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Como deixar o apego ao passado e seguir em frente?

Como deixar o apego ao passado e seguir em frente?

O apego ao passado prejudica a vida presente. A pessoa apegada espera os eventos ruins que vivenciou se repetirem, por isso, vive armada e na defensiva. Ela tem necessidade de se proteger constantemente, deixando passar oportunidades para crescer e se livrar de seus medos.

É difícil ter essa percepção sozinho. Quem teve experiências ruins no passado, tem dificuldade para esquecer a dor que sentiu. Com o tempo, as lembranças ruins podem até mesmo se tornar reconfortantes e originar o medo de viver novas experiências, mesmo que sejam boas.

O apego ao passado é uma questão emocional complexa que merece cautelosa atenção. Segundo psicólogos, ele nasce de dores emocionais que permanecem relevantes muitos anos após os acontecimentos ruins.

Por que nos apegamos ao passado

Normalmente, as pessoas se apegam aos eventos negativos que ocorreram durante a infância ou adolescência. Não raro adultos não conseguem obter o sucesso desejado por estarem muito apegados ao que já passou.

Vivências da vida adulta também podem causar impacto psicológico e emocional a longo prazo. Entretanto, o que acontece nos primeiros anos de vida tende a deixar marcas mais profundas.

Valor Consulta Psicóloga Veluma






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Uma das possíveis explicações para isso é que crianças não possuem a mesma capacidade de gerir emoções e interpretar a realidade que os adultos. Elas internalizam sentimentos e narrativas negativas em vez de ignorá-las.

Além disso, a criança e o adolescente passam por fases similares de descoberta do mundo e da própria identidade. Logo, determinadas ocasiões, pessoas e palavras acabam influenciando a sua autoimagem e visão de mundo.

Como indivíduos nessa faixa etária não possuem as ferramentas emocionais para administrar o que sentem, ou eles evitam o que é ruim ou enfrentam de modo inapropriado.

Esse mecanismo de defesa falho se perpetua até a vida adulta e, assim, padrões comportamentais pouco saudáveis são repetidos.

Outra justificativa do apego ao passado é a ausência de uma conclusão adequada. Quando as pessoas não conseguem resolver uma situação, é como se deixassem o final dela “em aberto”. Essa expressão é comumente utilizada para se referir aos filmes que não possuem um fim concreto, nem bom nem ruim. Assim, elas ficam remoendo possíveis desencadeamentos.

Por que não devemos nos apegar ao passado

As experiências passadas servem como alertas para que não cometamos os mesmos erros. A pessoa que possui uma relação saudável com o passado enxerga essas vivências como lições de vida preciosas.

A partir desses aprendizados, toma decisões mais sábias, melhora o relacionamento com as suas emoções e não se abala ao se deparar com situações semelhantes no presente. Ela faz bom uso da experiência adquirida com o que já vivenciou.

Já a pessoa que não tem uma boa relação com o seu passado tem, em sua maioria, sentimentos desagradáveis sobre ele. Possui medo de viver o que viveu no passado, vergonha dos acontecimentos e de suas reações, e rancor ou raiva das pessoas que lhe fizeram sofrer.

Além disso, desenvolve comportamentos nocivos em virtude de crenças e de sentimentos formados anteriormente. Ela pode ser muito tímida, insegura, desconfiada, indiferente, receosa, carente, entre outros.

Essas condutas são criadas visando prevenir o sofrimento, mas se esquivar de possíveis acontecimentos ou relações interpessoais desagradáveis não é a forma correta de lidar com eles. Elas, na verdade, têm o efeito oposto: prolongam o sofrimento por tempo indeterminado.

Dessa forma, a pessoa apegada ao passado não vive o presente. Ela não aproveita oportunidades para ter vivências prazerosas, se recusa a estabelecer conexões profundas com outros indivíduos, faz escolhas visando o caminho mais fácil, alimenta mágoas e desenvolve o hábito de remoer fracassos e erros.

Passo a passo para seguir em frente

Desapegar do passado é necessário não apenas para aproveitar o presente, mas para construir um futuro diferente. Independente se o que aconteceu foi bom ou ruim, devemos deixar os acontecimentos passados irem embora naturalmente.

1.     Perdoe

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Por vezes, tudo o que nós precisamos ouvir para nos desprendermos do passado é um pedido de perdão de alguém que nos causou mal. Porém, raramente isso acontece. As razões para tal são inúmeras: perdemos o contato com quem nos magoou, a pessoa não tem consciência que errou conosco, a rotina causa esquecimento, entre outras.

