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O vício/adicção é uma doença primária?

O vício/adicção é uma doença primária?

A adicção possui muitas causas  e atualmente, tem sido considerada uma doença primária também. Entretanto, esse debate permanece em aberto. Saiba tudo aqui.

A adicção, ou vício, é mais que um distúrbio comportamental. Se por um lado, pode ser considerada como uma doença primária, por outro, os psicólogos defendem que predisposições genéticas, experiências de vida e pressões sociais podem levar à adicção também. 

No texto de hoje vamos te contar tudo sobre o que é/a adicção, suas possíveis causas e como você pode lidar com essa condição. 

O que é o vício/adicção? 

Uma infinidade de substâncias e comportamentos — drogas ilícitas e lícitas, comida, jogos de azar e sexo, entre outros — podem gerar dependência. Por isso é muito importante defini-la.

A dependência é caracterizada pela incapacidade de abster-se de forma consistente. Como outras doenças crônicas, a dependência geralmente envolve ciclos de recaída e remissão.

Assim, a adicção possui uma características básica: a dificuldade de parar mesmo com consequências negativas.

Mas não é tão simples assim definir a adicção, por isso, profissionais da saúde costumam fazer essas perguntas aos seus pacientes: 

Valor Consulta Psicóloga Veluma






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  • Tolerância: você usa mais álcool, cigarro, ou qualquer outra substância há muito tempo? 
  • Retirada: você já sofreu um abandono físico ou emocional quando parou de usar, ou mesmo já sentiu ansiedade, irritabilidade, tremores, suores, náuseas ou vômitos? 
  • Controle limitado: você consegue controlar o quanto usa essas substâncias?
  • Consequências: Como está o seu trabalho, humor, autoestima, saúde, emprego ou família?
  • Atividades negligenciadas: você já negou ou reduziu suas a atividades sociais, recreativas, de trabalho ou domésticas por causa do seu uso de alguma substância?
  • Tempo gasto: você leva muito tempo obtendo, usando, ocultando, planejando ou recuperando-se do seu uso?
  • Desejo de reduzir: você já pensou em controlar seu uso ou já fez tentativas frustradas para controlar o uso dessa substância? 

Dessa forma, o vício se carateriza se o paciente responder positivamente para três ou mais dessas perguntas. 

A adicção como doença primária 

Desde 2011, a Sociedade Americana de Medicina do Vício (ASAM) define o vício como “uma doença crônica primária relacionada ao sistema de recompensa, motivação e memória do cérebro”.

Mas o que é uma doença primária? 

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Uma doença primária não se origina de outra doença. Por exemplo, infecções na garganta e resfriado são classificados como doenças primárias.

Consequentemente, adotar a ideia de que a adicção seja uma doença cerebral crônica primária significa localizar a origem da dependência em um agente externo. 

De modo que essas substâncias em abuso seriam a raiz do vício e, portanto, a completa cessação (abstinência) de tais substâncias ou atividades seria logicamente o alvo principal dos  tratamentos contra a adicção. 

Além disso, enquadrar a adicção como doença primária significa, principalmente, posicioná-la sob o viés da medicina. Pois, se o vício é uma doença, logo, requer cura.

E, infelizmente, não há cura conhecida para a adicção. 

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Dessa maneira, definir o vício exclusivamente como uma doença cerebral primária apresenta um problema complexo: ou você tem a doença ou não.

Na verdade, segundo os psicólogos especialistas no assunto, a adicção não é um conceito claro e inequívoco, mas sim, repleto de variáveis. 

As pessoas podem estar em estágios variados da adicção. Alguns podem estar no meio do tratamento, suportando ciclos de remissão e recaída enquanto outros podem estar completamente inseridos dentro da adicção e suas consequências. 

É importante observar também que a adicção possui outros fatores que podem aumentar seu início e duração, tais como relações sociais, transtornos psiquiátricos em comorbidade, deficiências biológicas e cognitivas  —  particularmente dentro do circuito de recompensa, e suscetibilidade genética.

A adicção e as feridas emocionais 

Devemos ressaltar que em muitos casos, a adicção é vício uma sequela. Ou seja, é uma ferramenta para ajudar as pessoas a lidar com os traumas da vida.

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De tal maneira que utilizar álcool, drogas ou se envolver em comportamentos de risco, como jogos de azar até o ponto da ruína financeira, se tornam um instrumento usado para momentaneamente, ajudar as pessoas a lidar com turbulências emocionais profundas. 

Portanto, seja como for, a adicção é um problema gravíssimo. Interrompe relacionamentos, mina a autoestima, traz sentimentos de incapacidade e comportamentos de risco que podem, inclusive, levar à morte. 

Entretanto, essas são essas  consequências tão sérias que podem motivar o indivíduo a começar a recuperação — que é longa e exige comprometimento total. 

Sendo assim, se você está passando por uma situação de dependência e não consegue sair disso, procure ajuda especializada. A psicoterapia, psiquiatria e grupos de apoio farão toda a diferença para que você consiga colocar a sua vida nos eixos novamente.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana Brotto

CRP 106524/06. CEO do consultório Psicologo Com.Br. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.

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