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Você tem medo de elogios?

Você tem medo de elogios?

Qual é a sua reação ao receber um elogio? Aceitar de bom grado ou responder com “são seus olhos”, “é impressão sua”, “não é nada demais” e tantas outras formas de recusar o reconhecimento por algo bom?

Se você tem o costume de proferir essas frases sempre que alguém decide colocá-lo em uma posição de destaque, é provável que tenha medo de elogios.

Por que elogiamos e somos elogiados?

Os elogios são maneiras amigáveis de reconhecer qualidades, habilidades e conquistas de outras pessoas. Eles promovem vários benefícios para a autoestima, como a elevação da confiança e da satisfação, e para as relações sociais. Elogios criam e reforçam amizades e relacionamentos profissionais quando feitos na medida certa.

O elogio também é considerado uma forma mais eficiente de passar ensinamentos em comparação às punições. Por isso, pais, chefes, supervisores, professores, treinadores, entre outros indivíduos em posição de mentoria, obtêm resultados bons quando reforçam positivamente a conduta de seus tutelados.

Quando elogiamos alguém com sinceridade, reforçarmos o laço afetivo estabelecido com essa pessoa e tornamos o seu dia mais alegre. Em compensação, recebemos sorrisos e gestos de gratidão.

Existem pessoas que se aproveitam dos benefícios dos elogios para manipular os outros. Para serem considerados verdadeiros, esses pequenos reconhecimentos devem acontecer em contextos lógicos. Por exemplo, após você entregar um ótimo trabalho a um cliente ou ajudar alguém em necessidade.

Já quando acontecem repetidamente e em qualquer situação, eles se tornam adulação. Quem faz os elogios pode estar querendo “amansar” o elogiado para tirar vantagem dele. 

Por que elogios causam desconforto?

A pessoa que não aceita elogios secretamente é insegura. Ela não acredita merecer tal reconhecimento e não sabe o que fazer quando alguém elogia uma habilidade, trabalho, traço de personalidade ou sua aparência. Logo, reage com indiferença ou sente-se envergonhada.

Valor Consulta Psicóloga Cláudia






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A insegurança é tamanha que faz a pessoa pensar que se aceitar um elogio, terá que se esforçar mais para agradar quem o elogiou. Se ela é reconhecida por determinada qualidade positiva, como proatividade ou ética profissional, o que os outros pensarão quando ela não corresponder as suas expectativas?

Recusar elogios é a forma que a pessoa insegura encontra de não se comprometer em ser alguém que acredita não ser. Em outras palavras, uma versão mais eficiente e possivelmente mais amada. Dessa forma, nem ela nem os demais se decepcionarão.

Com a insegurança, vem à autoimagem negativa que leva a pessoa a ser descrente em relação a qualquer reconhecimento. Ela pensa que os outros estão apenas sendo educados, seguindo normas sociais de socialização ou exagerando.

A falta de autoestima pode ter se originado da ausência de valorização quando criança ou de uma série de acontecimentos ruins. Seja como for, a autoestima baixa não permite que a pessoa acredite em quem a elogia. Para ela, é mais fácil aceitar críticas negativas.

Recusar elogios é uma forma de autodefesa

Não aceitar elogios também é uma forma de se proteger emocionalmente.

A lógica é a seguinte: se você não concordar com quem o elogia, não se permitirá cair na ilusão de que é alguém melhor do que realmente é. Assim, não irá embarcar em jornadas ou agarrar oportunidades que estão além da sua capacidade. Qualquer tipo de sofrimento é, então, evitado.

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Para pessoas inseguras, é melhor não acreditar em nada e cuidar da sua saúde mental do que envolver-se emocionalmente em uma situação ou com alguém e sofrer com isso. Por exemplo, não aguentam pensar na possibilidade de rejeição por um cônjuge, logo evitam relacionamentos.

Esse mecanismo de defesa é falho porque aumenta a insegurança e diminui os momentos alegres os quais todos têm o direito de vivenciar. Além disso, torna a pessoa menos capaz de lidar com emoções negativas, frustrações, decepções, entre outros.

Outro efeito colateral bastante prejudicial é a autoimagem corrompida. De tanto rejeitar a vida e as pessoas, o indivíduo inseguro começa a rejeitar a si mesmo. Ele deixa claro, para si mesmo e para os outros, que não é bom o suficiente e não irá ser vítima de ilusões. O resultado desse “compromisso” é a autossabotagem.

As emoções enraizadas na insegurança podem parecer paradoxais, mas o inseguro realmente acreditar estar protegendo-se ao agir dessa maneira.

