frequente;
  • Sentimentos de derrota, impotência e desamparo;
  • A vítima sente-se estar constantemente “pisando em ovos”;
  • Sentimentos de que está sendo manipulado, usado e controlado;
  • Sentimentos de que a sua presença é indesejada.

Quando a vítima não consegue se desembaraçar de um agressor psicológico no início do relacionamento, o abuso evoluirá causando efeitos devastadores. A longo prazo a vítima pode estar completamente destroçada.

Normalmente a vítima está com a autoestima tão destruída que ela se sente presa ao agressor psicológico, o que torna mais difícil deixar esta situação. O abuso emocional leva a vítima a acreditar nas coisas terríveis que o abusador diz sobre ela.

Por isso a coisa mais importante que se pode fazer por uma pessoa que vive essa situação é ajudá-la a entender que ela é vítima. Deve-se dar acolhimento e segurança para essa pessoa. Afirmações como “ela está com ele por que quer” etc., apenas contribuí para fortalecer o vínculo com o agressor psicológico, tornando-a ainda mais presa e vulnerável ao abuso.

Além do vínculo forte que prende a vítima ao abusador, os principais efeitos a longo prazo mais comuns são:

  • Depressão;
  • Isolamento;
  • Baixa autoestima;
  • Instabilidade emocional;
  • Distúrbios do sono;
  • Dor física sem causa aparente e surgimento de doenças psicossomáticas;
  • Pensamentos suicidas e até mesmo tentativas;
  • Dependência extrema do agressor;
  • Fracasso e vários aspectos da vida como, por exemplo, na carreira;
  • Incapacidade de confiar em outras pessoas;
  • A vítima sente-se presa e sozinha, e não vê esperança no futuro;
  • Abuso de substâncias como álcool e drogas.

Você já deve ter ouvido falar da Síndrome de Estocolmo, não é mesmo? Ela é muito conhecida por surgir em vítimas de sequestro, em que ela passa a idealizar, proteger e até mesmo amar que a sequestrou. Mas você sabia que as vítimas de relacionamento abusivo também sofrem tal síndrome?

Na Síndrome de Estocolmo, a vítima está tão aterrorizada que ela passa a se identificar excessivamente tornando-se ligada emocionalmente como tentativa de parar o abuso. A vítima irá até defender seu agressor psicológico e suas ações emocionalmente abusivas.

Portanto, ressaltamos, caso você esteja em um relacionamento assim, busque imediatamente ajuda. E caso você tenha conhecidos e entes queridos passando por tal situação, não culpe a vítima. Crie acolhimento e lhe dê segurança. Só assim você irá conseguir ajuda-la verdadeiramente.

Como identificar um agressor psicológico?

Os abusadores normalmente são pessoas que têm compulsão por controle. E a violência física e psicológica são as maneiras que eles encontram para conseguir seus objetivos. Normalmente são egocêntricos, impacientes, irracionais, insensíveis, implacáveis, e não têm empatia e são frequentemente ciumentos, desconfiados e até mesmo paranoicos.

Também é muito comum que o agressor psicológico afaste sua vítima de seus familiares e amigos a fim de ter controle absoluto sobre elas. Mudanças repentinas de humor são comuns. Gritos, ameaças e deboches são muito comuns e fáceis de identificar, mas há sinais mais difíceis. Confira alguns dos mais comuns.

Discordar frequentemente: é muito comum que agressor psicológico argumente contra qualquer coisa que a vítima disser. Basicamente, ele irá contrariar tudo a fim de minar qualquer conversa construtiva. Principalmente quando o assunto for o relacionamento e comportamentos dele. Com o tempo, a pessoa passa a não ter mais opinião e a dizer sim para tudo que lhe é dito.

Bloqueio e silenciamento: essa é outra tática usada para interromper a conversa. O agressor psicológico pode trocar de assunto, acusar a vítima e até mesmo distorcer o que é dito. Essa é uma maneira sutil de dizer um “cala a boca” para a pessoa.

Deboche, depreciação e desconto de frustrações: esse abuso verbal minimiza ou banaliza os sentimentos, pensamentos ou experiências da vítima. É uma maneira de dizer que seus sentimentos não importam ou estão errados. Há várias maneiras de fazer isso, as mais comuns são ridicularizar a pessoa, ou dizer que ele já passou por coisas piores, algo como “eu sofri mais que você, então para de frescura”.

Interromper o tempo todo: há inclusive um termo em inglês para essa prática, chamado de manterrupting. Basicamente, o agressor psicológico interrompe a vítima o tempo inteiro, não permitindo que ela conclua suas frases e argumentos. Isso não apenas impede que haja uma conversa construtiva como tem por objetivo destruir a autoestima e autoconfiança da vítima.

Negação: Um agressor psicológico pode negar e até mesmo distorcer promessas e acordos. E não apenas isso, eventos que realmente ocorreram podem ser completamente negados e distorcidos. “Não olhei para outra mulher, você é louca”, “Jamais disse isso, você está inventando”, “Eu grito com você por que você me perturba” e outras frases são comuns a vítima de abuso. Isso é um comportamento manipulador que faz com que a vítima gradualmente passe a duvidar de sua memória, percepções e experiências.

Esses são apenas alguns dos sinais de que o seu companheiro pode ser um agressor psicológico. Se você percebeu que ele apresenta pelo menos um dos sinais descritos nesse texto, fique muito atenta: você pode estar sendo vítima de um relacionamento abusivo.

É muito importante buscar ajuda de um psicólogo pois infelizmente, as pessoas podem não perceber a gravidade da situação e em alguns casos até mesmo piorá-la. Um relacionamento abuso é muito difícil de se desvencilhar e as vezes a própria vítima não percebe que está em um.

Procure ajuda de um psicólogo e grupos de apoio. Ser vítima desse tipo de violência não apenas destrói a pessoa completamente por dentro como pode te consequências graves que vão desde transtornos crônicos com até mesmo o óbito. A tendência é que a violência aumente a cada dia.

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Autora: Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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