Na verdade, não é necessário esperar um pedido de perdão para perdoar. Você pode perdoar as pessoas que acredita que lhe causaram mal em seu interior, e também se perdoar por atitudes equivocadas ou por ter confiado nas pessoas erradas.

O perdão não é uma forma de dizer que o outro está correto ou de esquecer ocorridos impactantes, como muitos acreditam. É, de fato, uma forma de se desprender do rancor e do ressentimento para que seja possível seguir adiante.

2.     Ressignifique

Na época em que você formou uma opinião e desenvolveu sentimentos sobre ocasiões agradáveis que viveu, você era uma pessoa diferente do que é hoje. O apego ao passado é motivado por uma perspectiva também oriunda lá atrás.

Sendo assim, você pode vasculhar as suas memórias e fazer reflexões com a mentalidade que possui atualmente. Com o seu conhecimento de hoje, procure compreender as situações sob uma nova óptica.

Você também pode se colocar no lugar de observador, como se estivesse assistindo outra pessoa. Esse afastamento momentâneo é favorável para a formação de uma nova opinião sobre o passado.

A intenção desse exercício é conceder um significado mais positivo às vivências passadas, o qual lhe ajude a conviver com elas sem sofrer. É um processo um tanto doloroso, por isso, busque ajude se sentir que não consegue escapar do passado. A terapia pode auxiliá-lo a fazer a ressignificação de pessoas e de ocasiões que lhe causaram mágoa.  

3.     Enfrente medos

Uma relação doentia com o passado desencadeia múltiplos medos nas pessoas, tais como:

  • Medo de se envolver emocionalmente com alguém;
  • Medo de rejeição;
  • Medo de julgamentos;
  • Medo de ter a confiança traída;
  • Medo de ser magoado;
  • Medo de fracassar;
  • Medo de viver situações ruins novamente;
  • Medo de não saber o que fazer diante delas; e
  • Medo de desapegar do que já conhece (emoções, opiniões e crenças), embora não seja saudável.

O único jeito de se livrar desses medos é enfrentando-os. Mas, essa não é uma tarefa simples. O confronto dos medos requer muita força de vontade e confiança em si mesmo.

Por exemplo, uma pessoa sofreu bullying na escola e teme participar de eventos e interações sociais com quem não possui intimidade. Ela não se permite fazer amigos porque vive desconfiada e esperando o momento em que os outros se voltarão contra ela. Logo, seus relacionamentos interpessoais são superficiais.

Um dia ela é convidada para um evento social e decide ir, porém não aproveita a sua estada por ter medo de ser rejeitada pelas pessoas presentes. Como não consegue se desligar do que aconteceu lá atrás, ela não consegue ter uma atitude diferente no presente ou dar uma chance às pessoas.

Quando se tem uma postura de enfrentamento, os medos, seja quais forem, são deixados de lado para favorecer a possibilidade de criar experiências melhores.

4.     Faça novos planos

Compreenda que você é um livre para viver da maneira que desejar. O seu passado não define quem você é. Na verdade, você pode escolher ser quem você quiser, sem a necessidade de se apegar aos padrões estabelecidos quando era mais jovem.

Não se apegue às percepções de terceiros que lhe causaram dor. Aceite os erros dos outros e os seus, perdoe quem lhe magoou e a si mesmo, e construa uma autoimagem mais favorável. Faça novos planos para o futuro visando a sua felicidade, sem considerar opiniões alheias.

5.     Aproveite o momento presente

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A nossa mente é um tanto traiçoeira. Ela tende a nos levar de volta ao passado durante conversas, eventos sociais, rotina de trabalho e em momentos de distração. Dessa forma, não conseguimos aproveitar totalmente o presente.

Quem vive de passado traz à tona intrigas de muitos anos atrás, reage com intensidade a pequenos acontecimentos, alimenta padrões comportamentais doentios e não consegue enxergar oportunidades para o crescimento pessoal.

Em outras palavras, não tem tempo para ter uma vivência bacana no momento presente.

Aprenda as lições necessárias para não cometer os mesmos erros e use da sua sabedoria para não se colocar em situações desagradáveis para você. Deixe, contudo, de remoer o que já passou e lhe causou dor. O passado não existe mais!

O que importa de verdade são suas atitudes e posturas de hoje. A partir delas, faça escolhas para elevar a sua qualidade de vida. 

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana Brotto

CRP 106524/06. CEO do consultório Psicologo Com.Br. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.

2 pensou em “Como deixar o apego ao passado e seguir em frente?

    • Olá, José,
      Obrigada pelo seu comentário, fico realmente muito contente em saber que você gostou do conteúdo!
      Abraços,
      Psicóloga Thaiana

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