Como superar o medo de elogios?

Existem formas melhores de se proteger emocionalmente do que a evasão, as quais não alimentam a insegurança e permitem que você aproveite todos os aspectos da sua vida sem medo!

Aceitar os elogios é um começo e possivelmente a tarefa mais fácil. Basta sorrir e agradecer pelas palavras sinceras, mesmo quando você não acreditar nelas. Elevar a autoconfiança, confrontar o medo de decepções e acreditar que é, de fato, merecedor de admiração pode levar mais tempo.

Para superar o medo, as dicas abaixo podem ajudá-lo:

1.      Se torne amigo dos elogios

Para perder o medo dos elogios, passe a elogiar mais. Faça isso com sensatez para não se passar por bajulador ou desonesto. A ideia é compreender a mecânica por trás dos elogios enquanto você busca razões verdadeiras para dizer algo bom a alguém. Dessa forma, você compreenderá que, quando as pessoas o elogiam, passam pelo mesmo processo.

Elogie o detalhe da aparência de alguém (penteado, peça de roupa), uma habilidade ou o esforço para desenvolvê-la, um trabalho bem feito ou a ousadia de ter tentando, uma conduta admirável, uma posse (casa, objeto decorativo, carro), entre outros. Viu só? Existem muitos elementos que merecem elogio!

Comece a praticar com as pessoas queridas e expanda os elogios para conhecidos e desconhecidos. Ao mesmo tempo, aceite os elogios feitos a você.

2.     Reveja as suas crenças

Em nossa sociedade, aceitar elogios desenfreadamente é visto como arrogância, embora você tenha todo o direito de agradecer por receber palavras gentis. Será que isso o impede de aceitar elogios?

Outra forma de pensar bastante comum é que a pessoa que o elogiou espera receber um elogio de volta. Mas, como não conseguimos ler os pensamentos dos outros, essa crença não se sustenta. Se você sentir vontade de retribuir o agrado, faça isso sem pensar, mas não é uma obrigação.

Reflita sobre as suas crenças pessoais para se livrar de padrões de pensamento que, na verdade, nem são seus. Muitas vezes, essas crenças são aprendidas com os pais ou as pessoas próximas, mas não representam, de fato, o que você acredita.

3.     Reencontre o seu valor

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Por que você não se acha merecedor de reconhecimento e coisas boas? Por que não acredita ser capaz de corresponder às expectativas dos outros?

Primeiramente, você não é obrigado a agir da maneira como as pessoas acham que você deve. Em segundo lugar, todas as pessoas são merecedoras de felicidade. Ninguém está nesse mundo para sofrer. No entanto, a felicidade não baterá na sua porta inesperadamente. Você precisa correr atrás dela!

Comece por tentar reencontrar o seu valor. Faça uma lista de suas qualidades. Se tiver dificuldade, peça a opinião de amigos e familiares. Em seguida, crie uma segunda lista com suas vitórias. Revisite ambas todos os dias, repetindo para si mesmo quão capaz você é.

Você também pode fazer listas de memórias boas, de ocasiões em que se sentiu amado e admirado, de elogios recebidos, de traços de personalidade que almeja desenvolver, etc. Esse exercício traz diversos benefícios: ajuda você a ordenar as suas ideias, a relembrar-se de lembranças esquecidas, a elevar a sua autoestima, a estabelecer objetivos, entre outros.

4.     Compartilhe um pedaço de informação sincera

Se você tem necessidade de descartar elogios com justificativas para fugir dos holofotes, modifique a sua forma de responder a eles. Compartilhe um pedaço sincero de informação junto com a gratidão. Esta é uma forma de aprofundar laços e aliviar o nervosismo diante do reconhecimento.

Por exemplo, em vez de responder com um “Obrigado. Eu comprei essa peça de roupa em promoção” quando alguém elogiar as suas roupas, diga “Obrigado. Eu gosto de peças de roupas nesse estilo. Elas me fazem sentir bem”.

No trabalho, o “Obrigado, mas não foi nada demais” em resposta a um elogio ao seu trabalho pode se transformar em “Obrigado. Eu gosto muito de tarefas assim. São interessantes”. 

5.     Faça terapia

Quando se passa a vida acreditando ser menos do que os outros, não é nada simples modificar o seu modo de pensar. A insegurança pode segui-lo por muito tempo enquanto você ativamente tenta ser mais confiante. O estresse de desapegar-se desse hábito antigo pode ser extremo. Então, busque ajuda de psicólogos para ter uma jornada mais tranquila!

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana Brotto

CRP 106524/06. CEO do consultório Psicologo Com.Br. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.

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